PAPO TÁTICO: Vitória da Conquista 1 x 1 Vitória

O Vitória entrou em campo para sua segunda partida oficial na temporada, diante do Vitória da Conquista, no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus.

O justo empate em 1 x 1 é o que menos importa neste momento, mas sim, o modelo de jogo da equipe e a forma com que os jogadores vão assimilando a maneira de atuar. Então, vou destacar mais alguns aspectos importantes observados, e que vamos descobrindo com o passar dos jogos. 

Já sabíamos que Mancini adotou o 4-2-4 que não é ainda o modelo de jogo que nos referíamos, mas sim, o ponto de partida, ou seja, a posição inicial dos atletas em campo, de onde eles partem quando estão sem a posse de bola. No entanto, precisamos destacar uma variação que ficou evidente nesta partida. A equipe utilizou também um 4-4-2 quando sem a posse de bola. Vamos as imagens:


Notem como o 4-4-2 ficou bem desenhado neste flagrante. Observem ainda onde está posicionado o Conquista, após a linha do meio campo. Isso quer dizer que, acontece uma variação de sistema em função da movimentação adversária, quando a mesma avança o meio campo e seus laterais consequentemente dão opção pelos lados. Os extremos do Vitória neste momento, Vander e Tiago Real, se preocupam com este avanço e se alinham a Farias e Amaral formando o 4-4-2. 

Soube que a equipe já estava treinando essa variação, mas acabou não sendo muito utilizada nos dois primeiros jogos (incluindo o amistoso) por conta da fragilidade do adversário, consequentemente, o jogo não exigiu muito tal processo. E confesso que só o observei após um bate-papo com outros colegas antes da partida contra o Bode. 


Nesta imagem, notem onde o Conquista tem a posse de bola, antes do meio campo, e vejam como agora a equipe se posta no 4-2-4 visando fazer um bloqueio no início da construção da jogada.... Outro aspecto já destacado no modelo de jogo atual é que, o quarteto ofensivo não aperta a saída dos zagueiros, mas sim a partir dos volantes e laterais. 

A troca de posições entre os quatro da frente é outro ponto que sempre vem acontecendo. Na imagem anterior, Tiago Real estava pelo lado direito, desta vez, Marinho é quem se posiciona por ali. 


Lembro que na partida contra a Jacuipense, destaquei o espaço que Marinho (inteligentemente) deixa para a subida do lateral, porém, mal aproveitado por Maicon. Desta vez, o lateral direito do Vitória se apresentou mais e tentou criar algumas jogadas por aquele setor. 

Apesar das poucas chances criadas, o Vitória teve o controle do jogo no primeiro tempo, porém, falta a equipe conseguir criar, penetrar na área adversária com consciência. Os chutes de longa distância foi a arma mais utilizada, justamente pela dificuldade citada. Não podemos criticar o trabalho que vem sendo feito pelo desastroso segundo tempo, quando o adversário se impôs e o rubro-negro terminou se desorganizando. 

Cada aspecto destacado faz parte de um modelo de jogo que vem sendo trabalhado. O modelo de como a equipe se posta sem a posse de bola, como ela trabalha após recuperá-la, como chega ao gol adversário... Não podemos dizer que está tudo certo, como também não podemos cravar que está tudo errado. 

É importante destacar a necessidade de se reforçar o elenco para poder dar opções de qualidade ao treinador. Porém, algumas outras peças que vem sendo utilizadas, não são do meu agrado, e creio que mudanças poderiam facilitar a execução do modelo, principalmente um dos dois volantes. Mas isso é papo para outro dia. Por último, espero que Mancini tenha tido a consciência que não dá para utilizar William Henrique, um jogador extremamente individualista que joga apenas para si.


Por Cassio Santos/@CassioNSantos
Imagens: Reprodução TV Bahia


3 comentários:

  1. Pra mim o jogo contra o Conquista deixou evidente que Amaral não encaixa nesse modelo de jogo e poderia ser utilizado um volante da base para testar e, se necessário, reforçar na posição. Eu estou gostando desse início, apesar de ter o ritmo cortado com poucos jogos, me agrada o modelo de jogo do Mancini.

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