Veja o panorama tático para o Clássico Ba x Vi na Arena Fonte Nova

Bahia e Vitória se enfrentam neste sábado (3), às 16h30, na Arena Fonte Nova. Em disputa, a briga para estar entre os quatro primeiros colocados que conquistam o acesso à primeira divisão do futebol brasileiro.

Sou adepto daquele chavão do futebol "Clássico é clássico e vice-versa", portanto, não cravo um favorito, também por ver elencos equilibrados, comparando um com o outro.

Claro que, existem pontos fracos e fortes nas duas equipes, o que irei destacar em nosso papo tático de hoje.

VITÓRIA

Quem acompanha nossa coluna sabe que o sistema base do Vitória é o 4-1-4-1, variando para um 4-3-3 com a posse de bola. 

Ponto Forte - A favor do Leão, conta o fato da manutenção do padrão de jogo - apesar de algumas tentativas de mudanças no meio do caminho -, onde cada jogador sabe sua função dentro de campo. Outro ponto favorável é que apenas o zagueiro Guilherme Mattis, expulso contra o Paysandu, não poderá entrar em campo.

Ponto Fraco - Transição defensiva do Vitória é lenta, com isso, em muitas ocasiões a primeira linha fica exposta. Outro possível problema, caso Mancini opte pela permanência de Euller na lateral esquerda, o setor tende a ficar enfraquecido. Muitas equipes já forçaram jogo por ali, e contra o Bahia não deverá ser diferente.

Destaques 

Rhayner:  tem sido o grande pulmão da equipe no meio campo. Posicionado por dentro da segunda linha do 4-1-4-1, o atleta tem se destacado por ajudar o sistema defensivo e se apresentar para a construção e finalização das jogadas. 

Escudero: O homem pensante do meio campo, que ainda voltou a ser decisivo nas bolas paradas. 

Pedro Ken: O Equilíbrio. Assim como Rhayner, atua por dentro na segunda linha, no entanto, consegue ter passes mais conscientes do que o companheiro.   

BAHIA

O Bahia que iniciou o ano atuando num 4-3-3 bem definido,  mudou há algum tempo para o 4-4-2 (losango), mesmo esquema utilizado no primeiro Ba-Vi da série B, mas agora com algumas mudanças, que irei destacar a seguir. 

Ponto Forte - Time de bastante movimentação, possui o ataque que marcou mais gols durante todo o ano na temporada 2015.

Ponto Fraco - O técnico Sérgio Soares tentou algumas mudanças de peças e vem sendo questionado pela torcida. Com a saída de Titi, a dupla de zagueiros do Bahia ainda não se encontrou. Nas laterais, Raylan retornou há poucos jogos, após uma séria cirurgia no joelho, enquanto João Paulo foi recém contratado. 

Destaques

Kieza: Goleador, o atacante merece atenção. Pode atuar como centroavante, sabe jogar fora da área abrindo espaços para infiltração dos meias e do companheiro de ataque.

Maxi: Era dúvida, mas se recuperou e vai para o jogo. Se movimenta bastante, é bom no 1 x 1, e se pegar um Euller, por exemplo, no mano a mano, pode trazer sérios problemas ao Vitória. 

Thiago Real: É um dos pilares da equipe desde o inicio do ano, o cara responsável tanto pelo início da construção ofensiva, como chega muito bem à frente para criar e finalizar.

No primeiro clássico, Maxi era o responsável por centralizar na ponta do losango à frente dos outros meias, com a entrada de Eduardo (é quem faz essa função hoje), o argentino ganhou mais liberdade para atuar à frente e ter mais fôlego para atacar, já que não possui tantas obrigações defensivas.

Na imagem, a jogada do primeiro gol do Bahia no empate em 2 x 2 com o Luverdense. Notem que Maxi inverte de posição com Eduardo para tentar ser opção de passe. Thiago Real, que atua do lado esquerdo do losango, tabela com João Paulo e faz o cruzamento para Kieza. 

Notem a sociedade triangular que existiu entre João Paulo, Thiago Real e Maxi, mesmo sem este último tocar na bola, porém, ele deu igualdade numérica no setor, o que é desfavorável para a marcação. 

No lado direito, Paulinho Dias, Raylan e o próprio Maxi podem formar essa sociedade triangular. Assim como Eduardo pode trocar de posição com Maxi, Kieza (que sai muito da área e costuma se posicionar pelo lado esquerdo)... É a movimentação que citei anteriormente.  

Estratégia de jogo

A pressão está ao lado do Bahia, tanto por jogar em seu mando de campo, como por estar atrás na tabela de classificação. A tendência é que o rival tome a iniciativa. Isso acaba sendo positivo para o Vitória, que atua melhor sem a posse de bola, com uma proposta de jogo reativa (contragolpe), aproveitando os espaços deixado pelo adversário. 

Mas senhores, estamos falando de futebol. É preciso ter muita atenção para conseguir executar o plano a risca, pois levar um gol, poderá colocar toda a estratégia em risco, já que a partir daí, o time precisa propor o jogo e buscar o empate. 

Outro ponto importante, é fazer como no primeiro clássico, onde o rubro-negro não deu espaço ao meio campo do Bahia, anulando os principais pensadores do time.

Deixo vocês com uma prévia de como as equipes devem entrar em campo. Boa sorte ao nosso Leão e bom jogo a todos.


Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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