PAPO TÁTICO: Atlético-PR 1 x 1 Vitória

Vitória e Atlético-PR empataram em 1 x 1 na Arena da Baixada, em jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro 2016.

Depois de muito clamor, Mancini resolveu sacar Amaral (que jogava fora de sua função ideal) da equipe titular. A opção foi por Marcelo, que deu mais qualidade e opção de jogo por dentro, onde chegou à frente para chutar a gol, realizar tabelas, além do posicionamento e coberturas defensivas.


O flagrante acima ilustra bem a movimentação de Marcelo. Primeiro, posicionado nas costas dos volantes adversários, entre as linhas, e já buscando outro espaço vazio para ser opção de passe.

O Vitória variou entre 4-2-3-1/4-2-1-3 sem a posse e 4-1-2-3 em fase ofensiva. Farias e Marcelo formaram a dupla de volantes, com Marinho e Dagoberto nas pontas, Nickson centralizado e Kieza no comando de ataque.


Na imagem, 4-2-3-1 do Vitória. Nickson com clara função de realizar o combate ao ótimo volante Otávio, que dá muita qualidade a construção das jogadas.

O Atlético Paranaense possui dois bons volantes (Otávio e Hernani) que não podem ter espaço, pois possuem características para iniciar a construção das jogadas, como ser opção no sistema ofensivo.


Mancini sabe disso, e em muitos momentos o Vitória adiantava sua marcação para forçar o chutão adversário, para que a bola não chegasse com facilidade aos volantes.

O Atlético é um time bastante organizado, marca por zona e dificulta muito a vida dos seus oponentes. A equipe variou entre o 4-4-2 (sem a posse, com duas linhas bem compactas) e o 4-2-3-1 (destaque para a movimentação entre Walter e Pablo, que usavam muito o lado esquerdo e o centro do campo).

Apesar dessa movimentação, falta ao Atlético um jogador mais agudo. O time já tem um bom coletivo, falta acrescentar uma pitada de individualismo.

O jogo era bastante disputado, sem nenhuma equipe mostrar muita superioridade. A falta de jogadores velozes por pate do CAP facilitou um pouco a marcação do Vitória, já que as falhas de seu sistema por encaixe individual não foram tão evidentes ou recorrentes como em outras oportunidades. Porém, faltava ser mais incisivo no setor ofensivo.

O gol do Atlético acontece num erro individual de Diego Renan, numa bola mal recuada. E pelo que foi o primeiro tempo, o gol só aparecia neste tipo de erro.

Atrás do placar, Mancini voltou para o segundo tempo promovendo a estreia de Serginho no lugar de Nickson. Logo nos primeiro minutos, o meia mostrou que entende do riscado e já buscava aproximações e espaços vazios para jogar.

Enquanto o Atlético fazia seu jogo, marcando com os 11 atrás da linha da bola tentando aproveitar o contragolpe, o Vitória passou a jogar bastante em campo ofensivo buscando o empate, sendo coroado aos 26 minutos com Diego Renan em cobrança de pênalti. Mas o destaque da jogada vai para Serginho, que realizou um passe vertical de quem realmente é meia de origem.

Mesmo com o empate a equipe baiana não se acomodou e continuou buscando o triunfo. Também pelo fato do CAP não abrir mão do seu modelo de jogo, mesmo com o placar adverso por estar dentro de casa. A equipe comandada pelo técnico Paulo Autuori  tem um modelo de jogo bem definido e não abre mão disso, o que acaba sendo louvável pois mostra concentração e empenho. Muitos jogadores já estão no clube a mais de um ano e isso facilita.

Hoje temos que destacar a postura do Vitória em não se entregar e a personalidade de conseguir atacar o adversário mesmo atuando fora de casa e ainda com o empate a seu favor.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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