PAPO TÁTICO: Vitória 3 x 1 Coritiba

Sabe aquela partida na qual o resultado não diz absolutamente nada sobre a atuação de determinado time? Pois bem, Vitória 3 x 1 Coritiba, válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, não traduziu em nada o que foi a equipe rubro-negra em campo.

Mancini optou pelo retorno de Amaral ao time titular. Em campo o 4-1-4-1 da partida anterior,, com Ramon entre as linhas, deu lugar para o 4-2-3-1. Farias e Amaral formavam a dupla de volantes com o trio de meias Cardenas (centralizado), Dagoberto e Marinho pelos lados, com Kieza no comando de ataque.


Na imagem uma parte do 4-2-3-1 do Vitória...

O grande problema da equipe continua, e não é a utilização de mais um volante marcador que vai resolver. Mancini não consegue ajustar o sistema defensivo pois continua a marcar com encaixe individual por setor. O Vitória é um time que cede muito espaço ao adversário, gerando muita facilidade para ser atacado. Tanto que, no primeiro tempo, as melhores chances de gols foram do Coritiba.

Infelizmente, com essa filosofia de Mancini, o Vitória dificilmente irá conseguir realizar uma partida sólida, pois é muito vulnerável defensivamente. Isso acaba dificultando a criação ofensiva, pois os atletas estão desgastados de tanto correr atrás (correr errado).


No flagrante acima, observamos como o sistema defensivo do Vitória é vulnerável, mesmo com dois volantes marcadores. Amaral e Farias se deslocavam para o lado esquerdo para dar suporte a Euller, porém acabavam gerando um espaço no centro do campo, zona vital dentro de um jogo. Càrdenas, Marinho, Dagoberto e Kieza estão após a linha da bola, pois seguindo a forma de marcação de Mancini eles precisam se preocupar com o adversário e não em fechar os espaços. Caso a ideia fosse fechar os espaços, os três meias deveriam fechar o espaço deixado pela movimentação de Farias e Amaral.

Mais uma vez, não dá para jogar com aquele espaço todo pelo centro de campo. Esses espaços fazem os jogadores correrem depois, atrás de alguém, em longas perseguições, aumentando o desgaste físico. Por isso, o Coritiba conseguiu chegar tanto ao gol rubro-negro.

Depois de iniciar perdendo mais uma vez, o Vitória conseguiu o empate com um gol contra do zagueiro Juninho, virou com um chute de fora da área de Marinho e aumentou com Kieza fechando o marcador. Porém, é preciso citar que a reação aconteceu mais pela vontade dos jogadores do que pela organização em campo.

Hoje, o maior problema do Vitória se chama Vagner Mancini e sua filosofia de jogo.

Cárdenas

O meia correu bastante, tentou ajudar nas coberturas pelo lado esquerdo, se movimentou para tentar dar início a construção, como tentou se apresentar para criar. No entanto, é necessário destacar que esse esforço será em vão, se o modelo de jogo da equipe continuar o mesmo.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos


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