ANALISANDO O CONTRATADO: Carlos Eduardo


Carlos Eduardo Marques

Para o futebol, Carlos Eduardo. Gaúcho da cidade de Ajuricaba, atua como meia armador, tem 29 anos, altura 1,70cm e é canhoto. O atleta ingressou nas categorias de base do Grêmio em 2001, onde permaneceu até 2007. Como profissional no clube gaúcho, fez 36 partidas e marcou 7 gols, se transferindo ainda em 2007 para o Hoffenheim da Alemanha. No time alemão, fez 90 partidas e 19 gols, onde atuou até 2010, quando foi vendido ao Rubin Kazan da Rússia. Entre 2010 e 2016, fez 62 jogos com 7 gols marcados. Voltou ao Brasil em 2013 para atuar no gigante Flamengo, de 2013 a 2014, fazendo 49 jogos com apenas 1 gol marcado. Começava nesse período o seu declínio no futebol. Sofreu lesão grave no joelho e jamais recuperou sua forma física e bom momento. O atleta, em entrevista, crava que não se cuidou como deveria e perdeu mobilidade, agilidade e velocidade. Saiu do Flamengo e voltou à Rússia. Em 2016, rescindiu e acertou sua ida para o Galo, onde fez 14 partidas, com duas assistências e nenhum gol. Jogou o Mundial Sub-20 pela seleção brasileira em 2007 e teve algumas convocações para a seleção principal para jogos amistosos. Nas épocas, a seleção era treinada por Dunga e Mano Menezes.

Suas principais características são: criação de jogadas, passe, visão de jogo, dribles e chute forte.

Rendia bem atuando como meia extremo pela esquerda ou pela direita, atua também como meia central. Hoje, pode fazer a função de apoiador, devido ao seu ganho tático no futebol europeu.


Vamos evidenciar, com capturas, as faixas de campo mais exploradas por Carlos Eduardo no seu último clube, o Atlético Mineiro.

POSICIONAMENTO

Bom para 4-1-4-1 e 4-3-3 em V como interior esquerdo ou apoiador central 4-2-1-3  

Costumo dizer que existem dois Carlos Eduardos: um até sua lesão e outro quando retornou ao Brasil em 2013. Jogador adquiriu um biotipo não condizente com a sua estatura e acabou perdendo o futebol leve e vistoso que possuía.

O jogador trabalhava bem por toda a intermediária do adversário, seja pelos flancos ou por dentro. Batia com facilidade o marcador e abria espaços para lançamentos, tabelas e chutes. Era o chamado meia liso. Hoje, mostra muita lentidão no raciocínio e na execução. As pernas já não obedecem ao cérebro de maneira aceitável. Mas, ainda tem passe refinado, sabe organizar e acalmar o meio campo. No entanto, lhe falta dinâmica quando é combatido pelo oponente. 

MOMENTO OFENSIVO   

Hoje, se resume mais a tentar servir o companheiro bem colocado. Aproxima pouco da zona central, do 10, e evita trabalhar de costas para o marcador. É bem verdade que jogou muito pouco nos últimos dois anos e isso diminuiu ainda mais suas chances de se recuperar no futebol.

MOMENTO DEFENSIVO  

Carlos Eduardo, no futebol brasileiro, vem apresentando uma característica que não possuía quando no seu auge na Europa: vem combatendo bastante o oponente quando esse cai por sua zona de marcação e tenta compensar a queda do seu jogo com a bola com muita entrega no momento defensivo de sua equipe. 

Agora, vamos pontuar questões individuais como: física, emocional, técnica, tática e características específicas. 

Vamos ao que interessa. Pontuação de 1 a 10: 

POSIÇÃO: Meia Armador CARACTERÍSTICAS: passe, visão de jogo, desarme.   

FÍSICO: Nota 7 Atleta tem histórico de lesões graves e musculares.

EMOCIONAL: Nota 9 Atleta é acostumado a grandes jogos, não sente pressão.  

TÉCNICA: Nota 9 Atleta técnico e com fundamentos muito bem apurados. 

TÁTICA: Nota 8 Atleta faz bem a leitura do jogo. 

FINALIZAÇÃO: Nota 8 Atleta que tem boa precisão nos chutes. 

VELOCIDADE: Nota 6 Jogador perdeu em velocidade e agilidade, além da explosão física que tinha pelo fato de estar bem pesado. 

 MÉDIA: 7.83


CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Carlos Eduardo era muito forte no 1x1. Seus números da Bundesliga eram de 75% de vitórias individuais contra oponentes, utilizando o drible e mudança de direção. Toda essa característica se perdeu muito rapidamente. Hoje, ele atua numa faixa de campo curta e prefere cadenciar o jogo e tentar equilibrar o time com passes certos e manter a bola. É incrível a diferença de Carlos Eduardos, quando você assiste a jogos do atleta até 2012 e assiste a partidas de 2016, por exemplo. O Vitória de Gallo continua delegando ao meia central toda a carga de criação por dentro, função que Carlos Eduardo pode atuar, mas que, no momento, não teria o perfil para fazer dar certo. Essa função carece de uma meia mais forte fisicamente, veloz, com bastante dinâmica e explosão física, além de inteligência e bom arremate de média distância. Mais um contratado que queremos acreditar não ter sido recomendado pelo setor de inteligência do clube. É mais um nome que, assim como Leandro Salino, caberia até uma investigação, tal a falta de critério para a chegada dos atletas. Mas, o que resta a nós torcedores e sócios, é torcer para que dê certo. No entanto, é mais uma aposta com risco de pelo menos 90% de erro.

Por Adson Piedade / @AdsonPiedade 


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