Série B: Inscrições encerradas, Vitória não contrata, a sorte foi lançada


O título do texto até deu rima. Seria engraçado se a situação não fosse preocupante!

Com o encerramento das inscrições de novos atletas para a série B 2015 no dia 14/09, quem contratou, contratou, que não o fez, não poderá mais fazê-lo. Infelizmente, o Vitória se enquadra no segundo quadro, de quem viu o prazo se encerrar e preferiu o discurso, "Não vamos contratar por contratar", aquele mesmo que a torcida rubro-negra escuta desde a era Alexi Portela, Carlos Falcão e agora Raimundo Viana / Manoel Mattos. Como se existisse um bom critério para contratar no clube.

Porém, todos estão cansados de saber quais são estes critérios adotados. O primeiro deles, o mais querido pela diretoria atual e as demais que recém passaram pelo clube, mas nunca oficializado, "jogador de graça", o famoso "Bolacha Quebrada".

Em textos anteriores há meses atrás, alertei sobre a necessidade de reforços, mesmo quando a equipe vinha bem, conquistando resultados positivos em campo, porém, era obvio que existiam e ainda existem, posições carentes no elenco.

Vamos fazer um apanhado do atual elenco. Na ordem, jogadores que estão sendo utilizados:

Goleiros
Gatito Fernández
Caíque (Base)

Fernando Miguel (Lesionado)
Gustavo (Lesionado)

Laterais
Diego Renan
Euller (Base)

Diogo Matheus (Lesionado)
Norberto ( Lesionado - Não atua mais em 2015)

Zagueiros
Guilherme Mattis
Ramon
Kanu

Vinícius (Base)
Maracás (Base)
Matheus Salustiano (Base)

Volantes
Amaral
Marcelo Mattos
Marcelo (Base - histórico grandes de lesão)

José Welison (Retornando após longo período lesionado)
André Castro (Incógnita, não chegou a atuar)
Luiz Gustavo (Lesionado)

Meias
Escudero (Não consegue ter sequência)
Pedro Ken
David (Base)
Flávio (Base)
Jorge Wagner
Vander
Pereira

Atacantes
Élton
Rhayner
Robert
Rafaelson (Base)

São 31 jogadores no elenco atual, se não contabilizarmos os lesionados, são 26 atletas. Um número razoavelmente bom para se trabalhar quando a qualidade técnica dos jogadores se assemelham, o que não acontece no Vitória.

Existem jogadores como André Castro, que nem chegou a ser utilizado, seja por deficiência técnica, ou sucessivas lesões. Ou como David e Flávio, garotos revelados pela base, subiram para o profissional neste ano, e que oscilam durante os jogos (normal).

Mesmo antes de Norberto se machucar e ter o disgnóstico que não atuará mais em 2015, era visível a necessidade de um novo lateral (esquerdo), já que o reserva imediato de Diego Renan, Euller, não consegue convencer atuando naquela posição.

O jogador de maior qualidade técnica da equipe, Escudero, não consegue ter sequência. Não existe reposição à altura, e quando o mesmo não pode atuar, a equipe sofre.

Um segundo atacante, com qualidade de jogada individual e finalização, fez-se ainda mais necessário com a saída de Rogério (que ainda não era o ideal), mas nada de reposição. Apesar de muito útil ao elenco em várias funções, não considero Rhayner este atacante. David e Vander são meias atacantes, que por terem características de velocidade e drible, principalmente no 1 x 1, vêm sendo utilizados. O primeiro titular (no atual momento), enquanto o segundo entra no decorrer das partidas.

Quantos jogos o torcedor olha para o banco de reservas e vê apenas um jogador de velocidade para mudar o panorama de uma partida?

Enfim, o Vitória hoje possui um elenco para disputar o acesso de igual para com mais outros seis clubes que estão no topo da tabela. Vejam bem, "disputar", com chances iguais. Porém, a agremiação que está entre os três maiores orçamentos da série B, era para ter um elenco tão limitado, deixando o torcedor rubro-negro sofrer tanto? O Esporte Clube Vitória não teria condições de ter montado um elenco para estar no topo da tabela, pensando no título, sendo que o acesso seria uma consequência?

Para os torcedores que se acostumaram com um clube pequeno, a briga pelo acesso já basta. Para o torcedor que pretende ver seu time grande, principalmente quando falamos de série B, o acesso, assim como o título, nada mais é que obrigação. Assim como um planejamento adequado para médio e longo prazo, visando não ser rebaixado daqui a dois, três anos.

Ressalto apenas, o empenho dos jogadores que, debaixo de toda a turbulência que enfrentaram, conseguiram colocar um desacreditado Vitória na briga pelo acesso, mesmo não tendo o apoio (reforços) necessário de sua diretoria.


Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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