PAPO TÁTICO: Mancini arrisca na escalação, Vitória vence o Ceará e se aproxima do acesso

Mesmo sem muitas opções no elenco, Mancini tentou algo novo afim de surpreender o Ceará e fazer com quê o Vitória voltasse a convencer. Essa segunda opção não aconteceu, mas o resultado positivo veio, e com isso o acesso agora é questão de tempo.

A principal novidade na escalação foi a presença do volante Marcelo. Uma alteração arriscada pelo histórico de lesão do atleta e o tempo sem atuar. Porém, deixando Flávio e David como opção no banco, ficou evidente que Mancini buscava algo novo.

Marcelo não teve uma atuação tão destacada, mas sua característica de jogo possibilitou mais liberdade a Pedro Ken e Vander. Creio que esse tenha sido o principal objetivo de Mancini.

Vejam que Amaral e Marcelo se posicionam por dentro da segunda linha. Notem como Pedro Ken tem liberdade para se posicionar mais à frente. O intuito é para que quando a equipe roube a bola, Ken receba o passe e faça a ligação com os extremos e o atacante Elton. 

Essa formação da imagem é típica do 4-4-1-1, onde possibilita que o meio campista mais técnico da equipe possa ser poupado, tendo mais fôlego para armar o jogo a partir da roubada de bola, o que facilita a transição ofensiva.

Tanto quê, o gol rubro-negro partiu de uma finalização de Pedro Ken na entrada da área. Em seguida, Escudero cobrou escanteio para a bela cabeçada de Kanu.

Em outros momentos, era Pedro Ken quem formava a segunda linha linha na extrema direita e Vander se posicionava como válvula de escape, o que tende a ser um 4-4-2.
Mesmo com a mudança o Vitória continuou com velhos erros, como a lentidão na transição defensiva, fazendo com quê o Ceará criasse algumas oportunidades para empatar a partida.

No entanto, foi o Vitória quem teve a grande chance de matar o jogo em cobrança de pênalti (segunda etapa), desperdiçado por Escudero. Importante frisar que a expulsão de Ricardinho deixou as coisas mais fáceis para o rubro-negro.

Conclusão

A ideia do 4-4-1-1 e 4-4-2 é válida, mas precisa de muito mais para ser executado com eficiência. Ter dois volantes como Amaral e Marcelo por dentro não é  ideal para uma segunda linha, principalmente pelo fato de que com a posse de bola eles devem exercer a função de meias.

Mancini ainda arriscou mais com a entrada de Luiz Gustavo no decorrer do segundo tempo. Luiz atuou na lateral direita, com isso Diego Renan passou para a esquerda e Jorge Wagner, que também entrou no decorrer, atuou no meio campo.

Ficou muito nítido que a ideia de Mancini era tentar algo diferente, fugindo dos mesmos nomes que tinham chances quando os titulares não podiam atuar. Entrar com Marcelo no time titular, eu não o teria feito. Penso que Marcelo disputaria posição com Amaral e não ter os dois em campo iniciando uma partida.

Tanto quê, a transição ofensiva continuou lenta, a criação das jogadas não foram eficientes, ainda mais para uma equipe que não podia pensar em outro resultado que não fosse o triunfo, atuando dentro de casa.


Por Cassio Santos/@CassioNSantos



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