PAPO TÁTICO: Vitória 3 x 1 Jacobina

Mesmo com o triunfo por 3 x 1 frente ao Jacobina no último domingo, sai do Barradão preocupado com o desempenho do Vitória em campo. Isso pois, a equipe rubro-negra não conseguiu impor sua superioridade técnica, pelo menos no papel, e foi constantemente agredido pelo time do interior, principalmente na primeira etapa. Me assustou mais ainda a escolha de Mancini pela entrada de William Henrique no time titular.

Postado no 4-4-2 com variação para o 4-2-4, William Henrique e Marinho atuaram pelos extremos, com Vander e Tiago Real por dentro. Com essa mudança, Vander conseguiu realizar uma de suas piores atuações.

O Vitória continua com dificuldades para criar as jogadas ofensivas. Falta dinâmica, troca de passes mais rápidas envolvendo o adversário.... 

Creio que a saída de Arthur Maia travou um pouco a evolução no modelo de jogo da equipe, pois o mesmo saia da frente para ajudar na criação, confundido um pouco a defesa adversária. 


Na imagem o 4-4-2 com William Henrique e Marinho de extremos, quando o time recupera a posse, os dois avançam e formam o 4-2-4 junto a Vander e Real. Vejam como Vander está entre os zagueiros, mesma função que Alípio teve quando entrou. Isso complica o desempenho de ambos. 

O início de construção das jogadas do Vitória é facilmente marcada, pois o adversário congestiona o meio campo - como o Jacobina fez usando o 4-4-2 em linhas -, deixando Amaral e Farias sem opções para passar. Diego Renan acaba sendo a melhor opção para fazer a bola chegar ao quarteto da frente, que por já estarem posicionados adiante, recebem a marcação de perto. É necessário maior movimentação e aproximação. 

O elenco é fraco, porém, Mancini poderia tentar ajudar a dinâmica do time mudando algumas peças, principalmente um dos dois volantes, Amaral ou Farias. Flávio, Marcelo, José Welison, são jogadores que podem ajudar a melhorar o rendimento do meio campo rubro-negro.

Por Casio Santos/@CassioNSantos



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