Papo Tático: Vitória 1 x 1 Bahia


O Vitória entrou em campo para encarar o arquirrival Bahia, em jogo válido pela 6ª rodada do Campeonato Baiano 2018.

É do conhecimento de todos que a partida terminou no decorrer da segunda etapa por conta do número de expulsões da equipe rubro-negra. Neste caso, em nosso Papo Tático de hoje, vamos abordar o que aconteceu em campo até antes da confusão, que é o que nos interessa.
Mancini escalou o Vitória com: Fernando Miguel; Wellison, Kanu, Bruno Bispo e Bryan; Correia, Ramon, Yago e Rhayner; Neílton e Denílson.

A entrada de Ramon na equipe principal, para atuar como volante mostrou que Mancini estava preocupado com um problema apresentado pela equipe nos últimos jogos, a transição defensiva. O Vitória vinha mostrando um futebol bastante ofensivo, porém, ainda não havia conseguido o equilíbrio para se defender após a perda da posse de bola. Lembrando que não entrei no mérito de certo ou errado.

Fato é que, com a entrada de Ramon como segundo volante, o time perde outro jogador para se apresentar na fase de preparação das jogadas, por outro lado, equilibra a transição defensiva, por ter dois volantes mais atrás protegendo o avanço dos laterais.


A imagem acima mostra como no momento ofensivo o Vitória mantinha os dois volantes para tentar gerar este equilíbrio. No entanto, sem este homem mais livre para ajudar na preparação das jogadas, ficava mais complicado ter igualdade ou superioridade numérica nos setores.

A outra novidade na equipe foi o retorno de Denílson a equipe titular, muito provavelmente, pela característica de movimentação, que ajudaria a equilibrar os dois volantes mais “plantados”.
Podemos ver acima o Vitória postado no 4-4-2. A equipe rubro-negra teve bastantes dificuldades em seu momento defensivo. Os jogadores tentavam abafar o portador da bola, mas chegavam atrasados, a segunda linha não esteve tão bem postada, o que gerava espaços para o Bahia jogar. Os primeiros 10 minutos foram muito perigosos.
Enquanto isso, o Bahia veio no 4-1-4-1, realizando uma marcação um pouco mais ajustada, dificultando o jogo do Vitória. 

Além deste aspecto, o Bahia também adiantava sua marcação para não deixar o Vitória
sair com a bola no chão.

Na imagem acima o Bahia avança sua marcação no 4-2-3-1 para não deixar o Vitória sair com a bola no chão. A equipe rubro-negra não abdicou de ainda assim tentar jogar, no entanto, podemos notar (círculos brancos) que faltava uma maior aproximação dos jogadores para irem criando apoio e fazendo a bola chegar gradativamente ao campo ofensivo, como em outros jogos.

A partida era muito truncada, e pouco se via o futebol de fato por ambas as equipes. Muitas faltas, muitos lançamentos na área, e pouco do jogo jogado, como se diz.

Vitória e Bahia tinham uma característica em comum, ambos atuavam com a primeira linha avançada, e os dois possuem zagueiros lentos. Tal aspecto contribuiu para algumas jogadas que poderiam ter gerado gol.


 Bahia atuando com sua primeira linha avançada... 
 

Vitória também atuando com a primeira linha adiantada... Enquanto isso, o Bahia espetava Élber e Edgar Junio pelos lados, os dois laterais (Nino e Mena) subiam ao mesmo tempo. Edgar e Élber espetavam para infiltrar, enquanto Nino e Mena geravam amplitude em algumas situações. Estava claro que o Bahia queria aproveitar o espaço após o avanço dos laterais do Vitória, principalmente Bryan. 

Apesar de toda a dificuldade imposta pelo rival, o Vitória conseguiu em alguns momentos trocar passes envolventes. Além disso, conseguiu chegar ao gol com a bola no chão. Já o gol do Bahia, no início do segundo tempo, em cobrança de pênalti, igualou a partida.

Conclusão 
Mancini tinha duas opções, tentar atuar como vinha acontecendo nas últimas partidas, com volantes que buscavam mais o jogo, visando impor seu modelo e aprimorá-lo em situações complicadas, como um clássico. Ou ser mais precavido e tentar um equilíbrio. Optou pela segunda. Enquanto isso, Guto colocou apenas um volante em campo, marcou alto e tentou aproveitar os pontos fracos do Vitória.

Ambas as equipes produziram pouco no primeiro tempo. Porém, foi possível ver um Vitória mais lúcido com a posse de bola, tendo muito mérito quando encontrava espaços no sistema defensivo do adversário. E um Bahia com um sistema defensivo mais compacto, sem conseguir ir bem no momento ofensivo, mesmo tendo em campo uma escalação bastante ofensiva.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

 

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