PAPO TÁTICO: Vitória perde gols e acaba derrotado pelo Paysandu nos acréscimos

Com a suspensão do meia Pedro Ken, o técnico do Vitória, Vagner Mancini, optou pela entrada de Rhayner no time titular, para enfrentar o Paysandu, no Estádio Mangueirão.

No entanto, Mancini armou mal a equipe, quando colocou Rhayner para atuar por dentro, tentando que o mesmo cumprisse a função de Pedro Ken, quando o mais correto seria ter colocado o veloz atacante pelo lado esquerdo, principalmente por ter naquele setor a arma mais forte do Papão, o lateral direito Pikachu.

Além disso, a equipe iniciou a partida bastante desorganizada, como é possível ver na imagem.


Não foi possível visualizar em campo o 4-1-4-1 do Vitória, durante a primeira etapa foi difícil visualizar em algum momento a segunda linha, que como na captura, aparece totalmente quebrada. 

O Paysandu aproveitava a desorganização rubro-negra e chegava através das jogadas pela linha de fundo. No Vitória, Escudero era o jogador mais lúcido no meio campo e aos 20 minutos deixou Rogério na cara do gol, porém, como de costume, o atacante desperdiçou a oportunidade.

Na reta final do primeiro tempo, Mancini corrigiu o posicionamento de Rhayner, que caiu pela esquerda, enquanto Escudero passou a atuar por dentro.

No segundo tempo, o Leão avançou a marcação apertando a saída de bola adversária, e em alguns momentos passou a ter maior iniciativa no ataque.


Vitória um pouco mais bem postado no segundo tempo, num 4-4-1-1, geralmente com Escudero sendo o meia mais avançado, em alguns momentos Flávio. 

O jogo estava aberto no segundo tempo, quando o rubro-negro realizou uma blitz no ataque e desperdiçou várias oportunidades claras de gols, com Rogério, Flávio e Élton. 

Como diz Muricy Ramalho, "A bola pune", e após a incompetência do ataque leonino, o Paysandu chegou ao triunfo aos 50 minutos, com um chute de Carlinhos que acabou desviando em Ednei.



Vivendo um bom momento na partida, o Vitória se lançou ao ataque. Num contragolpe, o Papão aproveitou a desorganização na transição ataque-defesa do rubro-negro. Notem que na jogada exitem 5 defensores do Vitória (mais Flávio que vem chegando no canto da imagem), contra 5 jogadores do Paysandu. No entanto, Mansur foca apenas a bola e não vê um adversário passando em suas costas, enquanto Mattis tenta cobrir o lateral. Com isso, o espaço ficou aberto para Carlinhos que recebeu e mandou para o gol.

O Vitória não foi melhor, porém, teve as melhores chances do jogo e poderia ter saído de campo com os três pontos, caso tivesse um ataque minimamente competente. Mais uma vez aquele velho ditado no mundo do futebol faz-se necessário, "Quem não faz, toma".

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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