Papo Tático: Flamengo 0 x 2 Vitória

O Vitória trouxe do Rio de Janeiro um belo e heroico triunfo ao vencer o Flamengo por 2 x 0 no estádio Ninho do Urubu, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Vagner Mancini manteve a mesma disposição tática da equipe, atuando no 4-4-2. As novidades foram as presenças de Felipe Soutto na vaga do suspenso Correia; Geferson no lugar de Juninho, que estava com gripe; e Fernando Miguel de volta ao gol, após rodízio com Caíque.


A equipe rubro negra entrou em campo com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Geferson; Ramon, Felipe Soutto, Yago e David; Neílton e Tréllez.

Acertadamente, a proposta do Vitória era reativa, marcar a partir do meio campo e explorar o contra golpe, já que a grande falha do time carioca vinha sendo a lentidão na transição defensiva. 
No entanto, em campo as coisas não aconteciam como planejado. O Flamengo atuava no 4-1-4-1, com Arão entre as duas linhas de quatro;  Everton Santos e Geuvânio pelas pontas, Diego e Everton Ribeiro como interiores, formando a segunda linha; com Felipe Vizeu no ataque. Os cariocas conseguiam preencher bem o campo ofensivo e utilizando bastante movimentação levou perigo em alguns lances contra o gol de Fernando Miguel. Enquanto isso o Vitória não conseguia jogar quando tinha a bola, tendo sérios problemas para encaixar uma boa transição ofensiva. Foram apenas dois chutes do rubro-negro baiano durante o primeiro tempo.  

Creio que um fator preponderante foi a ausência de Correia. Principalmente pelo fato de Ramon não possuir características para manter uma dinâmica no meio campo. Neste quesito se esperava mais de Felipe Soutto, que não correspondeu.

A equipe ficava com dois volantes mais fixos, alguém para desempenhar a função que Correia vinha fazendo, protegendo bem a bola, a fazendo rodar, e até arriscando mais a jogada vertical.
O Vitória passa a entrar de vez na partida quando Arão erra um passe dentro da área, entregando a bola nos pés de Yago, que acertou um belo chute. 

Durante a segunda etapa o Vitória teve mais tranquilidade por estar à frente do placar, enquanto o Flamengo precisava se expor para buscar o empate. Tal cenário contribuiu para o rubro negro baiano encaixar sua estratégia reativa, desta vez, conseguindo construir algumas jogadas ofensivas, utilizando, principalmente, a velocidade de David, Neilton e Caíque, com o apoio de Tréllez. 
O segundo gol veio após uma rebatida, Tréllez foi inteligente, ganhou na proteção para Réver, sofrendo pênalti em seguida, convertido por Neílton.

Momento Defensivo

É fato que Mancini mudou sua concepção sobre o momento defensivo de sua equipe nesta passagem pelo Vitória. Além de aceitar baixar as linhas e marcar a partir do meio campo,
Mancini agora opta por realizar uma marcação mais baseada em fechar os espaços e não tanto
no embate 1 x 1.

O Vitória agora realiza uma marcação por zona, que varia também com a marcação individual
por setor, tentando evitar as longas perseguições.

OBS: Aproveitando, no último Papo Tático havia destacado que esse tipo de marcação seria
mista, porém, essa denominação não se aplica neste caso, já que a marcação mista é
caracterizada pela marcação por zona e a marcação individual pura, ou seja, quando o time
executa a marcação por zona, e algum jogador em específico tem a missão de marcar um
adversário individualmente. 



Notem na imagem acima como o time tenta ocupar o espaço no setor onde a bola estar,
tentando criar superioridade numérica.


Após a inversão de bola, é possível ver todo o sistema defensivo se movimentando para o
setor onde a bola seguiu. Essa movimentação, tendo como referência a bola, caracteriza a
marcação por zona.

Apesar destes fatores, o Flamengo com sua movimentação e qualidade de seus atletas,
conseguiu impor seu ritmo na primeira etapa.


Na imagem acima, como o Flamengo conseguia construir seu jogo. Arão que atuava como o
“1” do 4-1-4-1, iniciava a construção, os laterais Trauco e Pará se posicionavam mais atrás,
com Trauco buscando atuar mais por dentro. Na segunda linha os extremos Everton Santos e
Geuvânio davam amplitude, tentando espaçar a segunda linha do Vitória. Diego e Everton
Ribeiro se movimentando bastante por dentro, geralmente com Diego recuando um pouco
mais para armar, enquanto Everton avançava um pouco, ainda assim, com bastante
movimentação destes dois. Na frente um Vizeu que se movimentava e não ficava apenas
parado na área.

Suportar esses aspectos, diante de um adversário de tamanha qualidade, é para se louvar,
ainda mais se analisarmos o desempenho do Vitória durante toda a competição. Mesmo
podendo ter iniciado a partida atrás do placar, o Vitória conseguiu aproveitar as chances que
aconteceram e executar sua estratégia após a vantagem no marcador.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos


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