[COMPLETO] Papo Tático: Retrospectiva Vitória 2017 (Parte 2)

Depois de destacarmos a passagem de Argel na temporada 2017 pelo Vitória, o Papo Tático de hoje vai mostrar o que mudou após sua demissão, como Wesley Carvalho e Petkovic trabalharam a equipe.

Wesley Carvalho

Wesley assumiu o Vitória para as duas partidas finais do Campeonato Baiano, diante do Bahia. Apesar de pouco tempo para trabalhar, foi possível ver nos clássicos mudanças de conceitos, que poderiam trazer frutos a médio e longo prazo.


Foi possível observar logo de cara a mudança no conceito de marcação, saindo da referência do jogador adversário, para uma marcação por zona (ênfase no fechamento dos espaços, linhas de passes, e superioridade numérica no setor onde a bola se encontra), diminuindo as longas perseguições que os jogadores percorriam para marcar, além de manter o posicionamento inicial da equipe.

Na imagem acima podemos observar que o 4-4-2 foi mantido, porém as linhas estão muito mais definidas, a equipe bem mais compacta, por conta da mudança no conceito de marcação. Com isso, os espaços diminuem para o time adversário.


No flagrante acima podemos observar como a primeira linha está bem concentrada no que deve ser feito. Mesmo com o adversário indo a linha de fundo, a linha permanece montada, gerando cobertura.

O conceito de marcação adotado por Wesley poderia dar ao Vitória a solidez defensiva necessária para posteriormente focar no momento ofensivo. Nos próximos textos iremos observar como Mancini conseguiu implantar tais conceitos, que ajudaram a equipe a reverter uma situação bastante complicada no Brasileiro. 

Petkovic

A cúpula do Vitória resolveu a época colocar Petkovic (então gestor de futebol), para ser o técnico no lugar de Wesley Carvalho para o início do Campeonato Brasileiro.

Pet possuía ideias semelhantes as de Wesley, porém, sua personalidade e temperamento não casaram com o elenco, ocasionando um clima não muito agradável nos vestiários.


Podemos observar na imagem (partida entre Vitória x Corinthians) como a equipe se comportou bem alinhada, compacta, marcando por zona, dentro do mesmo 4-4-2. A primeira linha bastante alta, e a marcação em bloco médio, o que encurtava o campo de jogo do Corinthians. Estes conceitos fizeram com quê o adversário pouco ameaçasse a meta de Fernando Miguel. Apesar de ter perdido o jogo por 0 x 1, o Vitória mostrava que poderia fazer um campeonato tranquilo, caso continuasse naquela pegada.


A imagem acima mostra um pouco mais desta compactação, e como o time realizava o balanço defensivo, criando superioridade numérica no setor onde a bola estava indo....

No entanto, os problemas de relacionamento passaram a interferir dentro de campo. Foi possível ver jogos em que o treinador pedia para o time sair jogando com a bola no chão, e em entrevista para a imprensa, William Farias dizer que nem sempre dava pra fazer o que o treinador queria, como se eles (jogadores) fossem fazer do jeito deles, entre outras situações....

Mesmo ajustando o sistema defensivo, o time ainda possuía dificuldades no momento ofensivo.


Um dos fatores poderia ser o fato dos volantes Farias e Correia continuarem atuando juntos, desde a época de Argel. Não pela qualidade técnica dos jogadores, mas sim por características de jogo. São dois volantes que possuem bom passe de circulação, ou seja, tocar para o lado, no entanto, não possuem um passe ou jogada mais vertical, visando avançar no território adversário, ou aparecer como elemento surpresa na área, por exemplo. São jogadores para atuar em esquemas de apenas um volante (4-1-4-1 ou 4-1-2-3), pois podem fazer a função de opção de retorno no momento ofensivo, quando o time precisa recuar a bola para um jogador mais atrás, onde este é responsável por circular a bola com velocidade, tirando-a rapidamente da zona de pressão e tentando encontrar um espaço para ataque do lado oposto.

Como na imagem acima, ambos ocupam a mesma faixa de campo, o que deixa a equipe mais presa, consequentemente, mais fácil de ser marcada.

Pet enfrentou um início complicado, pois tentava implantar um novo modelo de jogo com o campeonato já em andamento. Isso após os jogadores já terem vindo de estímulos de outro modelo de jogo completamente diferente (no caso o de Argel). Os resultados não aconteceram por fatores dentro e fora de campo, aliado a diretoria da época não ter convicção do que fazia, Petkovic foi retirado do cargo de treinador, e realocado como diretor de futebol no lugar de Sinval Vieira.

No próximo Papo Tático vamos abordar o período de Alexandre Gallo como treinador do Esporte Clube Vitória. Vale lembrar que nossos assinantes receberam todo nosso conteúdo com exclusividade a partir do segundo semestre de 2017. Venha ser um assinante, e nos ajude a manter nosso projeto!


Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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