PAPO TÁTICO: Com início intenso, Vitória vence o Santa Cruz no Barradão

O Vitória encarou o Santa Cruz ontem à noite no Barradão para fechar o primeiro turno da série B na primeira colocação, e conseguiu, basta o América-MG não vencer sua partida por quatro ou mais gols.

Vagner Mancini teve alguns problemas para armar a equipe. Pedro Ken foi vetado pelo departamento médico, enquanto Rogério - de malas prontas para o São Paulo -, alegou problema emocional e não foi relacionado para o duelo.

O treinador rubro-negro escalou bem, encontrando na base a solução para os desfalques. No meio, Flávio retornou ao time, enquanto na frente, o garoto David fez sua estreia entre os titulares.

Ciente que o desgaste físico poderia pesar, a estratégia era partir pra cima no início e marcar os gols necessários para dar tranquilidade no restante da partida. Por isso, o Leão iniciou intenso, tocando a bola, jogadores se movimentando bem, criando opções de passes, com isso, os gols não demoraram a sair.

 Logo aos 4 minutos, Flávio numa visão de jogo espetacular, enfiou a bola para Rhayner que acabou sofrendo o pênalti convertido por Escudero.


Vejam, seis jogadores rubro-negros na imagem. Com Escudero e Élton na área, são oito atletas no campo ofensivo.  Rhayner faz o movimento perfeito (opção de passe), Flávio vê bem e enfia a bola com precisão. É a intensidade e movimentação que sempre cobramos.

Na mesma imagem (abaixo) podemos observar um trio que funcionou muito bem, Flávio, David e Diogo Matheus.


Notem como os três formam uma pequena sociedade triangular no setor. Jogando compactos, com movimentação, é difícil serem marcados. 

Atuando desta forma, o segundo gol não demorou a sair. Três minutos depois. David cruzou para Élton raspar de cabeça para o fundo do gol. Adivinhem de onde surgiu a jogada?


Eles de novo, o "trio parada dura". Notem a sociedade triangular novamente. Vejam o movimento de Escudero no meio, outra boa opção de passe, com um espaço enorme para finalizar a gol.

No entanto, após os 15 minutos de euforia e os dois gols no placar, a equipe acabou diminuindo o ritmo bruscamente e viu o Santa Cruz chegar com perigo em algumas oportunidades. Tanto que, o Santa conseguiu diminuir o placar aos 10 minutos da segunda etapa.

A partir daí, a missão passou a ser reforçar o sistema defensivo e tentar ampliar num contragolpe. Aos 22, Rhayner (lesão na coxa), saiu para a entrada de Marcelo. Teria sido uma substituição acertada, se Marcelo não estivesse entrado tão desligado no jogo. No decorrer, Mancini ainda promoveu a entrada de Robert no lugar de Élton e Jorge Wagner na vaga de David.

Com as alterações, o Vitória perdeu a velocidade para contra golpear, já que Mancini não possuía no banco nenhum jogador com essa característica. Por isso a necessidade de reforçar o elenco.

 Conclusão

O Vitória conseguiu fazer 15 minutos perfeitos, intenso e de movimentação. É preciso manter e aumentar o tempo dessa intensidade (vou dar um desconto pelo cansaço, apesar de terem entrado 2 atletas descansados no time, Flávio e David).

Foi bonito de ver toques rápidos, ultrapassagens. Até a torcida aplaudiu quando o time tocou a bola para o goleiro (coisa que nunca tinha visto antes no Barradão).

O fato de ter diminuído o ritmo tão bruscamente poderia ter sido pago com um empate. Por isso, a necessidade de se trabalhar a mentalidade dos jogadores para atuarem no limite, olhando a bola como um prato de comida.

Agora é continuar focado, acertando os erros e acima de tudo, não esquecer dos reforços. O título é possível, mas se a diretoria novamente dormir no ponto, pode colocar tudo em risco.


Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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