PAPO TÁTICO: Com mudanças, Vitória vence o Ceará e assume a ponta da série B


O foco maior do nosso último Papo Tático, quando o Vitória empatou em 1 x 1 com o América-MG, no Barradão, foi sobre a necessidade de Vagner Mancini em reinventar a forma da equipe atuar, principalmente quando os adversários atuam de forma mais fechada.

Bom, já espera que diante do Ceará o rubro-negro conseguiria realizar uma boa partida, já que os cearenses jogariam dentro de casa e pressionados por um triunfo, devido a última colocação que ocupam na tabela. Isso pois, o Vitória já mostrou que sabe atuar contra equipes que jogam e deixam jogar.

Mancini preparou algumas novidades para a partida. A principal delas, Flávio deixou o time titular para a entrada de Rogério. Com isso, Rhayner foi deslocado para o meio. Quando soube da intenção do treinador em fazer essa mudança (durante a semana), critiquei, principalmente se o mesmo fosse atuar centralizado. Completei ainda informando que entenderia se o jogador atuasse ao lado de Pedro Ken na armação das jogadas, como veio a acontecer na partida.

O Leão iniciou a partida desajustado, e levou alguns sustos. Porém, o gol rubro-negro não demorou a vir. Aos 15 minutos, Escudero interceptou a bola no meio campo, já tocando para Rogério, esse passou para Élton, que serviu o argentino. Gol típico do Vitória, que aperta a saída do adversário e em poucos toques chega a meta.


Não demorou muito, dois minutos depois o trio ofensivo voltou a funcionar. Escuero rouba a bola, Élton toca de calcanhar para Rogério, que passa pelo marcador e acerta um belo chute.

Tranquilo após os dois gols, o Vitória variava em três sistemas durante a marcação. 4-1-4-1, 4-5-1 e 4-4-2, sempre com duas linhas.

Com a posse de bola, a equipe se portava num 4-3-3. Rhayner costumava flutuar tanto ao lado de Marcelo Mattos, liberando Pedro Ken para o apoio, como ao lado de Ken, tentando ajudar na criação.


 Pedro Ken e Rhayner dão opção pelo meio no 4-3-3 do Vitória com a bola.

Rhayner é um jogador útil, principalmente por sua voluntariosidade, no entanto, para ser um bom atacante, faltam alguns atributos que o mesmo não possui. Gostei da forma que foi posicionado em campo e, acredito, que deve ser mais útil ajudando no meio, ao invés de esperar dele gols.

 Na segunda etapa o time voltou displicente. Sem conseguir repetir a mesma organização, e vendo o adversário tentar de qualquer maneira diminuir o marcador, a equipe rubro-negra passou a levar muitos sustos. Aos 28 minutos Mancini interviu, e colocou em campo Amaral e Vander, nos lugares de Rhayner e Rogério, respectivamente, buscando dar uma maior proteção ao meio e um fôlego para buscar o gol da tranquilidade. Porém, quem marcou foi o Ceará, com Júlio César, em cobrança de falta. A bola ainda desviou em Escudero antes de entrar.


Os últimos 15 minutos foram de puro sufoco e aflito para os torcedores do Vitória. Mas a equipe conseguiu segurar o resultado positivo que garantiu o Leão na primeira colocação da série B.

Conclusão

Mancini viu que o time precisava de mudanças, e assim o fez. Buscou as alternativas que possui no elenco. Não gosto de Rogério atuando desde o início, mas hoje fez seu papel. Rhayner foi utilizado da forma correta e pode ser muito útil com essa nova função.

Ser líder da competição é bom para dar moral e incentivar a equipe, mostrando que é possível chegar. Mas é bom ter os pés no chão e pensar jogo a jogo, não desperdiçando pontos, principalmente dentro de casa.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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