PAPO TÁTICO: Ainda sem saber atuar fora de casa, Vitória não vence longe do Barradão

O que mais ouvi após o empate em 1 x 1 entre Mogi mirim e Vitória no último sábado, partida que marcou a reestreia de Vagner Mancini no comando do rubro-negro, foi que a equipe não venceu por conta do novo comandante. Respeito quem pense assim, mas não poderia fazer ainda esse julgamento, lembrando que declarei ser a favor da permanência de Wesley Carvalho. 

O Vitória iniciou bem a partida, abrindo o placar aos 19 minutos da primeira etapa com Élton, aproveitando um ótimo passe de Flávio. E poderia ter ampliado com o próprio Élton, cinco minutos após, desperdiçando uma ótima oportunidade. 

Na segunda etapa a acomodação da equipe rubro-negra fez com quê o Mogi mirim entrasse na partida. Vale ressaltar, que Mancini gritava à beira do gramado para que seu time ocupasse o campo de ataque, para forçar o erro adversário e voltar a ter o controle do jogo, coisa que não foi atendida pelos seus comandados. Parecia faltar confiança ao time em sair de trás, talvez, o pensamento coletivo fosse de que segurar o magro resultado seria mais interessante.

Aos 27 minutos, Mancini troca Escudero por Rhayner, formando um 4-3-3 com dois atacantes rápidos pelos extremos. No entanto, dois minutos depois, em um vacilo de Diogo Matheus, que estava mal posicionado em campo, Rogério acabou cometendo um pênalti infantil. 


Na imagem acima é possível visualizar a bagunça na recomposição defensiva do Vitória. A primeira linha rubro-negra está desarrumada. Vejam onde está Diogo Matheus... Rogério deveria compor a segunda linha, mas tenta voltar para cobrir o buraco deixado pelo companheiro.



Nesta imagem é possível ver o momento em que Diogo Matheus chega na grande área, o pênalti já havia sido cometido por Rogério.

Depois do gol sofrido, o treinador rubro-negro ainda trocou Flávio por David, tentando deixar o time mais leve e ir em busca do gol que daria o triunfo, coisa que não aconteceu. 

Pois bem caro torcedor, eu entendo as críticas feitas a Mancini, principalmente pelo fato de não ter tirado o apagado Rogério da partida, porém, ainda acho precoce colocar a culpa do resultado nas costas dele neste momento. Ficou evidente que os próprios jogadores não possuem ainda confiança em atuar fora de casa, assim como foi contra o Botafogo (sob comando de Wesley Carvalho). 

Outro detalhe, que sempre deixei claro, é que o time é limitado e, para completar, acaba ficando dependente dos gols de Rogério e Rhayner, dois atacantes que não sabem finalizar. 

Prefiro aguardar a forma que a equipe irá atuar contra o ABC, dentro do Barradão, no próximo sábado (20), às 16h30. Uma nova boa atuação da equipe dentro de casa, ficará evidente que é necessário encontrar uma forma de jogar longe de Salvador, fazendo com quê a equipe tenha a mesma confiança demonstrada nas partidas aqui.


Por Cassio Santos/@CassioNSantos

0 comentários:

Postar um comentário