Vitória e São Paulo se enfrentaram neste último domingo (17) no Barradão, duelo direto pela briga contra o rebaixamento. No entanto, a equipe rubro-negra não conseguiu desempenhar um bom futebol, e acabou sendo derrotada.
No Papo Tático de hoje vamos evidenciar o que contribuiu para a atuação ruim do Vitória e, consequentemente, o resultado negativo dentro de casa.

Escalação

Sem poder contar com o machucado Juninho, a grande dúvida de Mancini era quem iria ocupar a lateral esquerda. Durante os treinamentos, foi praticamente descartada as utilizações de Geferson e Thalysson, os laterais de origem do elenco. As dúvidas rondavam entre Patric (lateral direito de origem), Felipe Soutto (volante) e o zagueiro Bruno Bispo.
Mancini opta por utilizar Patric, que não comprometeu, porém, se Geferson foi titular diante do Flamengo, tendo uma atuação razoável, então por que não utilizá-lo? E se ele não foi a primeira, nem seria a segunda opção, por que levá-lo ao banco de reservas?
Mas enfim... O Vitória foi escalado com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Patric; Ramon, Correia, Yago e Kieza; Neílton e Tréllez.
Outro ponto questionável na escalação foi a entrada de Kieza na equipe titular no lugar de David. Vale lembrar que o ponto forte do Vitória vinha sendo as jogadas em velocidade de David e Neílton. Ao colocar Kieza como extremo da segunda linha do 4-4-2, Mancini o deixa longe do gol, e perde a força e velocidade que David conseguia dar por ali. Sem contar que do lado oposto o outro extremo também não tem como característica principal a força e velocidade, que é o caso de Yago.
É ponto que sempre friso aqui em relação a característica do jogador e função a ser executada dentro do modelo de jogo. As características de David combinam mais com a função a ser executada dentro desse sistema e modelo de jogo, em relação à Kieza.


Na imagem o Vitória no 4-4-2, enquanto o São Paulo atacava no 4-1-2-3, com os extremos dando amplitude, o que confundia a marcação rubro-negra, pois os laterais constantemente abandonavam a primeira linha para tentar encurtar o espaço com os extremos, o que abria espaços parta infiltrações.

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Vitória e Fluminense se enfrentaram em jogo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017, no Barradão.

O técnico Vagner Mancini não pôde contar com Yago e Ramon, para seus lugares foram escalados Patric e Felipe Soutto, respectivamente. A equipe rubro-negra entrou em campo com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Wallace, Kanu e Juninho; Felipe Soutto, Correia, Patric e David; Neílton e Tréllez.


Na imagem acima o Vitória postado no 4-4-2. Neste momento a marcação inicia no meio campo, mas a primeira linha jogando adiantada, diminuindo o espaço de jogo do Fluminense. 
Atuando dentro de casa o Vitória tentou propor o jogo. O fato de a primeira linha atuar mais adiantada deixou o Fluminense longe do gol de Fernando Miguel. No entanto, a equipe carioca buscava o jogo reativo, o que dificultava a criação do rubro-negro. 


O Fluminense jogando no 4-1-4-1 também subia sua primeira linha em alguns momentos, e tentava sempre congestionar o setor em que a bola estava.

A partida começou sendo bastante estudada por ambas as equipes, mas...


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O Vitória passava por uma situação bastante complicada no Campeonato Brasileiro 2017, com um time sem identidade de jogo, sem confiança e rodada após rodada na zona de rebaixamento. Parecia não ter solução, até que Mancini chegou e conseguiu arrumar algumas questões, o que trouxe de volta um desempenho aceitável e com ele, resultado positivos. Nosso Papo Tático de hoje é sobre o que fez Mancini para fazer o Vitória voltar a ser competitivo. 

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Quando Mancini assumiu o Vitória a equipe se encontrava na 19ª colocação com apenas 12 pontos conquistados em 16 partidas. A situação era mais que crítica, um rebaixamento parecia inevitável. Hoje, apesar de fora da zona de rebaixamento, o perigo está ainda muito próximo, porém, o Leão possui força para lutar, coisa que não tinha anteriormente.

Mancini chegou após a demissão de Alexandre Gallo, encontrou um time sem padrão de jogo, já que seu antecessor mudava a forma de jogar de acordo com o adversário. Em alguns jogos um time que marcou alto, tentou utilizar velocidade e dinâmica, em outros, um time lento, pesado, tentando jogar reativamente... 

A primeira decisão de Mancini em termos táticos foi definir uma estratégia de jogo, que foi marcar forte a partir do meio campo, com os dois atacantes iniciando o combate no volante adversário, e tentando explorar o contragolpe, utilizando uma rápida transição ofensiva. 

Na imagem o Vitória no 4-4-2, atacantes iniciam a marcação no volante adversário, segunda linha mais compacta, com jogadores mais próximos tendo a preocupação de fechar os espaços e não tendo como referência apenas o jogador adversário
Apesar de continuar no 4-4-2 em momento defensivo, utilizado desde a era Argel Fucks, Mancini soube utilizar as peças corretas, optando por jogadores que possuíam características para executar a função dentro de seu modelo de jogo e estratégia. 

No 4-4-2 de Argel existia um atacante e um meia de “origem” (Cleiton Xavier) na frente, ao recuperar a posse de bola, Cleiton recuava para tentar armar o jogo. Um atleta mais lento, de mais posse de bola, que não rende tanto em uma proposta mais reativa de jogo, onde existe muito campo para percorrer após a retomada da posse de bola. 

Já Mancini optou por ter um jogador de mais dinâmica por ali, no caso, Neílton. Na ideia de Mancini, o jogador que executa essa função precisa ter velocidade, boa condução de bola, saber se movimentar entre as linhas do sistema defensivo adversário buscando os espaços vazios, flutuar para o lado, e dar a possibilidade de também pisar na área para a finalização. 

Pelo lado direito Yago atua na segunda linha, um meia que não tem como arma principal a velocidade, mas gera o equilíbrio necessário para as ultrapassagens do lateral Caíque Sá, que possui como característica principal a ultrapassagem em velocidade. 

Momento Defensivo


O ponto chave da melhoria em relação ao desempenho do Vitória dentro de campo foi o sistema de marcação. Mancini me surpreende ao marcar em bloco médio, como vimos anteriormente, apesar de continuar utilizando a marcação individual por setor, passa a utilizar também aspectos da marcação por zona, ou seja, o time deixa de ter a referência apenas no movimento do jogador adversário, e passa a se preocupar em ter superioridade numérica no setor onde a bola se encontra, fechando a linha de passe, forçando o adversário ao erro. 

Na imagem acima, o Vitória postado no 4-4-2, a primeira linha atuando um pouco mais alta, por ser um jogo dentro de casa, e os jogadores se movimentando em bloco de acordo com o movimento da bola, isso gera superioridade numérica nos setores, onde a bola for, vai ter sempre jogadores do Vitória ocupando o espaço.

A Partir do momento que o time possui um sistema defensivo sólido, que não leva tantos gols com facilidade, além de um sistema que não tenha longas perseguições, deixando o jogador mais próximo possível da sua posição inicial, contribuiu muito para o momento ofensivo. 

Transição ofensiva 

A transição ofensiva se dá quando o time recupera a posse de bola. Segundo o professor Jorge Castelo, o tempo de execução da transição ofensiva deve durar no máximo 12 segundos até a finalização, caso isso não ocorra neste intervalo de tempo, a equipe entra na fase de organização ofensiva.


Esse é mais um aspecto do modelo de jogo de Vagner Mancini. Quando o Vitória rouba a bola, ele tenta atacar os espaços deixados pelo adversário (que estava arrumado para atacar), utilizando a velocidade, principalmente, de David e Neílton.

Pontos Negativos a serem corrigidos

Mancini precisa utilizar o tempo de aproximadamente duas semanas que terá sem jogos do Campeonato Brasileiro para ajustar alguns problemas que sua equipe apresenta.

É possível observar leitura de jogo equivocada dos atletas que compõe a primeira linha, principalmente Wallace, Kanu e Caíque Sá. 

Wallace abandona a linha para perseguir Jô, percorrendo um longo caminho, o que abre espaço na primeira linha para a infiltração de um outro jogador.

Kanu também persegue Jô, neste flagrante, apesar de Ramon tentar se posicionar na primeira linha para suprir a ausência do companheiro, o espaço deixado por Kanu continua lá.

Caíque Sá também precisa ler melhor o momento de abordar o adversário e rapidamente recompor a linha, melhorando seu posicionamento junto aos companheiros da primeira linha
Nas imagens acima é possível observar como a primeira linha do Vitória precisa de um pouco mais de atenção, movimentos mais coordenados, tanto no avanço para encurtar o campo de jogo do adversário, como para os lados.


Outro aspecto que pode ser melhorado é o espaço entre as duas linhas de quatro. Com as duas linhas atuando mais próximas, fica mais difícil para o time adversário encontrar espaços entre elas para receber o passe e armar o jogo.

Conclusão

Mesmo com pouco tempo para trabalhar Mancini conseguiu uma grande evolução da equipe, definindo um padrão de jogo, um esquema tático e sabendo utilizar bem as peças observando característica do atleta e função a ser exercida dentro do seu modelo de jogo.

Mancini me surpreendeu ao adotar alguns conceitos de jogo que não utilizava principalmente em sua última passagem pela Toca do Leão, muito pelo fato da situação que o time se encontra. Foi inteligente ao reconhecer que o time precisava primeiro cuidar do seus sistema defensivo, passando a utilizar a marcação em bloco médio, por zona e individual por setor, tentando evitar as longas perseguições.

Importante também evoluir em relação a propor o jogo, pois em algumas partidas, principalmente dentro de casa contra adversários do mesmo nível, será preciso uma proposta de jogo mais ousada.

Espero que a equipe continue neste processo de evolução, e que ao final do ano o objetivo de permanecer na série A seja mantido.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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O Vitória foi ao Couto Pereira e conquistou um belo resultado na luta contra o rebaixamento, ao vencer o Coritiba por 1 x 0, com gol de Kanu, em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.

Vagner Mancini pôde escalar o time que vinha atuando a maioria das partidas sob seu comando, formando com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon, Correia, Yago e David; Neílton e Tréllez.


Na imagem acima o 4-4-2 do Vitória. Neílton e Tréllez iniciam a marcação a parti do meio campo, pressionando o volante que inicia a construção de jogo do Coritiba. Neste momento, segunda linha bem postada, jogadores próximos. 

O 4-4-2 do Vitória ficava evidente quando os laterais do Coxa se projetavam à frente, enquanto a saída de bola era feita pelo volante e zagueiros. 

Quando os laterais do Coxa se posicionavam mais atrás para criar superioridade numérica na saída de bola, o Vitória adiantava os extremos, variando sua formação para o 4-2-4.


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O Vitória fez história neste sábado ao conseguir bater o Corinthians, líder isolado do Campeonato Brasileiro 2017, e com mais de 30 jogos de invencibilidade na temporada. Realmente um adversário a ser batido por qualquer equipe. No Papo Tático de hoje vamos destacar como o Vitória conseguiu um feito heroico e tão importante. 

Vagner Mancini contou com os retornos do zagueiro Wallace e do meia Yago, a equipe continuou montada  no 4-4-2.


Na imagem acima o 4-4-2 do Vitória, formando com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon, Correia, Yago e David; Neílton e Tréllez. 

Estratégia

Desde que Mancini chegou ao Vitória ele definiu uma proposta de jogo, na qual o time se compacta a partir do meio campo, espera o adversário e tenta sair rapidamente no contragolpe, o chamado jogo reativo. Mancini é um treinador que sempre gostou de aproveitar a transição ofensiva, ou seja, quando o time recupera a bola e aproveita aqueles seis segundos para definir o lance.

Atuar contra equipes mais fortes, com um jogo bem definido e evoluído como o Corinthians, a proposta de jogo do Vitória não poderia fugir disso.

Fechadinho, o Vitória tentava fechar os espaços, e aproveitar a roubada de bola para ligar rapidamente o contra-ataque, tentando aproveitar a velocidade de Neílton e David, além da movimentação de Tréllez. Importante frisar que Caíque Sá não teve tanta liberdade para apoiar o ataque...

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Vitória e Avaí se enfrentaram no Barradão em jogo válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.
A derrota do rubro-negro foi um banho de água fria, freando a reação que vinha acontecendo após a chegada do técnico Vagner Mancini.  Surpresa para alguns, mas um resultado que não surpreende quem analisa friamente o futebol.

Sem poder contar com o zagueiro Wallace suspenso, Mancini promoveu a estreia do garoto Bruno Bispo, que fez uma partida segura, mostrando calma e técnica com a bola nos pés. Para o lugar do suspenso Yago, Patric foi o escolhido.  A equipe foi à campo com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Bruno Bispo e Juninho; Ramon, Correia, Patric e David; Neílton e Tréllez.


Na imagem acima o Vitória atuando no 4-4-2 em linhas, bem organizado, realizando uma marcação por zona e por setor, com a primeira linha adiantada, evitando que o Avaí se aproximasse do gol de Fernando Miguel.

A equipe rubro-negra fez um bom primeiro tempo, conseguindo não ser muito incomodada, e chegando com perigo algumas vezes, além de ter conseguido um pênalti desperdiçado por Neílton, o mesmo jogador desperdiçou outra oportunidade de cara com o goleiro Douglas.

O Avaí é um time que tem como proposta o jogo reativo, ou seja, esperar o adversário, e depois sair no contra golpe. Com essa estratégia já havia conseguido conquistar pontos surpreendentes fora de casa, até diante do Grêmio.

A boa partida do Vitória no primeiro tempo se deu muito pelo fato do rubro negro não ter ido pra cima propor o jogo a qualquer custo, com muita calma e consciência, a equipe também atuou de forma reativa, esperando o momento certo para roubar a bola e atacar com velocidade, numa transição....

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O Vitória trouxe do Rio de Janeiro um belo e heroico triunfo ao vencer o Flamengo por 2 x 0 no estádio Ninho do Urubu, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Vagner Mancini manteve a mesma disposição tática da equipe, atuando no 4-4-2. As novidades foram as presenças de Felipe Soutto na vaga do suspenso Correia; Geferson no lugar de Juninho, que estava com gripe; e Fernando Miguel de volta ao gol, após rodízio com Caíque.


A equipe rubro negra entrou em campo com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Geferson; Ramon, Felipe Soutto, Yago e David; Neílton e Tréllez.

Acertadamente, a proposta do Vitória era reativa, marcar a partir do meio campo e explorar o contra golpe, já que a grande falha do time carioca vinha sendo a lentidão na transição defensiva. 
No entanto, em campo as coisas não aconteciam como planejado. O Flamengo atuava no 4-1-4-1, com Arão entre as duas linhas de quatro;  Everton Santos e Geuvânio pelas pontas, Diego e Everton Ribeiro como interiores, formando a segunda linha; com Felipe Vizeu no ataque. Os cariocas conseguiam preencher bem o campo ofensivo e utilizando bastante movimentação levou perigo em alguns lances contra o gol de Fernando Miguel. Enquanto isso o Vitória não conseguia jogar quando tinha a bola, tendo sérios problemas para encaixar uma boa transição ofensiva. Foram apenas dois chutes do rubro-negro baiano durante o primeiro tempo.  

Creio que um fator preponderante foi a ausência de Correia. Principalmente pelo fato de Ramon não possuir características para manter uma dinâmica no meio campo. Neste quesito se esperava mais de Felipe Soutto, que não correspondeu.

A equipe ficava com dois volantes mais fixos, alguém para desempenhar a função que Correia vinha fazendo, protegendo bem a bola, a fazendo rodar, e até arriscando mais a jogada vertical.
O Vitória passa a entrar de vez na partida quando Arão erra um passe dentro da área, entregando a bola nos pés de Yago, que acertou um belo chute. 

Durante a segunda etapa o Vitória teve mais tranquilidade por estar à frente do placar, enquanto o Flamengo precisava se expor para buscar o empate. Tal cenário contribuiu para o rubro negro baiano encaixar sua estratégia reativa, desta vez, conseguindo construir algumas jogadas ofensivas, utilizando, principalmente, a velocidade de David, Neilton e Caíque, com o apoio de Tréllez. 
O segundo gol veio após uma rebatida, Tréllez foi inteligente, ganhou na proteção para Réver, sofrendo pênalti em seguida, convertido por Neílton.

Momento Defensivo

É fato que Mancini mudou sua concepção sobre o momento defensivo de sua equipe nesta passagem pelo Vitória. Além de......


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O Vitória reencontrou o caminho do triunfo ao vencer a Ponte Preta por 3 x 1 no Barradão, em jogo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em nosso Papo Tático de hoje vamos evidenciar o que contribuiu para o resultado e a boa atuação do rubro-negro.

A Ponte Preta, do técnico Gilson Kleina, veio ao Barradão com uma proposta de jogo reativa, ou seja, visando esperar o Vitória para depois sair no contra – ataque.


A estratégia da Ponte caiu por água abaixo devido ao gol muito cedo marcado pelo Vitória aos dois minutos. Não tinha mais sentido esperar em seu campo defensivo.  Aos 12 minutos o Vitória já estava vencendo por 2 x 0, então Kleina abriu mão de um volante para por o meia Renato Cajá e tentar sair de trás. 

Esquema Tático

O Vitória que atuava no 4-4-2, foi escalado pelo técnico Vagner Mancini com: Caíque; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon, Correia, Yago e David; Neílton e Tréllez. Abrir o placar com dois minutos ajudou na postura do time, marcando a partir do meio campo, esperando a Ponte se expor.


Momento Defensivo

Apesar do gol aos dois minutos ter contribuído para dar tranquilidade, diria que o momento defensivo do Vitória no primeiro tempo foi fundamental..... 


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O Vitória voltou a campo neste último domingo (30) para o duelo diante do Cruzeiro, no Mineirão, partida que marcou a reestreia de Vagner Mancini no comando do rubro-negro.
O empate sem gols acabou sendo lucro devido às chances desperdiçadas pelo adversário, graças à boa atuação do goleiro Fernando Miguel. Por outro lado, se observarmos um pênalti claro não marcado a favor do Vitória, o resultado poderia ter sido diferente.
Mas enfim, nosso Papo Tático é para discutir a atuação da equipe dentro das quatro linhas.

Esquema Tático

Com Mancini o Vitória atuou no 4-2-4 variando para o 4-4-2 sem a posse de bola. A equipe rubro-negra marcava a partir do meio campo, deixando os zagueiros do Cruzeiro com a bola, e apertando a marcação a partir dos volantes.


Na imagem o Vitória postado no 4-2-4. A escalação inicial foi formada por: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon e Correia; Yago, David, Carlos Eduardo e Tréllez.

Modelo de jogo

Sobre modelo de jogo as diferenças foram poucas em relação ao início e meio do trabalho de Gallo, por dois motivos. Primeiro que algumas ideias e conceitos de utilizados por ambos os treinadores são semelhantes. Segundo, o pouco tempo de trabalho seria difícil uma mudança muito drástica.


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Ele está de volta. Demitido em agosto de 2016 por deixar o clube numa situação complicada no Campeonato Brasileiro, o Vitória confirmou a contratação do técnico Vagner Mancini.

Em nosso Papo Tático de hoje vamos destacar os principais aspectos do modelo de jogo adotado por Mancini, e analisar o que podemos esperar desta nova passagem do treinador no rubro-negro baiano.

Situação delicada

A situação do Vitória no Campeonato Brasileiro é bastante delicada. São 4 derrotas consecutivas, onde o clube ocupa a penúltima colocação da competição, com apenas 12 pontos conquistados em 16 rodadas.

Qualquer treinador que aceitasse esta missão estaria com um sério problema pela frente. Isso pelo fato da equipe já ter tido quatro treinadores este ano (Argel, Wesley Carvalho, Petkovic e Gallo), todos eles com suas peculiaridades e forma de trabalhar. Além disto, já estamos praticamente em agosto, difícil implantar um modelo de jogo mais elaborado, ainda mais com o pouco tempo para treinamento e a necessidade por resultados positivos.

Modelo de jogo

Momento Defensivo

O momento defensivo do Vitória é um grande problema. A equipe rubro-negra chegou a levar 11 gols em apenas três partidas sob o comando de Alexandre Gallo, possuindo a pior defesa do Brasileirão com 29 gols sofridos ao lado do lanterna Atlético-GO.

E pela lógica não é Mancini quem vai resolver essa situação, pois seu modelo de jogo nunca foi um primor em relação a sistema defensivo, inclusive foi a grande queixa para a demissão dele na Chapecoense, e fato de grande questionamento deste colunista que vos escreve durante o ano passado, onde o Vitória só não levou gol em dois jogos dentro de casa sob seu comando.

Observo que um dos fatores que fazem com que Mancini não tenha um bom aproveitamento defensivo é o fato do mesmo utilizar a marcação por encaixes individual no setor gerando curtas e longas perseguições.


Na imagem acima temos Vitória x Cruzeiro, onde observamos Cada jogador tendo como referência o adversário, e Victor Ramos abandonando a primeira linha para perseguir, abrindo espaço para infiltração adversária.


Mais um flagrante do mesmo erro....

Além disto, era constante ver o time de Mancini marcando apenas com 6 ou 7 jogadores. Um dos fatores que pode influenciar tal aspecto também é a marcação individual por setor, pois devido as longas perseguições os jogadores acabam se deslocando muito do seu posicionamento inicial, aumentando o desgaste físico e dificultando a recomposição, ou seja, prejudicando a transição defensiva. Onde muitos torcedores colocam a culpa no sistema de três atacantes, ao invés de observar qual é a verdadeira raiz do problema. 

As vezes Mancini pede para seu time adiantar a marcação. Porém, ano passado, o que chamamos de pressing, não era bem executado. Apesar dos jogadores buscarem apertar a saída de bola adversária com cada um pegando um, cortando assim as opções de passe, alguns jogadores adversários ficavam livres, e a bola continuava saindo com tranquilidade.


Na imagem acima a partida entre Vitória x Corinthians. São oito jogadores do Vitória em campo ofensivo, mas existem três jogadores do Corinthians livres para sair jogando.

Momento Ofensivo

A ideia de Vagner Mancini é trabalhar uma rápida transição ofensiva, ou seja, ao retomar a posse de bola os times de Mancini sempre tentam atacar com velocidade apostando nas peças mais velozes, tentando pegar o adversário com seu sistema defensivo ainda desarrumado. 


Costuma utilizar sistemas de jogo como o 4-2-3-1 ou 4-2-1-3, sistemas estes que possuem dois pontas verticais e um meia central.

Uma jogada que é sempre treinada por Mancini em seu momento ofensivo é tentar surpreender o adversário ao inverter a bola num passe longo buscando o ponta do lado oposto para tentar utilizar o espaço deixado daquele lado.

Outro detalhe das equipe de Mancini é a dificuldade para se iniciar a construção das jogadas. Faltam recursos para o treinador criar mecanismos de sair com uma bola limpa pelo chão. Onde a preferência dele é o chutão para o centroavante raspar de cabeça, tentado a ultrapassagem do ponta.

Em resumo, os times de Mancini não gostam de ter a bola, preferem deixa-la com o adversário para roubar e sair com velocidade. Vale destacar que, na Chapecoense, observei nos jogos assistidos uma preocupação maior de Mancini com relação ao sistema defensivo, realizando a marcação em bloco médio baixo contra adversários superiores tecnicamente, coisa que não fazia aqui no Vitória. 

Mas será que vai ser o suficiente? Só o tempo dirá! 

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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