Vitória e Cruzeiro se enfrentaram neste domingo (20), em jogo válido pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.

Escalação

O Vitória entrou em campo com: Fernando Miguel; Patric, Kanu, Wallace e Geferson; Correia, Welison, Soutto, Yago e David; Tréllez
Postado no 4-1-4-1, a ideia de Mancini era a mesma quando venceu o Palmeiras por 3 x 1, no entanto a estratégia não saiu como esperado, e vamos explicar alguns aspectos para isso, em nosso Papo Tático de hoje.


Na imagem acima o Vitória no 4-1-4-1, com seus pontas (Yago e David) colados nos laterais adversário que apoiavam muito. A estratégia de tentar uma marcação forte pelo meio com três volantes (Correia, Welison e Soutto) acabou não sendo tão útil quando na partida contra o Palmeiras. Muito pelo fato da equipe mineira se portar mais reativa, com uma marcação em bloco médio – enquanto os paulistas vieram a Salvador propor o jogo, deixando espaços no sistema defensivo.


A imagem acima mostra o Cruzeiro iniciando sua marcação a partir do meio campo. 
Os primeiros vinte minutos de jogo se deram com o Vitória tentando propor o jogo, mas sem criar grandes chances, e o Cruzeiro sendo reativo, tentando aproveitar os espaços no postado.
A equipe rubro-negra era lenta ao trocar passes, e só possuía em David as jogadas mais agudas. Talvez, com Neílton em campo, tentando flutuar entre as linhas do adversário, o time tivesse...

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Vitória e Chapecoense se enfrentaram na Arena Condá, em jogo válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.

Escalação

O técnico Vagner Mancini escalou o Vitória com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Ramon, Wallace e Geferson; Correia, Welison, Yago, Patric e David; Tréllez.
Ambas as equipes tinham como semelhança a proposta de jogo reativa. O que deixou a partida bastante truncada, com poucos espaços. Quando um time tinha a posse de bola, o outro estava marcando em bloco médio.


Na imagem acima o Vitória postado no 4-1-4-1, marcação iniciando a partir dos volantes, em bloco médio. 

Mancini conhece bem a Chapecoense, foi quem iniciou os trabalhos após a tragédia com o clube de Chapecó. O treinador rubro-negro tratou de tentar anular a principal jogada dos catarinenses que acontecem pelos lados do campo com Apodi e Reinaldo. 


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RESULTADO IMPORTANTE!

Vitória atuou em Caxias do Sul contra o Grêmio pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017 e, mesmo prejudicado pela arbitragem, conseguiu trazer um ponto importante para Salvador.

O Grêmio é uma das equipes mais difíceis de ser marcada, imagine o 4-3-3 em V no meio campo - que faz o Botafogo - onde seus volantes e apoiadores jogam entre linhas e chegam constantemente a área, revezando entre eles quem protege a área e quem avança, mas que costuma jogar com um nove fixo e pivô. O Grêmio joga de forma parecida, eles circulam bastante rodando junto com a linha da bola, mas o destaque e diferencial é Luan que flutua por todo o campo, vai buscar a bola em qualquer setor, atleta completo com poder de criação, definição, dribles e jogo posicional acima da média.

O Vitória dentro do seu 4-1-4-1 tentou minimizar com encaixes individuais de marcação em Luan e Ramiro. Alguns jogadores acabaram sendo traídos por essa movimentação e nossas linhas ficaram menos definidas que o jogo anterior. Não foi gerado um problema tão grande, mas nossas abordagens não tiveram tanto êxito quanto frente ao Palmeiras, e a movimentação do time paulista é maior nos homens de frente do que no meio, como no Grêmio.


Na imagem acima notem a segunda linha quebrada por conta dos encaixes de marcação e, ainda assim, Ramon tinha feito uma leitura de jogo incorreta, acabou se posicionando mal, tendo que percorrer alguns ....

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VENCEU A MELHOR ESTRATÉGIA

Vitória vence o Palmeiras no Barradão com autoridade, em partida válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017, deixa o Z4, pega de volta a calculadora e sonha em jogar a Série A em 2018.

Apesar dos desfalques, o visitante tem a seu favor um elenco milionário e recheado de opções, estatisticamente também, tem melhores números na competição que o Vitória. O Palmeiras chegou a Salvador como o melhor ataque e, para enfrentar até ali, a pior defesa e o pior mandante do campeonato.

Mas, a equipe paulista foi surpreendida pela mudança de sistema de jogo do Vitória, pela concentração, dedicação e entrega dos atletas na partida. E quando o Palmeiras avançou suas linhas para pressionar o rubro negro, encontrou um adversário bem postado no 4-1-4-1 e com um poder de marcação aumentado com a escalação de três volantes.

Volantes que, diga-se de passagem, sabem valorizar a posse de bola. Naquele momento presenciamos que o treinador do adversário viu sua estratégia ir por água abaixo. Mas ainda assim, como não poderia ser diferente, foi para cima e tentou com três atacantes, leves e rápidos, confundir o sistema defensivo do Vitória.

O Vitória precisava tomar as redias do jogo e nada melhor que sair na frente. Então David tratou de arrancar com a bola e passar para Patric que voltou a crescer o seu jogo. No terceiro gol valeu o entrosamento de base entre David e Welisson, o volante esperou o momento certo para lançar o colega e David novamente foi para jogada pessoal, à bola sobrou para Yago oportunista. Antes disso num lance capital de linha alta, a defesa do Palmeiras foi batida pela explosão de Trellez.

Comentamos esses lances para deixar claro que foi um jogo de estratégia. E venceu quem melhor fez a leitura para a partida. Foi um grande jogo e ambas as equipes atuaram bem.

A ESTRATÉGIA DO 4-1-4-1


4-1-4-1
Mancini recebeu a luz do jogo. Acertou em cheio na escalação de Patric, Gefferson e dos três volantes. Dentro do 4-1-4-1 as características dos jogadores escalados foi o “sal” que faltava ao tempero na ocupação de espaços e na noção de marcação por zona, dos encaixes individuais e dos cortes de linhas de passes do Palmeiras, como na imagem a baixo.


Nessa outra tomada abaixo, Mancini dentro do seu modelo de marcação trabalha uma abordagem que acho muito interessante, eficaz e aprendi com isso. O jogador do extremo aborda longo o portador da bola e mesmo quebrando a linha de marcação momentaneamente, esse atleta bloqueia a visão do jogador fazendo com que diminua o risco com essa saída de sua zona. Notem que Yago pratica essa ação sempre nos jogos. Mas, por favor, não confundam com perseguição errônea, de quando o zagueiro sai na caça de um atleta que já tem o controle de bola, está de costas para nosso gol e retornando ao seu campo.


Mancini teve apenas um equivoco na partida de ontem, e não foi por não prever a expulsão de Correia. Foi porque sabia da função que o atleta estava desempenhado de colar em Moisés e jogar entre as linhas. Essa função que chamo de “para brisa de linhas“ exige que às vezes você tenha que parar lances com falta e, se tínhamos mais dois volantes no banco com estatura semelhante e descansados, tinha que ter feito a troca no intervalo. Por outro lado, os atletas foram ainda mais obedientes para manter o resultado. Notem David na tomada abaixo, fazendo uma primeira linha com 5 atletas.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

“O torcedor tenta buscar explicações em místicas, superstições, erros de escalação, e em outros aspectos que quase sempre fogem ao futebol do campo. Movidos à paixão discutem entre eles que o Vitória de 2017 na Série A são dois times, um quando atua longe de Salvador e outro aqui”.

A estratégia do Vitória foi superior ao Palmeiras, por isso mereceu vencer, e dessa vez venceu. Soube ter frieza para fazer os gols e marcar bem. Não sou daqueles que diz que o “Barradão voltou”, não. Ele sempre esteve e estará ao nosso lado. Cabe ao Vitória atuar aqui como atuou ontem. Aproveitando as chances que vai aparecer no jogo e agarra-las da melhor maneira possível.

É isso aí galera!

Por Adson Piedade / @AdsonPiedade 
Foto: ECVitoria Divulgação e Edição nossa 
Vitória e Vasco se enfrentaram neste domingo (5), no Maracanã, em jogo válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.

Escalação

A equipe rubro-negra entrou em campo com: Fernando Miguel; Patric, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon, Welison, Yago e David, Neílton e Tréllez.


Na imagem acima o Vitória no 4-4-2, marcação em bloco médio, iniciando a pressão a partir dos volantes adversários, em sua proposta reativa atuando em jogos fora de casa. 


Mais uma vez o rubro-negro inicia uma partida relativamente bem, mas parece que o filme se repete a cada nova atuação. O time acaba levando um gol no início, após desatenção e/ou falta de concentração. Desta vez, uma falta quase que frontal, muito mais fácil da defesa afastar, mas Breno consegue uma cabeçada improvável e abre o placar para os cariocas, aos 9 minutos do primeiro tempo. 

A partir daí o Vasco é quem assume de vez ....

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Tentando voltar a vencer no Barradão, o Vitória encarou neste domingo o Atlético-GO, em jogo válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.

Escalação

Mancini escalou o Vitória com: Caíque; Caíque Sá, Fred, Wallace e Juninho; Ramon, Correia, Yago e David; Neílton e Tréllez.
O técnico do Vitória vem repetindo o modo de jogo que vinha dando certo há algum tempo, no entanto, pelo menos nos jogos dentro de casa, é preciso tentar um algo novo, e vamos falar sobre isso no decorrer do nosso Papo Tático de hoje.
A equipe rubro-negra esteve postada no 4-4-2 em seu momento defensivo. Enquanto o Atlético-GO variava entre o 5-4-1 e o 4-1-4-1.


Na imagem acima é possível visualizar o 4-1-4-1 do Alético-GO. O volante entre linhas André Castro, que já atuou como zagueiro no Audax de Fernando Diniz, se juntava primeira linha, formando uma linha de 5, quando a equipe variava para o 5-4-1. 

É importante destacar o sistema defensivo do adversário, pois possuem grande mérito no resultado. A marcação do Dragão acontecia por zona, com o time conseguindo realizar bem o balanço defensivo, gerando superioridade numérica em todos os setores do campo. 

Já o Vitória rodava a bola....

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O Vitória voltou a campo neste domingo para enfrentar o rival Bahia, em jogo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.

Escalação

Vagner Mancini escalou o Vitória com: Caíque; Caíque Sá, Wallace, Fred e Juninho; Ramon, Correia, Yago e David, Neílton e Tréllez.

Na escalação a novidade foi a entrada de Fred na zaga, deslocando Ramon para atuar de volante ao lado de Correia. Mesmo com as mudanças o sistema tático se manteve no 4-4-2.
Mancini já havia esboçado esta alteração no decorrer dos últimos dois jogos, visando melhorar a bola aérea defensiva, porém, nas duas oportunidades anteriores (Santos e Atlético-PR) a equipe acabou levando o gol antes de a substituição ser concretizada, o que mudou os planos.

O jogo

Bahia e Vitória fizeram um jogo bastante truncado, cheio de faltas e com pouco futebol. O Vitória em sua proposta reativa, marcando a partir do meio campo, enquanto o Bahia tentando impor seu jogo atuando na Arena Fonte Nova.



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O Vitória acabou tendo mais um revés dentro do Barradão. Desta vez, o Atlético-PR acabou superando o rubro-negro baiano, em jogo válido pela 29ª rodada do campeonato Brasileiro 2017.
Escalação

Mancini entrou em campo com: Caíque; Caíque Sá, Wallace, Ramon e Juninho; Correia, Felipe Soutto, Yago e David; Neílton e Tréllez.

O jogo

Logo nos primeiros minutos da partida o Atlético acabou abrindo o placar com Ribamar após cobrança de escanteio. Já neste lance pudemos obsevar um quesito que o time adversário levaria vantagem, as bolas aéreas. A estatura da equipe paranaense é maior que a do Vitória. Juninho, Caíque Sá, Soutto, Yago, Neílton.... Só os citados é quase meio time de jogadores mais baixos ou medianos. No gol marcado por Ribamar, quem estava em sua marcação era Felipe Soutto.
O Atlético veio a Salvador com uma proposta reativa, saindo na frente do placar era tudo que eles queriam para executar o plano.

Ambas as equipes atuavam no 4-4-2 em momento defensivo, marcando em bloco médio baixo.


Na imagem acima podemos observar o CAP iniciando a marcação um pouco antes do círculo do meio campo com seus dois atacantes. Inteligentemente, Felipe Soutto...

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Vitória empata com o Santos em São Paulo, partida válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.

Se a atuação do rubro-negro baiano foi de altos e baixos contra o Sport em Salvador, podemos rapidamente dizer que o Vitória foi bem ontem frente ao Santos no Pacaembu, fazendo um jogo regular e controlado. Mais do que isso, teve mais posse de bola que o Santos e durante os quase 98 minutos de partida, foi dominante na maior parte do tempo, e impôs ao adversário o ritmo do seu jogo.

VARIAÇÕES TÁTICAS COM A PROPOSTA DE IMPOSIÇÃO DE JOGO

O Vitória que atua fora de casa com as linhas de marcação em bloco baixo, surpreendeu o Santos ao avançar para marcar sob pressão principalmente a saída de tiro de meta do adversário. Não sabemos se o fator campo também ajudou o Vitória a se motivar, porque sabemos que atuar na Vila Belmiro é sempre mais complicado.

Mas, na necessidade de não deixar o time que mais trabalha a bola na competição e que mais tem, estatisticamente falando, a posse de bola, coube aos comandados de Mancini, com muita disposição e intensidade, dominar o Santos através de forte pressão ao portador da bola. E dessa vez, soube com inteligência e com mais linhas de passes, mais controle de jogo, circulando mais rápido a pelota, e como uma mescla entre velocidade e cadência tomar as redias do jogo.
Esses fatores passaram pelo bom jogo que voltou a fazer Uillian Correia, juntamente com o regular Felipe Soutto aparecendo mais a frente, David muito mais ligado (com melhor decisão) e Yago dando sequência as jogadas.

Essa proposta fez o Vitória criar variações táticas decorrente da dinâmica diferente daquele modelo reativo como mostra a captura.


Observem um 4-2-3-1 em bloco médio. Em outros momentos fizemos novamente um 4-2-4. Nosso 4-4-2 nem chegou a ter linhas bem definidas, haja vista que....


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O Papo tático de hoje é para falar de um jogador que foi bastante criticado em algumas atuações, porém, exerce função fundamental no esquema de jogo de Vagner Mancini. Por isso, precisamos mostrar essa visão ao torcedor do Vitória.

Para falar sobre o papel de Neílton hoje, precisamos relembrar o que aconteceu no Vitória durante a montagem deste elenco, além de relembrar ao torcedor a importância de aplicar o conceito de função x modelo de jogo em relação a contratação de jogadores.
No início da temporada, o então diretor de futebol Sinval Vieira comentou sobre as inúmeras contratações para o meio campo do Vitória (Cleiton Xavier, Pisculichi, Dátolo e Gabriel Xavier, além de já ter Cárdenas no elenco), pensando ele que desta forma solucionaria o problema pela falta de criação das últimas equipes montadas no clube – ledo engano. Primeiro que, claramente podemos observar que não se foi observado o modelo de jogo e esquema tático do então treinador Argel Fucks e como essas peças seriam encaixadas. Engana-se quem pensa que isso é problema apenas do treinador.

Pois Bem, Argel utilizava um sistema de 4-4-2 quando a equipe não tinha a posse de bola, esquema esse também utilizado por Mancini hoje. Com a posse de bola o time variava para um 4-2-3-1, onde o meia que estava ao lado do atacante recuava para armar o jogo – Hoje também acontece algo semelhante com o recuo do “meia” para armar o jogo. A ideia de Argel era boa, porém, outros conceitos atrapalhavam o desempenho da equipe, como por exemplo o fato das longas perseguições que deslocava muito os jogadores de sua posição inicial, dificultando assim o momento ofensivo, gerando um desgaste físico maior. Ou seja, no caso do meia, quando o time recuperava a posse de bola, ele teria que percorrer um longo caminho para conseguir jogar.

Dos meias contratados por Sinval Vieira, apenas Gabriel Xavier possuía características mais parecidas com o que a função pedia, pois o jogador consegue conduzir a bola em velocidade, tendo um bom giro ao receber a bola de costas para o marcador. Além do mais, o 4-2-3-1, aliada a uma proposta reativa de jogo e uma marcação com longas perseguições, só caberia um meia atuando no time titular.

Vitória de hoje

Como dito anteriormente, essa variação partindo do 4-4-2 em momento defensivo para o recuo do meia quando a equipe recupera a posse de bola, aliada a uma proposta reativa, continua a ser trabalhada no Vitória, no entanto, alguns aspectos mudaram.

Primeiro, o conceito de marcação. Hoje o Vitória mescla marcação por zona com marcação individual por setor, com isso, os jogadores visam fechar os espaços, cortar linhas de passes, o que gera um número menor de perseguições, logo, ao recuperar a posse de bola os jogadores estão mais próximos de suas posições iniciais.

Méritos de Mancini

Enquanto o técnico Alexandre Galo optava entre Neílton ou David, Mancini enxergou que era crucial manter os dois jogadores que possuem características cruciais para seu modelo de jogo. Enquanto David atua como extremo esquerdo numa segunda linha, Neílton é o segundo atacante, quando o time está sem a bola, recuando para armar com a posse de bola. Esses aspectos citados explicam um pouco da força do Vitória atuando fora de casa.


Na imagem acima o momento do contragolpe fatal rubro-negro no triunfo por 1 x 0 diante do Corinthians, em São Paulo. David carrega a bola pela esquerda e passa para Neílton, que com boa visão de jogo encontra Tréllez.

A importância de Neílton para esta função vem de suas características. O jogador consegue dominar a bola já tirando o marcador adversário do lance, imprimindo velocidade a curtas distâncias, além da boa visão de jogo para servir o companheiro melhor colocado.


Outra boa característica de Neílton é buscar o espaço vazio nas costas do volante adversário. No primeiro gol diante do Atlético Mineiro, ele e David deram uma aula de como se posicionar para servir como opção de passe, ambos realizam a diagonal no mesmo momento, formando Todos os direitos reservados ao site www.colunaecvitoria.com.br um “X” que confunde o sistema defensivo de qualquer defesa. O lance termina com gol de Neílton.


Diante do São Paulo Neílton flutuando buscando o espaço entre linhas do adversário. No entanto, a equipe paulista se preparou bem, armou um 4-1-4-1 com Petros entre as linhas, aliada a uma boa compactação, o que dificultou o jogo do Vitória.


Diante do Botafogo mais outro exemplo do contragolpe letal rubro-negro. No primeiro gol do Leão, Neílton é quem tem a bola mais atrás, enquanto isso David e Tréllez já partiram para ser opção de passe... Neílton, como um meia, enxerga e executa um belo passe para Tréllez, que acerta a trave, David aproveita o rebote e abre o placar.

Ainda no duelo contra o Botafogo, um triunfo emocionante por 3 x 2, Neílton participou de todos os gols. O segundo com uma assistência em cobrança de escanteio, em gol marcado por André Lima.


Enquanto na imagem acima o terceiro gol rubro-negro, com Neílton mais uma vez servindo um companheiro.

Conclusão 

Na ausência de um meia de ofício com características para executar tal função, Mancini encontrou em Neílton a solução para dinâmica e criação no meio campo. O jogador também passou por uma fase sombria, sendo bastante criticado pela torcida ao desperdiçar chances importantes de gols. No entanto, o momento agora é de dar moral aos atletas, e começar a enxergar todos os aspectos de jogo e o papel fundamental de cada atleta dentro de um modelo.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos