[COMPLETO] Papo Tático: Retrospectiva do Vitória 2017 (Parte 1)

Chegamos a reta final de mais uma temporada, e o Coluna E.C. Vitória esteve analisando todos os jogos do Clube, mais uma vez. Em nossa retrospectiva tática, vamos abordar o que foi o rubro-negro baiano desde a montagem de seu elenco, até a reta final do Campeonato Brasileiro 2017.

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Montagem do Elenco

Desde Janeiro percebemos que o Vitória cometia alguns equívocos na montagem de seu elenco. Apesar de destacar a qualidade de alguns jogadores, mesmo tendo estes idades mais avançadas, alertávamos que as características dos atletas contratados não combinavam com o modelo de jogo característico de Argel Fucks, treinador que teve seu contrato renovado para a temporada 2017.

O então diretor de futebol do Vitória, Sinval Vieira, já havia declarado que Argel era o plano B. Sinval começou a contratar principalmente meio campistas, no entanto, Argel iria atuar no 4-2-3-1, utilizando apenas um meia central, sendo que no elenco já tinha Cárdenas, jogador que não havia ido bem no ano anterior. Foram chegando Cleiton Xavier, Pisculichi, Dátolo e Gabriel Xavier. Destes citados, apenas Gabriel Xavier possuía características de jogo que mais se adequava ao modelo Argel, um jogo de muita força, com marcação realizada individual por setor, mas com longas perseguições, o que exige muita da questão física, principalmente resistência, força e velocidade.

Enquanto isso, o setor mais forte do modelo de jogo Argel, as pontas, teriam como opções apenas David, Paulinho e Pineda. Sendo que, destes, apenas David possuía força e velocidade suficientes para suportar o modelo de jogo. Paulinho já havia atuado desta maneira, achei válida a aposta, porém deveria-se fazer uma busca melhor sobre seu desempenho físico mais recente, buscando compreender se o mesmo suportaria tal função.  O mesmo cabe para Pineda, que dificilmente suportaria realizar a função dentro deste modelo. Caso a marcação de Argel fosse por zona ou individual por setor com curtas perseguições, favoreceria um melhor desempenho do chileno, sendo que o via mais como um segundo atacante.


Como a imagem acima mostra, Argel utilizou no momento defensivo o 4-4-2, tendo um meia de origem ao lado do atacante, iniciando a marcação geralmente no volante adversário, pois o time marcava em bloco médio. Quando a equipe recuperava a posse, este meia recuava para armar o jogo, formando um 4-2-3-1. Porém, pelo fato de existir as longas perseguições, o time acaba se desorganizando muito em relação ao seu posicionamento inicial, o que impactava diretamente no momento ofensivo.


O flagrante acima mostra como a referência de marcação do Vitória era o jogador adversário, o que gerava perseguições e espaços.


Na imagem acima, percebam como Paulinho está preocupado com a subida do lateral esquerdo adversário, e não em fechar o espaço da segunda linha.


Na mesma imagem, percebam o espaço que existe no meio campo, onde Paulinho poderia estar fechando, ajudando o time a criar superioridade numérica no setor onde a bola se encontrava. Importante destacar que isso não é um erro do jogador, desde quando não recebeu orientação do treinador para tal ação. Os conceitos de jogo utilizado por Argel, tinha como foco referência na marcação o jogador adversário.

A grande dificuldade do time de Argel era propor o jogo, pois enfrentar equipe inferiores no início do primeiro semestre, requer que seu time mostre superioridade dentro de campo, através de conceitos ofensivos como amplitude, apoio, triangulações, diagonais... Movimentos que bem trabalhados ajudam o time a superar uma forte retranca do adversário. Mas ao meu ver, faltavam estes recursos a Argel. Parecia que o mesmo tentava deixar que os jogadores mais técnicos resolvessem a partida com o talento, e sabemos que no futebol de hoje, apenas isto é muito pouco.

Acredito ainda que a forma equivocada como o time realizava a marcação (aspectos destacados anteriormente), prejudicava também o momento ofensivo, pois deixava os jogadores mais longes de suas posições iniciais.

Já que a diretora havia decidido renovar com Argel, as características dos jogadores deveriam ser outras, focadas principalmente em força e velocidade.

Na próxima parte da nossa retrospectiva tática, iremos abordar como Welsey Carvalho e Petkovic iniciaram a tentativa de mudança no modelo de jogo do Vitória. Não percam!

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Atenciosamente,
Cassio Santos/@CassioNSantos


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