Papo Tático: Vitória 0 x 2 Santos

Depois de vencer o Sport fora de casa, o Vitória voltou ao Barradão mas acabou derrotado pelo Santos, por 2 x 0, em jogo válido pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.

Apesar do resultado negativo, no Papo Tático de hoje vamos destacar bastante a movimentação ofensiva do Vitória, pois vinha sendo o grande problema da equipe durante a competição, mas que tem demonstrando bons sinais de melhora.

Antes, vamos falar um pouco do momento defensivo.

Momento Defensivo

A equipe rubro-negra tem mudado o conceito de marcação que vinha sendo trabalhado por Petkovic (iniciado por Wesley Carvalho), que era a marcação por zona. Gallo tem optado há alguns jogos em marcar individual por setor (principalmente na segunda linha), buscando alguns encaixes de marcação. Ao meu ver, decisão equivocada.


O Vitória variava entre o 4-1-4-1 e às vezes um 4-4-2, porém não é possível mais ver o time com as linhas bem definidas, compacto, pois agora a marcação é individual por setor.


Na imagem acima, o momento em que o Vitória está no 4-4-2, porém, a referência da marcação não é mais a bola (zona), mas sim o adversário e o fechamento do espaço no setor.
O Santos é um time entrosado, que vem executando um modelo de jogo e atuando junto há um bom tempo. A proposta santista era mais reativa, e aproveitava os espaços deixados pelo Vitória para construir jogadas de perigo.

Transições


A proposta reativa do Santos ficou ainda mais evidente após o primeiro gol marcado por Copete. No segundo tempo, a equipe paulista encontrou ainda mais espaços durante a transição ofensiva (momento da roubada de bola), utilizando bem seus extremos de velocidade Copete e Bruno Henrique, já que o rubro-negro teve que se expor ainda mais para tentar buscar o gol de empate.

Momento Ofensivo

O técnico Alexandre Gallo optou pela permanência de Patric como extremo, com Salino na lateral direita. Neilton acabou sendo sacado, ficando como opção no banco de reservas.
A movimentação de Patric como extremo é bastante interessante, e faz parte da mudança de conceitos da equipe no momento ofensivo, onde o time agora ataca com um número maior de jogadores , com bastante movimentação e buscando aproximação.


Desde a saída de bola da equipe, Patric tem papel importante ao recuar para buscar a bola, dando apoio para a bola sair pelo chão.


Patric também gerava apoio para a ultrapassagem de Salino. Seria mais interessante um lateral com características ofensivas mais forte, pois Salino não dá muita opção de jogo no momento ofensivo.


Na imagem acima, Patric se posiciona na entrada da área, no espaço vazio, esperando uma segunda bola.


No flagrante acima, a movimentação ofensiva do Vitória fica bem evidente. Kieza sai da área para “armar” o jogo, com isso Gabriel Xavier já está na área para buscar o espaço deixado por Kieza, Correia avançado sendo opção de passe, Patric buscando o espaço vazio pelo lado esquerdo, os dois laterais avançando ao mesmo tempo, com Farias mais atrás servindo como opção de retorno. Observação: Falta ainda ao Vitória utilizar o conceito de amplitude. Salino poderia estar posicionado em cima da linha lateral, o que iria espaçar o sistema defensivo adversário, caso esse espaço não fosse gerado, ele seria uma opção de passe livre para uma possível inversão de bola.

No segundo tempo, precisando empatar, Gallo retirou Salino, posicionando Patric na lateral direita e promoveu a entrada de Neilton.


O momento ofensivo do Vitória continuou interessante. Novamente são 7 jogadores bem próximos, atacando, buscando gerar apoio ao companheiro. Observação: Mais uma vez a amplitude não é utilizada por um dos laterais. Patric está mais aberto, porém Geferson teria que fazer o mesmo, o que forçaria um jogador do Santos sair da linha de defesa para ir da combate, caso isso não acontecesse, ele estaria livre para buscar a linha de fundo ou invadir a área. Importante frisar que, além da aproximação, Correia agora está mais liberado para avançar, conseguindo arriscar alguns chutes de longe e se apresentando mais. Ambos os laterais agora avançam ao mesmo tempo.

Queda de produção

 No decorrer, Gallo acabou promovendo a entrada de André Lima no lugar de David. Com isso, o time passou a atuar no 4-4-2 com Gabriel Xavier e Neilton pelos lados da segunda linha, Farias e Correia por dentro, na frente André Lima e Kieza.


Com a mudança o time acabou perdendo a superioridade que vinha tendo no meio campo, a aproximação, e passou a lançar bola na área.

Conclusão

O Vitória não fez uma atuação ruim no que se refere ao momento ofensivo, que vinha sendo o grande problema da equipe. É preciso encontrar um equilíbrio nessas duas fases do jogo e, além de tudo, diminuir os erros individuais. A falha de Fred ao errar um passe na saída de bola gerou o primeiro gol do Santos, comprometeu toda a estratégia para a partida e, consequentemente o resultado final.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos  

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