PAPO TÁTICO: Vitória não supera retranca do Macaé e sai do Barradão com empate sem gols

Com poucos minutos de bola rolando no Barradão para Vitória x Macaé, ficou desenhado o que seria o restante da partida. Num 4-5-1, tendo uma segunda linha com cinco jogadores, a equipe carioca veio para se defender e jogar no erro do Leão.

Já preparado para a defensiva adversária, Vagner Mancini armou uma estratégia. Eram 8 jogadores no campo de ataque, sendo que os laterais abriam, causando amplitude, buscando abrir espaços no sistema defensivo adversário para a infiltração dos meias. Marcelo Mattos se posicionava à frente dos zagueiros e virava opção de passe para rodar a bola. 


Macaé marcando com os 10 jogadores de linha no campo defensivo. Enquanto isso, laterais do Vitória (amarelo) apoiavam ao mesmo tempo, criando amplitude. Notem que ambos possuem campo para atacar. 

A estratégia de abrir os laterais para espaçar o Macaé não deu certo, tanto que infiltrações quase que não aconteceram durante a partida. Logo, a alternativa era aproveitar os espaços deixados nas laterais. 

Mapa de calor da partida mostra onde o jogo mais transcorreu, pelas beiradas. Tanto que, Diogo Matheus (7%) e Diego Renan (5%) foram os jogadores do Vitória que mais tiveram posse de bola, juntamente com Pedro Ken (5%) e Marcelo Mattos (6%). 

Era um jogo de paciência, e nestas partidas, não se pode errar, tanto atrás como na frente. A equipe rubro-negra teria poucas oportunidades de gols, talvez uma, e teria que fazer. Essa chance veio no início da segunda etapa com Rogério - entrou no lugar de Flávio, este não teve boa atuação -, que desperdiçou, acertando a trave. 

O tempo passava, o Vitória não marcava e Vagner Mancini partiu para o tudo ou nada. Tirou Robert e colocou Vander. Naquele momento, já sem tanta organização, mais emoção, o treinador tentava de todas as maneiras as infiltrações e profundidade que não aconteceram anteriormente. 

Sem tentar tabelas, ficou difícil superar a defesa do Macaé apenas na individualidade. Faltou ao Leão durante a partida um passe mais rápido, fazer a bola rodar com mais agilidade, movendo e cansando o sistema defensivo do Macaé. Tanto que, no meio do segundo tempo, os atletas do Vitória já estavam esgotados, e o time carioca mais inteiro, e aproveitando para atacar, principalmente quando adiantou a marcação. 

Não faltou vontade ao Vitória, faltou inteligência e competência. É complicado quando a equipe precisa furar uma retranca e não tem jogadores que saibam fazer 1 - 2 e acelerar uma jogada. Pior, não ter competência para marcar quando a chance é única. Infelizmente, o Vitória irá sofrer muito ainda na competição pela falta de qualidade dos seus atacantes.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos
Dados: Footstats

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