PAPO TÁTICO: Vitória 3 x 0 Jacuipense

 As análises táticas no início de temporada não tem como objetivo principal definir se um time atuou bem ou mal, mas sim, identificar o modelo de jogo definido e trabalhado pelo treinador.

Seguindo esse pensamento, após dois jogos, já podemos identificar alguns aspectos no modelo de jogo do Vitória.

O primeiro ponto a ser destacado é que a equipe rubro-negra não marca pressão, modo bastante comum nos times comandados por Mancini.


A marcação do Vitória vem acontecendo em bloco médio, zonal, porém com encaixes individuais dentro do setor. Ou seja, quando um adversário adentra em determinado espaço, o jogador responsável encurta ou realiza a perseguição curta. Na imagem, é possível observar o Vitória no 4-2-4 adotado por Mancini.


Em alguns momentos a Jacuipense realizou uma marcação individual, tentando neutralizar, principalmente as peças criativas do Vitória. Na imagem, os dois volantes adversários pegam os meias (atacantes) Arthur Maia e Tiago Real, enquanto os encaixes individuais seguem por todo o campo como destacado. Apenas os zagueiros tinham certo espaço para jogar.


Em outros momentos a Jacuipense espelhou o 4-2-4 do Vitória, o que iguala os encaixes de marcação visando desequilibrar a construção das jogadas rubro-negras.

Como aconteceu no amistoso contra o Tianjin, no momento de construção, Arthur Maia e Tiago Real se movimentam para tentar abrir espaços e facilitar a criação. Com a entrada de Marinho no lugar de Gabriel, surgiu um corredor para o apoio do lateral direito, porém, mal aproveitado por Maicon.


Enquanto Vander dava amplitude pelo lado esquerdo, posicionado próximo a linha lateral, Marinho se posicionava mais para o centro, tentando aproveitar o espaço deixado por Maia e Real, abrindo assim o corredor para a subida do lateral, porém Maicon Silva não possui características para tal apoio ofensivo. Caso Diego Renan estivesse atuando por aquele lado, com certeza iria aproveitar melhor.

A Jacuipense ofereceu alguns riscos, principalmente no início do jogo, aproveitando os erros de passes no início da construção das jogadas rubro-negras. Algumas outras situações do time adversário foram anuladas pela linha de impedimento bem executada. Isso é resultado do entrosamento entre Mattis, Ramon e Diego Renan, que atuaram juntos na temporada passada.

Ainda falta ao Vitória encontrar a profundidade. O time troca passes, os dois meias se movimentam para buscar o jogo, porém, quando a equipe adversária está bem postada, o rubro-negro possui enormes dificuldades em chegar a linha de fundo, ou invadir a área.

Mancini precisa de tempo para aperfeiçoar o modelo de jogo e encontrar as soluções, Hoje o time é previsível, e não possui elementos surpresa. Ter dois volantes com características principais de marcação, também ajuda a deixar o time engessado.


Por Cassio Santos/@CassioNSantos  


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