PAPO TÁTICO: Vitória 0 x 1 Coritiba

Após três jogos no Campeonato Brasileiro 2017, o Vitória segue sem vencer, além disso, o time não consegue sequer marcar um gol. A situação do rubro-negro está complicada, por isso, vamos tentar destacar alguns aspectos pelo qual a equipe não consegue desempenhar um bom futebol, nem obter os resultados positivos.

Na rodada passada elogiei a postura e organização do Vitória diante do Corinthians, mesmo saindo de campo derrotado por 1 x 0. Porém, fiz questão de destacar a dificuldade ofensiva, e ela continua. Talvez, enfrentar um adversário sem tanto nome, em relação ao Corinthians, deixou os jogadores menos concentrados, pois, a diferença do nível de apresentação em relação às duas partidas foi grande.

Contra o Coritiba foi possível ver inúmeras vezes o time recuando a bola para Fernando Miguel, que realizava o chutão pra frente, coisa que quase não se viu diante do Corinthians. O técnico Petkovic se irritava na beira da campo, a todo momento que a bola era rifada.

A imagem abaixo pode explicar o motivo da irritação do gringo.


O Vitória tentou realizar por inúmeras vezes a saída de três, provavelmente treinada muito durante a semana. Vejam na imagem acima como Correia retorna para a linha dos zagueiros, enquanto os laterais avançam para dar opção de passe. A saída de três cria superioridade numérica atrás, facilitando a saída de bola pelo chão, pois ao invés de se ter apenas os dois zagueiros por ali, você acaba tendo três jogadores, e mais o apoio dos laterais mais à frente (tendo 5 jogadores na saída e não apenas 4). Logo, quando a equipe não conseguia sair pelo chão, o treinador se irritava.

No duelo contra o Corinthians, o time tocava a bola curta de pé em pé, tentando encontrar espaços na defesa adversária. Porém, contra o Coxa, o que se viu foi o time espaçado no setor ofensivo, e em algumas vezes forçando a bola longa.


Na imagem acima temos o Coritiba postado no 4-1-4-1, enquanto o zagueiro Fred tem a bola, porém, nenhum jogador de frente do Vitória se aproxima no espaço vazio para dar opção de passe. Os dois volantes (Correia e Farias) ficam na mesma faixa de campo, nenhum dos dois tem características para jogar pra frente, apenas rodam a bola para os


Na sequência do lance, um antigo defeito dos homens de frente, que colam no adversário, ao invés de buscar se movimentar no espaço entre as linhas para servir como opção de passe.  Ainda no flagrante acima, apenas David buscou o espaço vazio do lado esquerdo de campo. 


Outro problema ofensivo. Os laterais do Vitória, Geferson e Salino, não possuem características ofensivas. O time perde em profundidade pelos lados do campo, pois como os laterais não vão ao fundo, os pontas geralmente pegam a bola sempre marcados. No flagrante acima, Geferson pode ficar no 1 x 1, com um espaço enorme à sua frente para a jogada de linha de fundo, tem também a opção de tabelar com Paulinho para ir ao fundo, mas prefere realizar o cruzamento dali mesmo, o que facilita o corte dos zagueiros.
Em resumo, o Vitória teve uma atuação ruim, e o momento ofensivo preocupa demais. Primeiro pela falta de pontas de mais força e velocidade (Neilton deve ajudar neste quesito), segundo, por ter laterais que não contribuem muito por suas características. Terceiro pelos volantes que possuem características semelhantes, onde rodam a bola, mas não jogam pra frente, não possuindo dinâmica para jogar como meia. Para manter Correia e Farias no mesmo time, é necessário ter dois laterais bem ofensivos, para fazer o jogo fluir pelos lados, enquanto os volantes dão o suporte para o avanço.

Por Cassio Santos

Twitter @CassioNsantos


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