PAPO TÁTICO: Apagão, erros coletivos e individuais atrapalham o Vitória diante do Náutico

O Vitória chegou em uma situação preocupante na série B 2015, mesmo estando na terceira colocação da competição, a quatro pontos do quinto colocado e restando apenas 5 rodadas para o fim da agonia.

O que preocupa não são os números, mas sim as atuações e os resultados das últimas 3 partidas. Empate em 1 x 1 com o Paraná, empate em 0 x 0 com o CRB e derrota para o Náutico por 3 x 2. Em todas essas apresentações, um futebol bem abaixo do que a equipe vinha conseguindo executar.

Claro que o time teve altos e baixos ao longo da competição, o que é normal para um elenco fraco, onde pouquíssimas são as disputas por posição entre os jogadores, o que acaba gerando comodismo.

E por falar em comodismo, foi o que observei no duelo contra o Náutico. O Vitória parecia que encontraria o gol a qualquer momento, como acabou acontecendo aos 12 minutos, com Elton cabeceando após cruzamento de Diogo Matheus.

Após o tento marcado, a maresia tomou conta. O Náutico não se desorganizou e aproveitava as inúmeras falhas de Diogo Matheus, que não guardava o seu setor e deixava espaços para os adversários em suas costas.

Uma das varias situações na qual Diogo Matheus acompanha o portador da bola até o meio e esquecia o seu setor

O Vitória não merecia ter ido para o intervalo com o 1 x 0 no placar. E o castigo não demorou a vir. Como no último BaxVi, o time voltou a levar um gol relâmpago, desta vez com 21 segundos. Um apagão que não poderia ter voltado a acontecer.

Vejam que no início da jogada é Pedro Ken que marca o portador da bola, Rhayner estaria marcando a subida do lateral em suas costas, que está atrás do meio campo. Continua...

Agora vejam como Pedro Ken para na jogada, quando Rhayner percebe, tenta acompanhar o adversário que já tinha tocado a bola e se projetado à frente, mas tarde demais. Então, era Pedro Ken quem deveria acompanhar a progressão do jogador que tinha a bola, o resto é consequência do primeiro erro.

Os outros dois gols do Náutico vieram na agonia e falhas individuais de jogadores do Vitória. Primeiro com Kanu e depois com Diogo Matheus.

Mancini promoveu as entradas de Rafaelson e Yan, jovens promessas da base, que entraram num esparro por falta de opções no elenco. Rafaelson chegou a diminuir o marcador na reta final, mas muito tarde para uma reação.

Conclusão

Oscilar durante uma competição longa é normal, mas é sabendo disso que a diretoria deveria ter montado um elenco mais forte. Nestas três últimas partidas a equipe rubro-negra mostrou descontrole/ansiedade para querer conquistar logo o acesso, o que tem atrapalhado muito.

O time não consegue ter uma característica própria de jogo e quando tem a posse tenta finalizar rapidamente as jogadas, quando deveriam, em vários momentos, ter a posse de bola, trocar passes, fazer o adversário correr atrás, e não entregá-la tão depressa.  

Mancini está em uma situação difícil, pois não possui opções no elenco para mudar e ainda precisa trazer novamente a motivação ao grupo, extraindo mais um pouco o melhor de cada um.


Por Cassio Santos/CassioNSantos

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