PAPO TÁTICO: Botafogo-PB 4 x 2 Vitória

Continuamos com  nossa observação dos aspectos do modelo de jogo do Vitória para a temporada 2017 sob o comando do técnico Argel Fucks.

Com a presença de Dátolo na lista de relacionados, Argel mudou o esquema que vinha utilizando, para tentar encaixar o argentino junto à Cleiton Xavier. O Vitória que jogava sem a bola num 4-4-2 em linha, com o meia (Cleiton Xavier) ao lado de Kieza e David na extrema direita fechando a segunda linha, atuou contra o Botafogo-PB num 4-2-2-2 ou 4-4-2 quadrado. Um esquema já aposentado, principalmente por conta do retorno da utilização dos pontas, tirando o jogo do centro do campo, já bastante congestionado com o avanço das estratégias. Argel já havia utilizado esse mesmo 4-2-2-2 quando tentou encaixar Pisculichi e Cleiton Xavier juntos, mas sem sucesso retornou para o segundo tempo contra o Sergipe no 4-2-3-1, já sem Pisculichi, com Paulinho e David nos extremos, quando a equipe melhorou seu rendimento naquela ocasião.


Ter esse quadrado, ainda mais com Dátolo e Cleiton Xavier no meio campo, prejudica e muito o sistema de marcação. Sem utilizar uma segunda linha com 4 jogadores, a equipe perde de preencher melhor o campo. Para piorar a situação, o modelo de marcação do Vitória continua sendo por encaixe individual no setor, o que exige muito mais do preparo físico dos atletas.

Essa marcação por encaixes mal executada acabou gerando falhas que terminaram nos gols do Botafogo-PB.


Observem como a primeira linha, é inexistente... Os quatros jogadores destacados deveriam estar alinhados, gerando proteção e cobertura, isso se a marcação fosse por zona, mas no caso de encaixes individuais os jogadores tem como referência o adversário. Por isso, vejam como Fred sai para dar o bote e deixa um grande espaço em suas costas.

A imagem acima ainda mostra como o sistema de marcação do Vitória é uma confusão. Vai ser muito complicado Argel escalar os meias (Dátolo, Cleiton Xavier e Pisculichi) juntos com esse modelo de marcação.

De ponto positivo podemos destacar, assim como na partida contra o Vitória da Conquista, o Vitória querendo ter a posse de bola e propor o jogo. Ainda não deu pra perceber evolução nesse quesito, ainda falta amplitude com laterais para espaçar o sistema defensivo adversário (já que nesse 4-2-2-2 não existe pontas para fazê-lo), além de criar mecanismos coletivos mais elaborados.

Vale ressaltar, como dito no início desse texto, que não estou cobrando uma bela exibição neste momento, mas destacando aspectos no modelo de jogo do Esporte Clube Vitória sob o comando do técnico Argel Fucks.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

Um comentário:

  1. Muito boa a analise. Os zagueiros do Vitória saiam sempre no bote, por vezes os dois na mesma bola. Nesse caso quebrava a linha defensiva e abria espaço para o facão ou pra infiltração pelas laterais.

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