PAPO TÁTICO: Panorama tático para o clássico Ba-Vi

Enfim chegou o momento da partida mais aguardada para os torcedores de Vitória e Bahia nesta série B 2015, o clássico BaxVi.

Desta vez o nosso Papo Tático será um pouco diferente, já que preparamos um panorama tático das duas equipes, e não apenas do Esporte Clube Vitória.

Bom, em um breve resumo sobre o que vi das duas equipes durante o ano, percebi que o Bahia conseguiu encaixar um esquema de jogo ainda no início da temporada, enquanto o Vitória perdeu tempo com várias trocas de técnicos e um elenco que não havia conseguido passar confiança para seu torcedor até Wesley Carvalho assumir interinamente a equipe.

Pelo lado rubro-negro, o esquema de jogo que vem sendo utilizado deverá ser mantido (4-1-4-1), sendo que a dúvida do treinador gira em torno da utilização dos volantes Amaral ou Marcelo, entre as duas linhas de quatro. Caso o técnico Vagner Mancini apronte alguma surpresa, o que não espero, deverá ser apenas na troca de uma ou outra peça, nada que mude a forma de atuar.


Já pelo lado do rival, o técnico Sérgio Soares implantou sua filosofia de jogo ofensiva. O time joga em um 4-3-3 bastante ofensivo, com três jogadores no meio campo que cumprem uma importante função no esquema, principalmente na saída de bola e na chegada à frente como elementos surpresa.

Como nossa coluna é rubro-negra, vamos tentar desvendar alguns segredos do time tricolor.


Percebam na imagem uma das principais características da equipe rival. O time costuma atacar com até 8 jogadores, notem que os dois laterais apoiam ao mesmo tempo (Futebol Moderno). No canto superior, o lateral Tony está em cima da linha, criando amplitude, fazendo com quê o time adversário (Luverdense), que tinha uma primeira linha com 5 atletas, ficasse no mano a mano (linhas amarelas). No canto inferior, o outro lateral, Marlon, também está criando amplitude, e notem que existe apenas um defensor para marcar ele e T. Real. Na sequência deste lance, Pittoni lançou para Kieza, que fez o gol, mas foi pego em impedimento.

Ainda na primeira imagem,  é possível observar a forma com quê a equipe sai para o jogo. Os zagueiros buscam em passes curtos Pittoni e Souza (lançadores), enquanto T. Real vira opção mais à frente. Porém, esses três meias, se revezam na saída de bola, e até T. Real retorna para buscar o jogo, enquanto Souza ou até Pittoni, avançam criando opções de passes.

Quando a equipe se propõe a colocar oito jogadores no campo de ataque, ela vai realizar uma marcação pressão sobre o jogador que estará com a bola (quando perder a posse), forçando assim o chutão do adversário e, consequentemente, a retomada da posse.


Mais um exemplo do Bahia com 8 jogadores no campo de ataque e, novamente, os dois laterais apoiam e viram opções de passe. Notem na imagem quantas opções para tocar a bola (linhas amarelas) o Maxi tem. O argentino também funciona como um meia central já que a equipe pode variar para um 4-4-2 (losango). Na sequência deste lance, o Kieza acertou a trave.



Então, o que fazer para conseguir neutralizar essa intensidade do arquirrival? Bem, primeiro anular a forma de saída de jogo do Bahia. Pittoni e Souza, ou até Thiago Real - quando este voltar para buscar o jogo-, não podem ter espaço para dominar e pensar, forçando com quê os zagueiros quebrem a bola para o setor de ataque, colocando a posse da pelota em disputa.

Cabe ao Vitória não recuar, jogar de forma compacta e avançar suas linhas, buscando a superioridade numérica nas jogadas, até pelo fato de que o Leão é quem estará jogando em casa. O rubro-negro terá que se impôr no jogo buscando a intensidade e, claro, quando encontrar a oportunidade, fazer o gol, pois clássicos são decididos nos detalhes.

Será uma partida difícil, como todo clássico geralmente é, porém, se os jogadores conseguirem executar a tática de jogo de forma correta, o Vitória terá todas as condições  de sair com um triunfo.

Abaixo você fica com as prováveis escalações:

Vitória: Fernando Miguel; Diogo Mateus, Guilherme Mattis, Ramon e Diego Renan; Amaral (Marcelo), Flávio, Pedro Ken, Escudero e Rogério; Elton.

Bahia: Douglas Pires; Tony, Robson, Titi e Marlon; Pittoni, Tiago Real e Souza; Maxi Biancucchi, Kieza (Williams Santana) e Léo Gamalho.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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