PAPO TÁTICO: Portuguesa 0 x 0 Vitória

Portuguesa e Vitória duelaram no Canindé em partida válida pela 2ª fase da Copa do Brasil. Com o empate em 0 x 0, as duas equipes voltam a se enfrentar no Barradão para definir quem irá pegar o cruzeiro, na 3ª fase.

 O resultado sem gols reflete o que foi a partida, muita disputa, mas pouca qualidade técnica e tática. 

Enquanto a Portuguesa povoou o setor de meio campo, variando entre o 4-1-4-1/4-5-1, quanto sem a posse e um 4-1-2-3 com a posse, o Vitória se manteve no 4-2-1-3, apesar de algumas peças diferentes das que vinham atuando, como Tiago Real e Alípio. 

A estratégia da Portuguesa era dificultar a criação de jogadas no meio campo. 


Em alguns momentos, com os 11 jogadores da portuguesa em campo defensivo, o Vitória não encontrava espaço para jogar. Na imagem, um esboço do 4-1-4-1, que as vezes virava 4-5-1, com uma linha de 5 no meio campo. Nem sempre a linha ficava visível, já que, os jogadores da Lusa buscavam dar pressão ao portador da bola e fechavam as opções de passe, quando jogadores do Vitória penetravam em determinados setores do campo. Ainda na captura, Victor Ramos tem a bola, mas não possui nenhum jogador à sua frente em boas condições de receber a bola.

A equipe rubro-negra não conseguia criar jogadas. Pelo meio, dificuldades com a superioridade numérica e compactação da Lusa, pelas beiradas, jogadores sozinhos, sem opções de passe ou triangulações, como abaixo:


O ponta recebe a bola rodeado por 3 adversários e ninguém se aproxima para ajudar o companheiro. 

Faltava ao Vitória mais aproximação, ultrapassagens dos laterais, triangulações, visando conseguir profundidade e infiltrações na área. 

Em uma das poucas boas jogadas rubro-negra no primeiro tempo, Alípio faz um movimento se deslocando da ponta para o centro. Faltou mais isso no decorrer.


Alípio carrega a bola pelo centro, Tiago Real se posiciona bem, buscando o espaço vazio, Diego Renan faz a ultrapassagem, assim como Welison, Vander busca o postado da zaga.... São 7 jogadores do Vitória em campo ofensivo, que naquele momento, se apresentaram ou se movimentaram de forma que facilitasse o ataque.


Na sequência do lance, Alípio deu o passe para Tiago Real e já avançou para buscar a finalização na área. Real viu bem a ultrapassagem de Diego Renan e deu o passe. Por pouco a jogada não terminou em gol. 

Faltou mais desse tipo de movimentação no primeiro tempo e em boa parte do segundo. Após as entradas de William Henrique e, principalmente, David, nos lugares de Vander e Alípio, a equipe ganhou mais força no setor ofensivo,passando a jogar mais em campo ofensivo, porém, faltou criação, e as tentativas de chegar ao gol era em bolas alçadas na área. 

Percebo há alguns jogos que o Vitória vem se desgastando no momento defensivo, pois, sem a posse de bola, a equipe não consegue ou não faz uma marcação visando fechar os espaços. Alguns jogadores, principalmente os pontas, acabam correndo muito atrás do adversário.

Minha sugestão, principalmente para jogos fora de casa, é que a equipe se porte num 4-1-4-1, em bloco médio, visando fechar os espaços para passes e dando pressão no portador da bola a partir do meio campo. Por ter um ataque rápido, o Vitória poderia surpreender em contragolpes verticais, como Mancini gosta. 

Nos jogos em casa, não tem jeito, é sufocar o adversário com marcação alta, pressão sobre a bola, visando recuperar a posse mais perto do gol. 

Será um suicídio enfrentar equipes com qualidade técnica elevada na serie A, cedendo tanto espaço em campo defensivo. Fica o alerta.

Por CassioNSantos@CassioNSantos
Imagem: Reprodução TV Bahia

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