PAPO TÁTICO: São Paulo 2 x 0 Vitória

A derrota por 2 x 0 diante do São Paulo, no Morumbi, não traduz a atuação do Vitória na partida, porém, mostra o castigo pela falta de ousadia e coragem para vencer, principalmente em jogos fora de casa.

Com esboço de um 4-1-4-1, com variação para o 4-1-2-3 (com a posse), o Vitória, mesmo não mostrando organização e sincronia, conseguia anular as ações ofensivas do São Paulo e com a bola nos pés trocava passes com tranquilidade, apesar de pouca profunidade.


Notem na imagem como o sistema defensivo do Vitória é uma bagunça. Isso pois, a equipe faz uma marcação por encaixe individual (referência no jogador) e não por zona (referência na bola). Caso a marcação fosse zonal, neste flagrante, o time deveria estar compactado, Farias entre as duas linhas, e a segunda linha composta por Marinho, Real, Amaral e Dagoberto, organizada, fechando os espaços e balançando de acordo com o movimento da bola. Neste caso, Real sairia para dar pressão no portador da bola, e os demais companheiros preparados para a cobertura e corte das linhas de passe.

Como dito no início, mesmo com essa bagunça, o Vitória não levava sustos, e vez o outra conseguia achar uma chance de marcar. Isso se dava pela facilidade com a qual o adversário fornecia, e não por mérito da equipe rubro-negra envolver o São Paulo, pois os problemas antigos continuavam. Sem ultrapassagens dos laterais, sem a participação de Dagoberto pelo setor esquerdo, Marinho com sua individualidade em excesso....

No segundo tempo, a inércia. Pelo que ficou aparente, o Vitória estava se dando por satisfeito com o empate, mesmo com um jogo favorável a buscar os três pontos. Dagoberto já se arrastava em campo, mas Mancini não mudava. Amaral completamente perdido, sem competência para exercer a função de armador.

A equipe já não conseguia mais criar as chances como no primeiro tempo. Enquanto Edgardo Bauza ia realizando substituições tentando fazer seu time acordar, Mancini assistia a tudo apático.

Quando resolve fazer as alterações, Mancini geralmente faz as mesmas escolhas, sendo que as substituições geralmente são após levar o gol, nunca para tomar as rédeas de jogo em busca do triunfo.

Outro fato preocupante são os gols sucessivos em bolas aéreas. Será que o antigo terror está de volta?

Dentre outras coisas, Mancini precisa repensar com urgência dois pontos. A permanência de Dagoberto e Amaral no time titular. O elenco é limitado, mas pode render mais.

Sobre Dagoberto, no vídeo abaixo tento mostrar como ele não pode e não consegue exercer a função exigida dentro do esquema de jogo, e qual seria a função ideal para suas condições atuais:



No vídeo abaixo, uma rápida análise sobre São Paulo 2 x 0 Vitória, onde busco mostrar também a dificuldade de jogar com Amaral exercendo a função de meia no 4-1-2-3, quando o Vitória tem a posse de bola, o que, entre outros fatores, gera a dificuldade de criação:




Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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