PAPO TÁTICO: Mesmo iniciando na frente, Vitória não suporta e acaba derrotado pelo Náutico

O Vitória poderia ter assumido a primeira colocação da série B, caso tivesse vencido o Náutico no sábado. Após iniciar na frente do placar, a equipe rubro-negra não suportou e levou a virada, sendo derrotada por 2 x 1.

Marcação alta, pressionando a saída de bola adversária, a estratégia foi mais uma vez executada com perfeição no início da partida pelos comandados de Vagner Mancini. 


Logo aos 5 minutos de jogo, cinco jogadores faziam pressão na saída de bola do Náutico, o que forçou o erro adversário, Escudero aproveitou a sobra e enfiou uma bela bola para Rhayner, que acertou a finalização, abrindo o marcador. 

Após o gol do Leão, a equipe capibaribe correu atrás do resultado e tentou empatar a partida. As principais investidas da equipe comandada por Lisca eram com Gil Mineiro, posicionado do lado direito de ataque, tentando aproveitar os vacilos do limitado Mansur. 

O Vitória se armava no 4-1-4-1 e tentava aproveitar o contragolpe. No entanto, era o Náutico quem chegava com mais perigo e poderia ter saído até com a virada do placar ainda na primeira etapa.

Com as expulsões de Élton e Gastón, as duas equipes ficaram com dez jogadores em campo. Melhor para o Náutico, que continuava em busca do empate, sendo que seus zagueiros chegavam até a linha de meio campo, já que o Vitória não tinha mais seu centroavante para marcar a linha de passe. 

Mancini demorou de alterar a forma da equipe atuar. Sem Élton, o time formou um 4-1-4, e tentava se segurar de todas as maneiras. 

Os times retornaram da mesma forma para o segundo tempo. Porém, as coisas ficaram pior para o Vitória, quando o árbitro assinalou pênalti de Ednei, convertido por Douglas aos 10 minutos.

Tentando não ser intimidado pela pressão adversária, o rubro-negro retornou a estratégia de apertar a saída de bola. Rhayner e Flávio avançavam e apertavam os zagueiros adversários. Somente aos 21 minutos, Mancini resolveu por Robert no jogo, no lugar de Flávio. 

O castigo veio aos 28 minutos. Mansur foi expulso por reclamação e, na sequência, após cobrança de lateral, a zaga do Vitória se atrapalhou e Rafael Pereira estufou as redes. 

Mesmo com nove jogadores em campo o Vitória foi valente e poderia ter empatado a partida, tanto com Robert, que perdeu uma chance de cara com Júlio César, ou no belo chute de Guilherme Mattis, que passou muito perto.

Muitos foram os motivos para o Leão não ter saído de campo ao menos com um empate. Não vou entrar no mérito dos "erros" ou excessos da arbitragem, Prefiro destacar a demora de Vagner Mancini em alterar a forma da equipe atuar, principalmente quando via o Náutico ser superior mesmo com as duas equipes estando com dez jogadores em campo. Ou o gol desperdiçado por Robert na reta final da partida.

Agora não adianta se lamentar, é rever os erros, ajustar, já que na terça-feira tem duelo contra o Macaé, no Barradão.

Recado para a diretoria - Equipe sem um elenco uniforme, vai sofrer muito quando os jogadores titulares não poderem atuar. Espero que a diretoria tenha tomado ciência de uma vez por todas que jogadores como Ednei e Mansur não têm condições de vestir a camisa em um time que pretende ser campeão. 


Por Cassio Santos/@CassioNSantos





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