PAPO TÁTICO: Postura do Paraná surpreende o Vitória na Arena Fonte Nova

Em vários jogos do Vitória nesta série B, destaquei a dificuldade da equipe quando tinha a necessidade de propor o jogo contra adversários que atuavam de forma mais fechada. Mancini conseguiu fazer com quê o time evoluísse neste quesito, e nos últimos jogos, principalmente dentro de casa, o rubro-negro conseguiu superar a retranca dos adversários. 
Porém, o Paraná acabou surpreendendo o Vitória. Com a maração alta, dificultando a saída de bola do Leão, a equipe comandada pelo técnico Fernando Miguel trouxe grandes dificuldades, e por vezes foi quem mais chegou com perigo, principalmente no início da primeira etapa. 

O gol rubro-negro aconteceu quando o Paraná tinha uma leve superioridade. Aos 11 minutos, Kanu aproveitou cruzamento de Diogo Matheus.

Daí em diante, faltou um pouco mais de inteligência ao rubro-negro. O jogo franco e aberto que os dois times realizavam, só favorecia ao Paraná, que não tinha mais nada a perder no jogo. O Vitória precisa ter a posse de bola, trocar passes no campo ofensivo, fazer a bola rodar, tentando diminuir o ímpeto adversário e forçando um desgaste físico, já que teria a obrigação de correr atrás da bola.

Aos 12 minutos da segunda etapa, um lance crucial para o desenrolar da partida. Diego Renan é tocado pelo goleiro Marcos dentro da pequena área. O árbitro Flávio Rodrigues marcou simulação do jogador rubro-negro, o expulsando na sequência, já que possuía um cartão amarelo (não vou discutir sobre arbitragem neste quadro). 

Com um a mais em campo, o Paraná se lançou ainda mais ao ataque, aumentando seu volume de jogo. Pelo lado do Vitória, a equipe se armou em um 4-4-1, o mais indicado quando se tem um jogador a menos.

Mancini mudou algumas peças. Primeiro, Euller no lugar de Flávio para corrigir a falta de um lateral esquerdo. Segundo, Jorge Wagner entrou na vaga do amarelado Pedro Ken e, por último, David entrou para a saída de Elton. 

Com essa configuração, o Vitória tinha Vander na frente como referência, David na extrema esquerda, Jorge Wagner e Amaral por dentro, com Escudero pela direita. A intenção de Mancini foi ter Vander e David de velocidade para explorar o contragolpe, aproveitando os passes de Jorge Wagner e Escudero. Poderia ter dado certo, caso David não tivesse desperdiçado uma boa oportunidade aos 35 minutos, após uma arrancada.

Quatro minutos depois, o castigo. Euller afastou mal a bola para o meio da área, Thiaguinho acertou o chute, Ramon ainda tentou tirar de cabeça, mas acabou atrapalhando Gatito. 

Conclusão

Faltou ao Vitória um pouco mais de tranquilidade, principalmente quando estava à frente do placar. Ter a posse de bola, trocar passes, envolver o adversário, sem pressa em finalizar a jogada, coisa que o Corinthians de Tite sabe fazer muito bem quando recebe uma marcação alta, dificultando sua saída de bola. O objetivo deveria ser diminuir a euforia do adversário e não entrar nela, como acabou acontecendo.

Por Cassio Santos/CassioNSantos
Foto: A Tarde


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