PAPO TÁTICO: Em erro previsível, Vitória perde para o Sampaio Corrêa no Castelão

O técnico Vagner Mancini teve vários problemas para armar o Vitória que acabou sendo derrotado pelo Sampaio Corrêa por 1 x 0, no Castelão.

Com Diogo Matheus suspenso devido o terceiro cartão amarelo, além de Guilherme Mattis, Pedro Ken e Escudero vetados pelo departamento médico, Mancini não tinha muito o que fazer, já que não possui tantas opções no elenco, ao contrário do que pensam muitos torcedores rubro-negros. 

Uma das grandes preocupações, era a entrada de Euller na lateral esquerda, já que Diego Renan foi deslocado para a direita. E foi dali que surgiu o único gol da partida, que irei destacar mais à frente. 

A estratégia adotada por Mancini, desta vez, não era iniciar a marcação em campo ofensivo, pressionando o erro na saída de bola adversária, mas sim, esperar o Sampaio, principalmente pelas grandes dimensões do Estádio Castelão, evitando um desgaste desnecessário no início da partida.

Neste intuito, a equipe rubro-negra marcava em bloco médio-baixo, com os onze jogadores no campo defensivo, dentro do 4-1-4-1. No entanto, logo no início da partida, o time adversário criou uma chance clara de gol, graças a desatenção e descompactação do Leão.
Notem o espaço que existe entre a primeira e segunda linha do Vitória (Faltou compactação). A primeira linha, deveria estar mais à frente, diminuindo o espaço vazio no meio e, consequentemente, colocando os atacantes adversários em posição de impedimento ou forçando seu recuo.

Ainda no lance acima, o lançamento feito do campo de defesa, deixou Edgar na cara do gol, que finalizou para a boa defesa de Gatito.

O gol do Sampaio aconteceu aos 23 minutos da primeira etapa, no que chamei de falha previsível. Desde janeiro que demonstrei meu descontentamento ao saber que o Vitória pretendia apostar em Mansur e Euller para a temporada. Dois atletas que já tiveram bastante oportunidades e não conseguiram agarrar. No caso de Euller, é um jogador que tem potencial, porém, não possui condições de atuar na lateral esquerda, onde foi testado por Caio Jr, em 2013, sendo que, desde as categorias de base do arquirrival, o mesmo atuava no meio campo.
Depois dos dois erros consecutivos de Euller, tentando afastar a bola, ela acabou sobrando para Pimentinha, que cruzou na cabeça de Diones, para abrir o marcador. Vejam na imagem capturada, que a marcação em Diones era feita por Marcelo Mattos, que em seguida deixa o adversário subir sozinho. Quem vê o lance pela TV, tem a impressão de que Mattos está marcando dois jogadores, o que de fato não aconteceu.

Com o placar adverso, a estratégia adotada no início não fazia mais sentido, então, a equipe rubro-negra tentou atuar mais no campo ofensivo. Ainda no primeiro tempo, Jorge Wagner e Rhayner tiveram uma oportunidade cada - dentro da grande área - para empatar o jogo, mas desperdiçaram.

O Vitória voltou para a segunda etapa com a mesma formação, porém, vendo que o tempo passava e o gol não acontecia, Mancini começou a mexer na equipe aos 14 minutos, com a entrada de Robert no lugar de David. Uma substituição errada, na minha visão, já que David era o único jogador com características de velocidade pelos flancos. Aos 25, Mancini corrigi, e promove a entrada de Vander na vaga de Marcelo Mattos, partindo assim para o tudo ou nada.

Com maior volume de jogo, a grande oportunidade veio com Robert, aos 26 minutos, que cabeceou pra fora, completamente livre, após cruzamento de Diego Renan.

Conclusão

Sempre cobro nas redes sociais que a diretoria se movimente para reforçar o elenco, vide que o prazo para inscrições na série B será até o dia 14 de setembro. A falta de um lateral gabaritado foi crucial para a derrota deste sábado. as ausências de Pedro Ken e Escudero fizeram falta.

Mesmo com os desfalques, o Vitória merecia sair de campo ao menos com um empate, mas os erros nas finalizações foram cruciais.

Quando não se tem um elenco homogêneo tecnicamente, a equipe acaba perdendo força quando precisa utilizar algumas opções do banco de reservas. E isso pode ser cobrado caro no futuro.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos 

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