PAPO TÁTICO: Mancini muda a estratégia, acerta na escalação e Vitória vence o Criciúma

Após o revés do Vitória para o Botafogo no último sábado, ficou claro para mim que a equipe rubro-negra não poderia mais atuar no 4-2-3-1 que Mancini vinha tentando implantar nos últimos dois jogos. Seja pela falta de capacidade do treinador em ter organizado a equipe neste sistema, ou a dificuldade dos jogadores em entender e colocar em prática o que foi pedido, além da escalação ruim feita pelo técnico.

Destaquei no último Papo Tático a necessidade do time voltar a marcar por zona, no sistema 4-1-4-1, o mesmo que vinha sendo utilizado desde o início da competição.

Durante a semana, declarei no twitter, que o Vitória precisava de um time organizado e rápido no contragolpe, utilizando peças de velocidade nos extremos. Apesar de algumas peças diferentes das que citei, Mancini pensou da mesma forma.

Em campo diante do Criciúma, no Estádio Heriberto Hulse, um Vitória mais organizado no 4-1-4-1, tentando não ceder espaços ao adversário. No meio, Flávio e Pedro Ken por dentro, nos extremos David e Rhayner, enquanto na frente a grande novidade, Rafaelson titular na vaga de Robert.

O gol marcado por Rhayner logo aos 2 minutos, após bola alçada na área, foi perfeito para a estratégia rubro-negra, continuar tentando não ceder espaço e aproveitar um contra-ataque em velocidade para ampliar o marcador.

Aos 44 minutos, em uma transição defesa-ataque muito vertical, com apenas três toques na bola, Diogo Matheus recebeu, arrancou e deixou Rhayner na cara do gol para fazer mais um. 

Transição defesa-ataque rápido, com apenas três toques na bola e 12 segundos, o Vitória aproveitou a desorganização na transição ataque-defesa do Criciúma 

O Vitória voltou para o segundo tempo com uma marcação alta, apertando a saída de bola adversária, evitando que o Tigre saísse para o jogo com tranquilidade. No entanto, aos 12 minutos, Roger Guedes tentou o cruzamento, a bola desviou em Diego Renan e encobriu Gatito.

A partir daí, os donos da casa cresceram e buscaram o gol de empate, aproveitando-se dos espaços cedidos pelo Vitória no meio campo. Pelo rubro-negro, em mais um contragolpe rápido, Rafaelson teve a chance de ampliar o marcador, mas acabou desperdiçando. 

Na imagem, o 4-1-4-1 do Vitória (Rafaelson não aparece na imagem). Percebam a desorganização na segunda linha e o espaço que existe para com a primeira linha (faltou compactação). Amaral (posicionado entre as linhas), está após a bola, deixando a primeira linha no 4 x 4, forçando Mattis a deixar seu espaço e sair para dar o bote. São fatores a serem corrigidos.

De tanto apertar, o Criciúma chegou ao empate aos 27 minutos, com Wanderson, aproveitando cobrança de escanteio.

Mancini promoveu duas mudanças, Vander no lugar de David e Jorge Wagner na vaga de Pedro Ken. Em jogada individual, Vander, ao seu estilo, cortou pra dentro e acertou o ângulo esquerdo do goleiro Luiz, decretando o triunfo rubro-negro.

Conclusão

Mudar era preciso. Mancini fez o certo desta vez, voltou a atuar como vinha dando certo, 4-1-4-1, tentando diminuir os espaços e assim chegar à frente mais encorpado. Claro que, erros aconteceram durante a execução do plano, e o Criciúma conseguiu encaixar bons ataques. Foi uma atuação regular do Leão, principalmente na primeira etapa.

Mancini atendeu o que todos cobravam, colocando Amaral de volta à equipe, sacando Marcelo Mattos, ficando assim provado que, dois volantes "pegadores" é desnecessário. Porém, destaco ainda a escolha dele por Pedro Ken e Flávio, jogadores que sabem jogar com a bola nos pés, e dão um maior equilíbrio ao meio campo. O garoto Rafaelson também deu uma mobilidade interessante ao setor ofensivo.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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