OLHO ABERTO: Negociações no Vitória, receita existe ou não?


É curioso a forma pela qual a diretoria do Vitória trata algumas negociações. Vou iniciar esse texto lembrando da novela envolvendo o meia Ricardinho (Quem não se lembra?).

Ricardinho

A atual diretoria passou um certo tempo tentando trazer o atleta à Toca do Leão e não mediu esforços. O clube chegou a oferecer uma proposta de R$ 1,5 milhões para o Ceará, 200 mil de luvas ao empresário e jogador, além de 90 mil reais de salário. A negociação com o clube cearense não avançou, porém, os valores que seriam investidos em Ricardinho não foram mais citados. Já os atletas posteriormente contratados seguiram a política mais marcante, vindos por empréstimos gratuitos e salários razoáveis ou rachados com outras agremiações.

Kieza

Situação parecida aconteceu ao término da série B 2015. Mesmo sem ter caído nos ouvidos da grande mídia baiana, o Vitória sondou os valores de luvas e salário junto ao empresário do atacante Kieza para a temporada 2016, em seguida, aguardou o desfecho entre Bahia e o clube chinês Shanghai Shenxin, detentor dos seus direitos.

Percebendo a dificuldade do rival em renovar com o atacante após várias propostas, pois para o Bahia os chineses só aceitavam vender o atleta (por já tê-lo emprestado ao tricolor anteriormente), o Vitória entrou na jogada e fez uma proposta por empréstimo chegando à cerca de 400 mil dólares (valor pedido pelos chineses), disputando o atacante com o São Paulo que havia feito proposta semelhante ao rubro-negro também em relação a luvas e salário. Para vencer a corrida, o clube paulista resolveu comprar os direitos do atleta. Conforme divulgado pela imprensa de São Paulo, a compra do jogador custou cerca de R$ 4 milhões, numa operação total em torno de R$ 10 milhões, incluindo compra, luvas, intermediação e salários.

Considerações Finais

A grande dúvida é por qual motivo o Vitória não utiliza esse tipo de valores para buscar jogadores compatíveis no mercado, uma vez que se trata de uma quantia relevante dando a possibilidade de adquirir atletas com nível até superior dos citados.

Fato é que a diretoria do clube tem como prioridade a busca de jogadores de menor custo para tentar equilibrar as receitas, no entanto, quando foca em apenas um atleta quer oferecer valores altíssimos e, quando a negociação não avança, o valor não é redirecionado para outros atletas. Um bom exemplo foi a situação do meia venezuelano Luis Manuel Seijas, que tinha conversas avançadas com o clube, mas não recebeu proposta oficial, e acabou em seguida renovando seu contrato com o Santa Fé. Será que a presença de Leandro Domingues no Barradão, negociação que deverá envolver apenas luvas e salário por produtividade, seria mais vantajoso em termos de economia, na visão da alta cúpula?

Não criticamos as contratações de jogadores vindos por empréstimos a custo baixo, caso o mesmo possua condições de ajudar o elenco, muito menos o discurso de tentar equilibrar as contas do clube. Também não cobramos contratações de "peso", pois compreendemos a realidade do Vitória. Porém, temos a obrigação de cobrar uma maior transparência da diretoria com a receita que vez ou outra aparece.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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