PAPO TÁTICO: Atlético-PR 4 x 1 Vitória

Quem assistiu a partida entre Atlético-PR x Vitória na tarde deste domingo (25) não imaginava que o desfecho seria uma goleada de 4 x 1 a favor do Furacão, por conta do bom início de jogo da equipe comandada pelo técnico Alexande Gallo.
Mais uma vez Gallo surpreendeu na escalação. Se na última partida (diante do Santos), Neilton apareceu no banco de reservas, desta vez, foi David quem ficou como opção. No time titular a presença de Yago.
No entanto, o sistema de jogo não foi alterado. A equipe sem a bola se postava no 4-4-2, variando para o 4-1-2-3 com a posse de bola.

Momento Defensivo




Na imagem acima o Vitória marcando no 4-4-2. Sistema de marcação continua a ser por encaixe individual no setor, gerando longas perseguições. Notem como Neilton se posiciona para perseguir o lateral adversário.


No flagrante acima, fica bem evidente a marcação individual. Os pontas Neilton e Yago combatem os laterais adversários onde eles forem. Kieza pega o volante Otávio e os volantes do Vitória pegam os meias do CAP.
Como sempre destacamos, nesse sistema de marcação, basta um jogador parar no lance, para que comprometa todo o sistema. Além de gerar um desgaste físico maior, devido as grandes perseguições. 

Momento ofensivo

No momento ofensivo o Vitória postado no 4-1-2-3 (linhas amarelas), enquanto o Atlético realiza a marcação por zona (time se movimenta em bloco para o setor onde a bola está, gerando superioridade numérica nos setores e menos cansaço para os jogadores) dentro do 4-1-4-1 (linhas brancas). No decorrer, o CAP também utilizou o 4- 4-2 para realizar a marcação.

Yago

Yago entrou na equipe titular para atuar como ponta pela direita. Quando a equipe não tinha a bola, sua função era combater o lateral adversário. Com a posse de bola, o meia tinha a liberdade para flutuar por dentro, o que abria o corredor para o avanço do lateral Patric. 



Na imagem acima, o corredor pelo lado direito gerado pela flutuação de Yago para o centro.

A ideia é boa, mas quando você coloca um jogador que não tem como característica principal a força física para perseguir o lateral adversário, acaba gerando um desgaste muito grande, dificultando o desempenho do atleta. O ideal seria que a marcação fosse realizada por zona, o que não geraria esse combate 1 x 1 no lateral adversário. Como exemplo, temos o Jadson do Corinthians, que na época de Tite, atuava como extremo pela direita, porém, com o sistema de marcação por zona.

O jogo

A equipe rubro-negra baiana iniciou bem a partida, criando duas boas oportunidades logo no início, além de abrir o placar com Fred em cobrança de falta. Porém, no decorrer, com a vantagem no placar, o Vitória foi baixando a marcação, ficando cada vez mais posicionado no campo defensivo, muito pelo ímpeto do Atlético em buscar o empate, que melhorou com a entrada de Nikão. Após o empate do CAP em cobrança de escanteio na reta final do primeiro tempo, gol que contou com a colaboração de Fernando Miguel, o Furacão voltou para o segundo tempo com um bom volume de jogo, e encontrava os espaços com facilidade no sistema defensivo do Vitória, que mesmo com os 11 jogadores em campo defensivo, não realizava uma marcação eficiente. Com isso, o Atlético foi construindo a goleada com naturalidade.  

Substituições de Alexandre Gallo 

Gallo foi muito conservador nas alterações. Perdendo por 3 x 1, o treinador do Vitória tirou de campo Neilton ( jogador mais agudo do time) para a entrada de David, alterando apenas as peças, o que dificilmente iria mudar a história do jogo. Em seguida, Paulinho entrou no lugar de Gabriel Xavier, com isso, Yago passou a atuar por dentro, com Paulinho e David pelas pontas. Ora, perdendo por 3 x 1, não seria melhor ter deixado apenas um volante, montado uma linha de quatro com dois pontas e dois meias por dentro? Tentando criar superioridade numérica no meio campo, gerando um volume de jogo satisfatório para quem buscava diminuir o placar?

Alguma variação tática se fazia necessária. Pouca coisa iria mudar alterando apenas as peças. 

Próxima partida 

Pela primeira vez o técnico Alexandre Gallo terá uma semana inteira para trabalhar. Tempo importante para um time que, devido ao planejamento errôneo de quem comandou/comanda o clube, chega no meio da temporada sem um modelo de jogo definido, tentando se encontrar durante o disputado Campeonato Brasileiro. No próximo domingo (01) a parada será contra o arquirrival Bahia, no Barradão. 

Por Cassio Santos / @CassioNSantos 


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