Contrato com curto prazo dificulta negociação entre Vitória e jogadores


O Esporte Clube Vitória vem deixando sua torcida preocupada neste final de ano devido a falta de anúncios em relação a contratações e renovações com jogadores aprovados.

Conforme apurado pela Coluna.E.C. Vitória, um dos entraves em comum em várias negociações é o tempo de contrato extipulado pela diretoria para firmar um vínculo com algum atleta, apenas um ano. Quando tomei conhecimento desta informação, fiquei abismado, pois, jogadores que possuem bom nível técnico e que podem render por mais tempo devem ter seus contratos renovador por um período maior de tempo ou, no mínimo, uma clausura de escolha do clube por uma possível renovação após este primeiro ano. Neste caso, acaba sendo mais difícil, pois o atleta que tem passe livre quer garantia, e com certeza irá tender a aceitar uma proposta com um prazo mais longo de contrato.

Vejam o que Escudero descreveu em sua carta de despedida:

"Com o não acerto com o Vitória, recebi uma proposta muito boa para atuar no Puebla, do México, pelos próximos dois anos. Uma oferta muito superior a oferecida pelo Vitória, que propôs um contrato de um ano".

Outras negociações também tiveram o mesmo desfecho, e esta proposta (um ano) influenciou no resultado final. O meia atacante Luisinho, que terminou acertando com o Bahia, também é um exemplo.

Até o momento, o Vitória anunciou as renovações de contrato com Diego Renan e Fernando Miguel, ambos por um ano de contrato. O primeiro, pertence ao Cruzeiro, o vínculo de um ano acaba sendo natural e, por isso, a negociação se desenvolveu sem maiores transtornos, enquanto Fernando Miguel aceitou o prazo de contrato para permanecer na Toca. Neste caso, o atleta estava "livre" para negociar, e as conversas com o clube demoraram mais, sendo iniciadas antes do término da série B. Coencidência?

O mandato de Raimundo Viana e Manoel Matos se encerra ao final de 2016, essa pode ser a justificativa para tal atitude, porém, não é a mais correta, nos casos de jogadores que já comprovaram sua qualidade e ainda podem dar bons resultados ao clube nos próximos dois anos, por exemplo.

Os únicos contratos que estão sendo renovados por mais tempo, são dos jovens revelados pelas categorias de base do clube.

Se a estratégia continuar sendo mantida, a tendência é que apenas jogadores com passe preso a outros clubes - ou atletas em baixa na carreira que busquem uma vitrine-, aceitem o termo, já quê, um empréstimo tem por por natural ter um ano de válidade. Outro problema será ao final da temporada, quando as dificuldades para se renovar um contrato será ainda maior devido a grande vitrine que é a serie A.

Por Cássio Santos/@CassioNSantos
Foto: Divulgação

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