Parte 3: Retrospectiva tática do Vitória na temporada 2015

Após as duas primeiras partes da nossa retrospectiva tática do Vitória na temporada 2015 (parte 1 e parte 2), estamos de volta para falar de coisa boa. Uma grata surpresa e, na minha opinião, o mais responsável pelo acesso rubro-negro, Wesley Carvalho.

Wesley assumiu o Vitória interinamente na terceira rodada da série B, com o time ocupando a 13ª colocação e, após 18 dias, passou o bastão para Mancini com a equipe ocupando a quarta colocação, quatro pontos atrás do líder Botafogo. Em quatro jogos foram três triunfos e uma derrota.

Além dos números, Wesley conseguiu dar ao Vitória uma cara de time, uma organização e consciência de jogo, coisa que seus antecessores não haviam conseguido.

Na falta de um meia central de qualidade, o 4-1-4-1 foi mantido pelo técnico, no entanto, a equipe passou a ter três jogadores técnicos no meio campo, Flávio, Escudero e Pedro Ken, totalmente diferente do meio campo formado por Claudinei Oliveira, como havíamos comentado anteriormente.

Com os três atletas citados, que possuem características de boa troca de passes, o Vitória passou a ter qualidade no meio campo, tendo a posse de bola, e suprindo a ausência de um meia central.

Outro ponto importante da organização tática aplicada por Wesley, foram as sociedades triangular. Jogadores próximos, que buscam as triangulações, ultrapassagens e infiltrações nos setores. Vejam as imagens abaixo:


Pelo setor esquerdo do campo, Diego Renan, Escudero e Flávio se aproximavam para formar a sociedade triangular. No lance da imagem capturada, Diego Renan aciona Escudero, enquanto isso, Flávio ultrapassa levando consigo a marcação, abrindo espaço para Escudero realizar o arco buscando Rogério do lado oposto.


Nesta outra, pelo setor direito, a sociedade triangular é formada por Diogo Mateus, Rogério e Pedro Ken. Neste lance, Elton sai da área e inicia a jogada (movimentação), enquanto Rogério e Escudero se vão para área tentar o arremate. Notem que o Vitória atacou neste momento com seis jogadores.

A equipe rubro-negra utilizava a marcação alta dentro do Barradão, sufocando o adversário, forçando o erro na saída de bola. Quando o adversário chegava ao meio campo, formava-se o 4-1-4-1, buscando fechar os espaços, já com a posse de bola, o time variava para um 4-3-3 (triângulo invertido), com Pedro Ken e Flávio sendo os dois meias que se aproximavam dos pontas e laterais buscando as tabelas.

Graças a Wesley Carvalho o Vitória encontrou o rumo, uma forma de jogar e, tenho certeza, como declarei a época, que Wesley tinha totais condições de dar prosseguimento ao trabalho, e a prova disso, será contada na quarta e última parte da nossa retrospectiva.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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