O Vitória teve seu primeiro teste de fogo em 2017, diante do Vasco, em São Januário, jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.

Partida propícia para Argel utilizar seu estilo, o jogo reativo. A equipe rubro-negra entrou em campo com: Fernando Miguel; Patric, Kanu, Alan Costa e Euller; Farias, José Welison, Gabriel Xavier. Cleiton Xavier e Kieza.

O técnico Argel Fucks mantém sua forma de jogar. Sem a bola o time se posta no 4-4-2, em bloco médio, onde a pressão ocorre a partir dos volantes adversários. Com a bola o time passar a jogar no 4-2-3-1, quando o meia (Cleiton Xavier) recua para armar o jogo por dentro, se alinhando aos pontas.


Na imagem acima podemos enxergar esse 4-4-2 e alguns problemas já recorrentes no trabalho de Argel no Vitória, desde o ano passado.

Como o time realiza a marcação por encaixe individual no setor, os jogadores tem como referência o jogador adversário, o que ocasiona botes em momentos inadequados e longas perseguições, gerando espaços. Enxergar as linhas postadas nesse 4-4-2 do Vitória é algo quase impossível, justamente pelo modelo de marcação.

Ainda no flagrante, observem como Gabriel Xavier subiu a marcação para tentar dar o bote, acabou levando o drible, com isso, Welison já tentou fazer a cobertura, Farias idem... No entanto, no centro do campo existe um espaço enorme, e Patric já vai abandonando o seu setor para tentar fechar, deixando a primeira linha desguarnecida.... Paulinho que deveria estar fechando aquele espaço por dentro (caso a marcação fosse por zona, onde a referência é na bola e não no jogador adversário), está na parte inferior da tela, preocupado com a subida do lateral adversário.....

Um problema crônico e que dificilmente será corrigido, justamente pelo fato da marcação ser realizada por encaixe individual.

Mesmo marcando em bloco médio, tendo seus 11 jogadores atrás da linha da bola, realizando pressão a partir do meio campo, o Vitória cedia muitos espaços, justamente pelos aspectos citados acima.


Ainda utilizando a mesma imagem, mas observando por uma perspectiva diferente, notem como o sistema de marcação do Vitória é falho. O jogador do Vasco que tem a bola possui duas opções de passe pelos lados completamente livres. As linhas amarelas mostram além das opções de passe, as opções de triangulações que existem para o desenrolar da jogada.

Com a posse de bola o Vitória criava pouco, pois não conseguia mantê-la por muito tempo, e nem conseguia ter força e velocidade para contra-atacar com rapidez, devido a falta de jogadores com essas características em campo, e o distanciamento entre os atletas, que também tem como um dos fatores a marcação por encaixe individual, já que, alguns jogadores precisam realizar longas perseguições, ficando longe de sua posição inicial ou local do campo em que deveriam estar para puxar o contra golpe.

Não podemos deixar de pontuar que, no segundo tempo, a missão ficou mais difícil por conta da expulsão de Euller na reta final da primeira etapa. Nessa situação, a marcação por zona se fazia muito mais necessária visando diminuir os espaços, coisa que não aconteceu.

Minha crítica não é pela forma reativa de jogar, acho qualquer estratégia sempre válida, se encaixada na ocasião correta. A partida contra o Vasco poderia ser uma dessas ocasiões (como acabou sendo executada). Porém, minha crítica é baseada nos aspectos do modelo de jogo, ou seja, quais conceitos o treinador utiliza e como os jogadores executam isso dentro de campo neste modelo reativo?

Como na imagem e observado durante a partida, existem falhas no modelo de jogo do Vitória, que em duelos contra adversários mais fortes ou com um jogo mais organizado, as chances de um resultado positivo serão mínimas.

É preciso saber criar uma crítica baseada no que foi a atuação e não apenas no resultado. Pois o Vitória não fez uma boa partida, baseado nos aspectos de jogo apresentados, porém, saiu de campo com um bom resultado. Mas será que o resultado virá sempre se os erros não forem ajustados? E caso o resultado tivesse sido negativo, será que a atuação do time seria considerada satisfatória?

Acreditar que Argel irá mudar algum aspecto em sua forma de jogar, eu não acredito, no entanto, mesmo com a marcação por encaixes, ela precisa ser melhor elaborada e executada.

O ponto positivo é a entrega dos jogadores em campo, que assim como na temporada passada, nunca faltou.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos
André Luiz Barretto Silva Lima, pro futebol André Lima. É Carioca da gema. Atua como Centroavante, tem 31 anos, mede 1,85, e é Destro. Atleta revelado nas categorias de base do Madureira do Rio de Janeiro. Atuou por diversos clubes no pais e dispensa apresentação no seu currículo. Vasco, Botafogo, Fluminense, São Paulo, Grêmio E Atlético Paranaense. Na Europa atuou pelo Germinal da Bélgica e Hertha Berlin da Alemanha. Jogou também no futebol chinês. Suas principais características são, posicionamento na área, finalização e oportunismo. Rende bem jogando centralizado ou lado a lado de outro atacante. Tem faro de gol e sabe se valer de ficar na linha do último defensor encontrando o tempo de bola correto para chegar ao gol ou esperar falhas e rebotes da defesa e goleiro, respectivamente.

Vamos evidenciar com capturas as faixas de campo mais exploradas por André Lima no seu ultimo clube, Atlético Paranaense.

POSICIONAMENTO


Centroavante típico e de ofício, o guerreiro imortal como é chamado no sul do Brasil, é conhecido por não desistir dos lances, batalhando por cada bola, quesito que ficou de lado um pouco pela lesão grave que teve em 2013 atuando pelo próprio Vitória. Mas é guerreiro e voltou a jogar mesmo quase sendo desenganado por médicos. Ja foi um jogador de grande mobilidade, mas não perdeu toda essa característica, pois ainda consegue controlar bem as bolas e tentar tabelas de efeito.


Agora, vamos pontuar questões individuais como: física, emocional, técnica, tática e características especificas.

Vamos ao que interessa. Pontuação de 1 a 10:

POSIÇÃO: CENTROAVANTE   CARACTERÍSTICAS: Oportunista, Finalização, Cabeceio

FÍSICO: Nota 7
Atleta teve lesão grave na carreira e parece um pouco acima do peso.

EMOCIONAL: Nota 9
Atleta acostumado a grandes jogos, experimentado e rodado.

TÉCNICA: Nota 7
Atleta não é um primor tecnicamente, mas aproveita bem alguns bons fundamentos.

TÁTICA: Nota 8
Atleta faz boa leitura de jogo. Cumpre bem a função, sabe se posicionar e fechar espaços.

FINALIZAÇÃO: Nota 9
É o seu diferencial, pois vai bem de cabeça, nos chutes de dentro e fora da caixa, com ambas as pernas.

VELOCIDADE: Nota 7
Atleta tem boa explosão curta, mas é pesado e não consegue correr grandes distancias.

MÉDIA: 7.83

CONSIDERAÇÕES FINAIS

André Lima é o chamado homem gol, essa é a caraterística que faz os clubes o contratar. Não pode o torcedor esperar gols bonitos, lances espetaculares, dribles desconsertantes. Mas pode o torcedor esperar que varias bolas que antes a arquibancada suspirava em dizer "ah se tem um jogador ali", esse é o André Lima, quando menos esperar, ele estará no local certo onde a bola as vezes nem vai precisar ser empurrada pra dentro, vai resvalar nele e entrar. Bom de cabeça, pega bem a media e curta distância, não costuma perdoar muito os erros das defesas adversárias. Só precisa que o modelo de jogo tenha muita jogadas de fundo de campo, muitos chutes a gol dos companheiros para gerar rebotes e o melhor deles, um meia que tenha o ultimo passe e perceba que o atacante sempre está bem colocado ou na linha da zaga. Não é o tipo de jogador que esse Colunista gosta pra ser camisa 9 por conta das características, e nem do que hoje é mais utilizado no futebol, mas se bem trabalhado rende frutos. Outro fator essencial é o momento, e André vem de dois bons anos na Séria A do Brasileirão. Vamos juntos AL99!

Por Adson Piedade / @AdsonPiedade
Foto: Edição nossa / Twitter do Atleta.

Fiquem ai com o vídeo do atleta. 



Depois de uma pífia apresentação diante do Botafogo-PB pela Copa do Nordeste, o Vitória voltou à campo, desta feita, para encarar o Luziânia, em partida válida pela Copa do Brasil.

O técnico Argel Fucks resolveu voltar ao sistema de jogo que vinha utilizando desde o ano passado, e na maioria das partidas na atual temporada.


Sem a bola o posicionamento inicial era um 4-4-2 em linhas, com o meia Cleiton Xavier se posicionando ao lado do atacante. No momento do flagrante o atacante era Paulinho, porém era Kieza quem atuava por ali, com Paulinho fazendo a extrema esquerda. A formação com duas linhas de 4, preencheu melhor o campo ao invés do 4-2-2-2 utilizado contra o Botafogo-PB.


Ao recuperar a posse de bola, o Vitória alterava seu sistema inicial para o 4-2-3-1, pois Cleiton Xavier recuava para armar o jogo no centro do campo (Seta branca), enquanto os extremos Paulinho e David se alinhavam a ele. Essa movimentação de Cleiton é interessante, pois confunde a marcação adversária.


No momento do primeiro gol rubro-negro, vejam como Cleiton Xavier consegue aproveitar bem e atacar os espaços que aparecem devido essa movimentação e sua inteligência de jogo. Esses espaços aconteceram durante todo o jogo.


Mais uma situação....


Outra....

Claro que enfrentando um sistema de marcação mais sólido, será mais complicado encontrar tanto espaço. Mas a movimentação que esse sistema (4-4-2 variando para o 4-2-3-1) permite ao meia, junto a facilidade e visão de jogo de Cleiton Xavier, me agrada. E se observamos o estilo de jogo de Argel, creio que se ele mudar muito essa forma para querer encaixar os demais meias de "nome" do elenco, irá se perder.

Claro que continuamos observando inúmeros problemas, e que estamos destacando nas análises. Mas vamos dar uma colher de chá e olhar o que aconteceu de bom neste jogo.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos
Continuamos com  nossa observação dos aspectos do modelo de jogo do Vitória para a temporada 2017 sob o comando do técnico Argel Fucks.

Com a presença de Dátolo na lista de relacionados, Argel mudou o esquema que vinha utilizando, para tentar encaixar o argentino junto à Cleiton Xavier. O Vitória que jogava sem a bola num 4-4-2 em linha, com o meia (Cleiton Xavier) ao lado de Kieza e David na extrema direita fechando a segunda linha, atuou contra o Botafogo-PB num 4-2-2-2 ou 4-4-2 quadrado. Um esquema já aposentado, principalmente por conta do retorno da utilização dos pontas, tirando o jogo do centro do campo, já bastante congestionado com o avanço das estratégias. Argel já havia utilizado esse mesmo 4-2-2-2 quando tentou encaixar Pisculichi e Cleiton Xavier juntos, mas sem sucesso retornou para o segundo tempo contra o Sergipe no 4-2-3-1, já sem Pisculichi, com Paulinho e David nos extremos, quando a equipe melhorou seu rendimento naquela ocasião.


Ter esse quadrado, ainda mais com Dátolo e Cleiton Xavier no meio campo, prejudica e muito o sistema de marcação. Sem utilizar uma segunda linha com 4 jogadores, a equipe perde de preencher melhor o campo. Para piorar a situação, o modelo de marcação do Vitória continua sendo por encaixe individual no setor, o que exige muito mais do preparo físico dos atletas.

Essa marcação por encaixes mal executada acabou gerando falhas que terminaram nos gols do Botafogo-PB.


Observem como a primeira linha, é inexistente... Os quatros jogadores destacados deveriam estar alinhados, gerando proteção e cobertura, isso se a marcação fosse por zona, mas no caso de encaixes individuais os jogadores tem como referência o adversário. Por isso, vejam como Fred sai para dar o bote e deixa um grande espaço em suas costas.

A imagem acima ainda mostra como o sistema de marcação do Vitória é uma confusão. Vai ser muito complicado Argel escalar os meias (Dátolo, Cleiton Xavier e Pisculichi) juntos com esse modelo de marcação.

De ponto positivo podemos destacar, assim como na partida contra o Vitória da Conquista, o Vitória querendo ter a posse de bola e propor o jogo. Ainda não deu pra perceber evolução nesse quesito, ainda falta amplitude com laterais para espaçar o sistema defensivo adversário (já que nesse 4-2-2-2 não existe pontas para fazê-lo), além de criar mecanismos coletivos mais elaborados.

Vale ressaltar, como dito no início desse texto, que não estou cobrando uma bela exibição neste momento, mas destacando aspectos no modelo de jogo do Esporte Clube Vitória sob o comando do técnico Argel Fucks.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

O Vitória segue sua preparação na temporada 2017. Ontem à noite, no Barradão, o rubro-negro venceu o Sergipe por 3 x 1, pela primeira rodada da Copa do Nordeste.

Podemos observar algumas mudanças em relação ao amistoso contra o Atlântico. Primeiramente, a formação inicial no momento defensivo continuou no 4-4-2 em linhas, no entanto, foi possível observar diversas vezes os atacantes (Posição) Kieza e David fazendo os extremos na segunda linha, que também era composta por Farias e Correia, com os dois meias (Pisculichi e Gabriel Xavier) iniciando a marcação na frente. Em outros momentos Kieza se juntava a Pisculichi na frente, e Gabriel Xavier fazia a marcação na segunda linha pelo lado.


Na imagem é possível observar o 4-4-2, desta vez com Kieza e Pisculichi na frente iniciando o combate, com Gabriel Xavier, Farias, Correia e David na segunda linha. Difícil enxergar uma linha no jogo do Vitória, já que a marcação é feita por encaixe individual no setor (quando a referência é no adversário), não existe tanta preocupação em montar as linhas, mas sim em proteger o setor e perseguir o adversário.


Em fase ofensiva, o posicionamento inicial também era um 4-4-2, porém não mais em linha, mas sim em quadrado. Farias e William Correia na volância, Pisculichi e Gabriel Xavier mais à frente, com David e Kieza no setor de ataque. Destaque para o posicionamento de Kieza e David que abriam bastante pelas pontas, o que deixa o time sem referência, mas por outro lado, possibilita uma diagonal nas costas de laterais/zagueiros, além de abrir espaços para infiltrações dos meias. Esse posicionamento de Kieza e David em campo influenciava no posicionamento deles na transição defensiva, pois, já estando pelos lados do campo, ambos recuavam para a segunda linha ao perder a bola. Movimentação meia incomum, que deve ser avaliada os benefícios ou não. A princípio, não gosto de Kieza tão longe da área. No entanto, vale ressaltar que ele teve liberdade para jogar mais próximo da área e flutuar para o lado esquerdo em alguns momentos.


Assim como na partida contra o Atlântico, o Vitória enfrentou um adversário bem postado defensivamente. O Atlântico marcava num 4-4-2 bem compacto, balançando as linhas para o setor da bola, trazendo muitas dificuldades para o Vitória no primeiro tempo.

A equipe de Argel tem sérias dificuldades para construir e propor o jogo. Claro que não vou aqui dizer que isso não pode ser corrigido (Foi apenas um jogo amistoso e uma partida oficial), porém, acredito que o perfil de Argel não condiz com essa forma de jogar, o que é bastante perigoso. E para se ter essa avaliação não é necessário esperar o que vai acontecer, basta analisar o histórico.

Na segunda etapa Argel resolveu voltar as origens, retornando para o 4-2-3-1. Para isso promoveu a entrada de Paulinho no lugar de Pisculichi. O meio ficou formado com Farias e Correia, A linha de três meias com Paulinho e David nas pontas, e Gabriel Xavier centralizado, com Kieza à frente.

O Vitória conseguiu utilizar melhor a amplitude que os pontas davam pelos lados e suas individualidades, conseguindo manter um volume bom de jogo, parando de ser surpreendido. Esse é o estilo de Argel, jogo mais vertical, com poucos toques, explorando a individualidade de seus jogadores. Longe de ser definido como um estilo bom ou ruim, porém, acho difícil ele manter esse estilo com Dátolo, Pisculichi e Cleiton Xavier juntos, como também não consigo ver ele executando um modelo de jogo que os três atuem juntos. Logo, ao meu ver, teremos medalhões no banco de reservas no decorrer.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos
Paulo Luiz Beraldo Santos, o Paulinho é paulista nasceu em Guarulhos grande São Paulo. Atua como Atacante, tem 28 anos, mede 1,77, e é Ambidestro. Atleta revelado nas categorias de base do Flamengo de São Paulo. Atuou em 20  partidas e fez 16 gols pelo Rubro Negro Paulista. 2009 chegou ao XV de Piracicaba após testes frustados no Corinthians. Fez 49 partidas pelo XV e marcou 8 gols. Em 2013 O Flamengo conseguiu o atleta por empréstimo após ser um dos destaque do Paulistão. E foi no time Carioca que Paulinho atingiu o ápice até aqui na carreira. Jogou 65 jogos e marcou 11 gols, se destacando muito pelo comprometimento em campo, fintas e assistências pra gol, consagrando centroavantes cones que o Flamengo tinha na época. Após queda de rendimento, e problemas de indisciplina, Paulinho foi cedido ao Santos por empréstimo para jogar a temporada de 2016, onde nunca se firmou, atuou em 30 partidas e na maioria foi suplente, marcou 6 gols. Suas principais características são as fintas, jogo posicional, chute forte e oportunismo. Rende bem jogando como meia extremo esquerdo e ou atacante. Joga também como meia extremo direito e ou atacante. No final da temporada de 2015 Paulinho já apresentava o desgaste físico considerável, faltava literalmente gás para sequer ficar de pé no gramado. No entanto, com experiencia dosava bem o fôlego e sempre procurando os atalhos pelo flanco esquerdo, fazendo a bola andar com bom passe e movimentação. Atleta vai bem a área e costuma ser oportunista quando visualiza brechas na defesa adversária.

Vamos evidenciar com capturas as faixas de campo mais exploradas por Paulinho no Santos e Flamengo.

POSICIONAMENTO
 

Paulinho é um atleta com biotipo físico magro e forte, sem tendência para ganhar peso, mas sofre com desgaste físico muito rápido nos jogos, fato que precisa ser investigado, pois, não costuma correr errado no campo e ainda assim cansa demais. O jogador faz bastante diagonais curtas, característica interessante para meia atacante extremo em sistema 4-2-3-1. Seu diferencial é a visão quando no fundo do campo, improvisação com fintas em espaços curtos e chute forte.

Na fase defensiva costuma marcar com referência na bola. Tenta sempre diminuir o espaço do receptor para tentar roubar passes.

Constrói muito pelos flancos. Sabe movimentar para dar espaço pro lateral fazer ultrapassagem, tem boa visão para fazer passes com cavadinhas.

 
Na fase ofensiva se destaca pelas fintas, chegada na área, movimentação de diagonais curtas e chute forte. Bate bem na bola com a perna esquerda e consegue bons cruzamentos.


Agora, vamos pontuar questões individuais como: física, emocional, técnica, tática e características especificas.

Vamos ao que interessa. Pontuação de 1 a 10:

POSIÇÃO: ATACANTE   CARACTERÍSTICAS: Fintas, Chutes, Oportunista.

FÍSICO: Nota 8
Atleta tem biotipo físico bom. Só precisa ser estudado porque de tanto desgaste.

EMOCIONAL: Nota 7
Atleta acostumado a grandes jogos, mas costuma perder a cabeça fácil.

TÉCNICA: Nota 8
Atleta tem bons fundamentos, destaque pro chute, controle de bola e fintas.

TÁTICA: Nota 9
Atleta faz boa leitura de jogo. Cumpre bem a função, sabe se posicionar e fechar espaços.

FINALIZAÇÃO: Nota 7
Apesar de chutar forte e com direção, não tem tanta precisão pra tirar do goleiro e zagueiros. Mas quando acerta surpreende.

VELOCIDADE: Nota 8
Atleta é rápido e com boa explosão física pra até 30 metros.

MÉDIA: 7.83

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Chegou a hora de Paulinho retomar a boa fase da época de Flamengo, pois não vejo melhor oportunidade para o atleta. Se falhar aqui, sua carreira começará a descer ladeira abaixo. Paulinho pelas caraterísticas terá a chance de ser titular do Vitória, jogador que também sabe construir e definir lances, desempenha bem o papel de garçom pelo lado do campo e pode ser uma arma em cavar expulsão dos oponentes com fintas desconcertantes. Por outro lado é temperamental e segundo o mesmo costuma ser pavio curto, se tornando um perigo pro time. Paulinho é um jogador que vejo com bons olhos para o Vitória que não conseguiu o Lucca, atleta que esta num melhor momento que Paulinho. No entanto, se Paulinho voltar a atuar em Alto Nível, tem mais caixa que o Lucca e esse colunista se estivesse na Presidência do clube teria também contratado esse atleta, mas depois de longa conversa e semanas de negociação para evitar surpresas desagradáveis aqui na Bahia. Boa Sorte Paulinho!

Por Adson Piedade / @AdsonPiedade
Foto: Edição nossa / Twitter do Atleta.

Fiquem ai com uns vídeos do atleta. 
 

 
O Vitória fez sua primeira partida em 2017, ainda que um amistoso contra o Atlântico, o teste serviu para começar a dar ritmo e entrosamento, além da torcida poder conhecer alguns dos novos contratados.

A equipe rubro negra iniciou o jogo com: Fernando Miguel, Norberto, Fred, Alan Costa e Geferson; Willian Farias, Ullian Correia, Gabriel Xavier, Pisculichi e David; Kieza.

Podemos observar algumas ideias do técnico Argel Fucks. Primeiro, o sistema de jogo inicial quando o time possui a posse foi 4-2-3-1, com o meio de campo e ataque sendo formado por Farias e Correia na volância, Gabriel Xavier e David nos extremos, Pisculichi central e Kieza na referência. Quando a equipe não tinha a bola era possível ver o 4-4-2 com duas linhas de 4, tendo o meia (Pisculichi) dando combate ao lado do atacante, ao recuperar a posse, 4-2-3-1, Pisculichi centralizando para a linha dos meias.


O início da construção das jogadas iniciavam por Willian Farias (Imagem acima), sempre se posicionando à frente dos dois zagueiros para receber. O outro volante, Uilliam Correia, já se projetava para servir de opção de passe, função complicada de executar, pois precisa atuar de costas em muitas situações, como um meia.

Creio que uma boa opção para essa saída de bola poderia ser uma saída de três. Mas para isso, os dois zagueiros deveriam abris pelos lados, pressionando os laterais a avançarem e Farias viria receber por dentro. Já que a ideia é ter em Farias o início da construção, a saída de 3 daria maior opções de passe.


Com a bola mais à frente, Farias serve como opção de retorno. O time adversário tinha os 11 jogadores atrás da linha da bola, então era necessário rodar a pelota para encontrar os espaços, com isso, Farias tinha a função de receber a bola recuada e tentar rodar ela o mais rápido possível.

Ainda na imagem acima, Uilliam Correia novamente tendo que atuar de costas. Ponto positivo que ele se movimenta muito, não fica parado aceitando a marcação. Agora, atentem a movimentação de Pisculichi. O meia sempre busca o espaço vazio entre as linhas.


No flagrante acima, Correia retorna para ajudar Farias no início da construção, e Pisculichi já busca o espaço vazio nas costas dos volantes para ser opção de passe. Notem que devido a fragilidade do adversário o Vitória coloca quase os 10 jogadores em campo ofensivo. Porém, não conseguiu transformar isso em gols na primeira etapa.


 Outro ponto a ser destacado no modelo de jogo de Argel para a temporada 2017 é que os pontas (David e Gabriel Xavier) tem total liberdade em flutuar para o centro, já que são jogadores que também atuam por aquele setor. Ou seja, Argel tenta utilizar as características dos atletas para ter superioridade por dentro ao mesmo tempo que essa movimentação abre o corredor para o avanço dos laterais. Vejam o espaço que vai se abrindo para o apoio de Norberto... A questão é fazer a bola rodar rápido para encontrá-lo em situação de aproveitar, além, claro, da leitura de jogo e execução do atleta.

Ainda na imagem acima, Geferson deveria estar mais aberto, dando amplitude, o que forçaria o adversário a abrir espaços pelo centro. Não adianta dar liberdade para os pontas flutuarem por dentro se os laterais não dão amplitude para esticar o sistema adversário. Acaba que congestiona ainda mais o meio campo e a flutuação dos pontas não surte o efeito esperado.


Mais uma vez fica evidenciado a falta de amplitude dos laterais, que deveriam estar próximos a linha lateral. Notem como o Atlântico tem os 10 jogadores congestionando a entrada da área. Isso facilita o sistema defensivo que fica compactado, dificultando a penetração por ali. A amplitude induz o adversário a ter que ir marcar os laterais bem abertos pelos lados e, consequentemente, abre espaços por dentro. Se os laterais não sofrerem esse combate, terão espaços para apoiar pelos lados.


Co essa movimentação, principalmente de Gabriel Xavier saindo da ponta para o centro, o time ganha mais um meia por dentro e Pisculichi tem liberdade para pisar na área ou se posicionar na entrada da área, um local fatal para o meia que costuma finalizar bem daquela região do campo.

Nesse primeiro momento vou me abster de comentários individuais, prefiro focar nos aspectos perceptíveis no modelo de jogo que está sendo adotado. Uma dúvida que surge é: Sabendo que Argel é adepto do jogo reativo e direto, o fato de jogar com posse, indo pra frente, propondo o jogo é apenas pela fragilidade do adversário e dos adversários que virão no campeonato Baiano? ou será esse modelo para toda a temporada?  Pois será complicado trabalhar um modelo para o estadual e outro para o Brasileiro. Como também entendo que não é possível atuar contra os times do Estado com proposta de jogo reativa, devido a grande diferença técnica.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos
Gabriel Augusto Xavier, o Gabriel Xavier é paulista da Capital São Paulo. Atua como Meia Atacante, tem 23 anos, mede 1,70, e é Canhoto. Atleta revelado nas categorias de base do São Paulo. Mas com passagem até o sub 16 pelo Corinthians. Não temos informações de nenhuma partida pelos profissionais do São Paulo. Xavier aos 19 anos foi atuar na Lusa do Canindé, de 2013 até janeiro de 2015 jogou 40 partidas e marcou 6 gols. Chamou atenção dos grandes clubes na Série B de 2014, e mesmo com a Portuguesa rebaixada para a terceira divisão, o Cruzeiro o contratou para substituir Everton Ribeiro. Pelo clube celeste fez 26 jogos e marcou 2 gols, caiu nas graças do torcedor pelos dribles e pela desenvoltura e dinâmica nas partidas, principalmente jogando a Libertadores de América. Mas de forma estranha não ficou no grupo de 2016 e foi cedido ao Sport Recife fazendo 42 jogos e marcando 4 gols. No Leão da Ilha já visivelmente com mais massa muscular, sofreu na readaptação do corpo, perdendo agilidade, velocidade e arranque. Suas principais características são, dribles, agilidade, visão de jogo. Rende bem jogando como meia extremo pelos dois lados do campo e centralizando atacando o espaço do meia central. Joga também como meia central e descentralizando pros extremos para receber com enquadramento de corpo que o propicie a não sofrer carga nas costas, ou seja, de lado. 

Vamos evidenciar com capturas as faixas de campo mais exploradas por Gabriel Xavier no Sport Recife.

POSICIONAMENTO

Xavier é um atleta que teve boa base e apesar de não ter sido protagonista no Cruzeiro e Sport, eu prefiro ficar na memoria com o Xavier de 2014 da Lusa e primeiro semestre de 2015 no Cruzeiro. Além disso ressalto que não achei ele tão ruim assim no Sport. Como disse, o jogador está em fase de readaptação do ganho de massa muscular que teve no Cruzeiro e que era necessário devido a sua estatura e função que desempenha. Estou torcendo para que seja no Vitória esse reequilibro físico do atleta e que sua agilidade, arranque e velocidade retornem. O Jogador tem bons dribles, boa tomada de decisão pra ultimo passe e boa visão de tabelas. Seu forte não é a finalização e nem a construção, mas compensa com diagonais no vazio, seja partindo do centro pros lados ou dos lados pro centro.   


Na fase defensiva sabe combater na zona, faz perseguições e costuma parar jogadas de forma necessária com faltas.

Na fase de construção sabe criar amplitude pra receber as bolas, trocar passes curtos e inverter bolas. Ataca bem o espaço da zona do 10 e tem visão pra encontrar o companheiro livre.

Na fase ofensiva se destaca pelos dribles com mudança de direção, agilidade com arranques no ultimo terço do campo. Peca muito em finalização de fora da área e tem precisão razoável dentro da área.



Agora, vamos pontuar questões individuais como: física, emocional, técnica, tática e características especificas.

Vamos ao que interessa. Pontuação de 1 a 10:

POSIÇÃO: MEIA ATACANTE   CARACTERÍSTICAS: Dribles, Agilidade, Visão.

FÍSICO: Nota 7
Atleta precisou ganhar mais massa muscular e perdeu agilidade e velocidade. Está em adaptação.

EMOCIONAL: Nota 7
Atleta jovem e em busca de afirmação.

TÉCNICA: Nota 8
Atleta tem bons fundamentos, destaque pro passe e domínio de bola.

TÁTICA: Nota 9
Atleta pode executar várias funções no campo, teve excelente base nesse sentido e vai ajudar muito o Vitória em ocupação de espaço.

FINALIZAÇÃO: Nota 7
Boa precisão de dentro da área. Mas precisa treinar e lapidar esse fundamento urgente.

VELOCIDADE: Nota 8
Atleta cedo ou tarde deve ter de volta suas arrancadas e velocidade de 20 metros. Sem contar a agilidade.

MÉDIA: 7.7

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A média geral de Gabriel Xavier pode melhorar no Vitória, caso tenha um ganho no quesito físico e velocidade. Dos meias contratados é o mais ágil e veloz e claro o mais jovem e inexperiente em relação aos demais. Até aqui o vejo como uma peça coringa para um 4-2-3-1 bem executado e planejado. Além disso é um jogador de grupo. No Sport pareceu as vezes sem muita motivação e meio cabisbaixo, talvez sem entender o porque o Cruzeiro não quis aproveitar ele em 2016. No Vitória, se chegar focado, readaptado ao novo biotipo físico e se motivar, vai ajudar bastante o elenco. É um atleta que tem qualidades e vai somar. Desejamos sorte e motivação pra jogar futebol ao atleta. Alegria Xavier! O Rei dos dribles! Força!

Por Adson Piedade / @AdsonPiedade
Foto: Edição nossa / Twitter do Atleta.

Fiquem ai com uns vídeos do atleta. 



Cleiton Ribeiro Xavier, ou só Cleiton Xavier, é alagoano de São José da Tapéra/AL. Atua como Apoiador e Meia Armador, tem 33 anos, mede 1,78, e é Destro. Atleta revelado nas categorias de base do CSA de Alagoas. Em 2002 Cleiton foi negociado com o Internacional de Porto Alegre, no clube gaúcho fez 95 partidas e marcou 8 gols. A partir de 2005 Cleiton rodou vários clubes pelo Brasil, se destacando nas temporadas de 2007 e 2008 no Figueirense, foram 65 jogos e 14 gols. Chegando ao Palmeiras em 2009 ainda por empréstimo e atingiu o Alto Nível da carreira. Fase que o levou a ser convocado por Dunga para uma partida contra o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Foram dois anos no clube paulista com 90 partidas 16 gols e ganhou o apelido de CX10. Se transferiu para o futebol ucraniano por 4.5 milhões de Euros atuando por quatro temporadas e meia no Metalist, com 147 jogos e uma marca absurda de 59 gols. Em fevereiro de 2015 voltou ao Palmeiras consagrado e tem o carinho da torcida até hoje, pois apesar de problemas físicos e as lesões constantes, ajudou o grupo em alguns títulos, fez 52 jogos e marcou 5 gols. O curioso da carreira de Cleiton é que inciou como volante/apoiador e passou a meia atacante de muito gols e hoje vem mostrando quase um retorno de função. Suas principais características são, passe, jogo posicional, visão, finalização, e construção de jogo. Rende bem jogando centralizado a frente dos dois volantes e com liberdade para flutuar. Joga também como apoiador dos dois lados em meio campo em V ou em losango, apesar de não ter mais gás para suportar função box-to-box. Cuca soube utilizar o atleta, trabalhou da mesma forma que no futebol Europeu, alguns jogos titular e depois substituído, outros reserva por opção e uma arma secreta que decidiu vários jogos com essa estrategia.

Vamos evidenciar com capturas as faixas de campo mais exploradas por Cleiton Xavier no Palmeiras.

POSICIONAMENTO

Cleiton é o tipo do jogador que quer a bola a todo momento, eu e meu pai costumamos chamar atletas assim de carimbador "maluco", faz a bola andar de lado a lado, e serve como um termômetro para o time. Suas bolas paradas também são bastante perigosas. Seu diferencial também é o passe sempre com intenção futura, tabelas e jogadas limpas bem construídas. Trabalha o jogo na frente dos meias adversário atraindo os volantes a desorganizar suas linhas com passes ora rápidos, ora lentos, mas com o segredo de sempre servir de opção e cair no vazio. Chamamos de tocar e passar. Decisivo quando tem chances no ultimo terço do campo, genialidade pra conduzir o time no segundo terço e experiente pra fechar espaços no primeiro terço.   


Na fase defensiva sabe combater na zona, roubar passe por indução e com boa leitura de interpretação. Fruto de seu inicio de carreira.

Na fase de construção flutua da frente pra trás, constrói, seja cadenciando para chamar a atenção e depois alongar a bola com excelente fundamento de lançamento, ou com tabelas curtas. 


Na fase ofensiva consegue ser mortal na finalização, seu fundamento de chute é bem lapidado dentro e fora da área. Também decide jogos de falta, apesar de no Palmeiras não ter sido o cobrador oficial. Sabe também se infiltrar pra chegar na área, seja com tabelas por dentro ou atacando o espaço.



Agora, vamos pontuar questões individuais como: física, emocional, técnica, tática e características especificas.

Vamos ao que interessa. Pontuação de 1 a 10:

POSIÇÃO: MEIA ATACANTE   CARACTERÍSTICAS: Finalização, Cobranças de Faltas, Infiltração.

FÍSICO: Nota 6
Atleta teve uma melhora acentuada nos últimos 6 meses. Mas precisa provar aqui.

EMOCIONAL: Nota 10
Atleta experimentado, acostumado a decidir grandes jogos. Frieza e tranquilidade pra jogar.

TÉCNICA: Nota 9
Atleta com todos fundamentos acima da média. 

TÁTICA: Nota 10
Atleta pode executar até quatro funções no campo, joga futebol moderno de ataque, defesa e controle de bola. 

FINALIZAÇÃO: Nota 9
É só olhar o histórico do atleta e ver a quantidade de gols e bola na trave na carreira. Tem precisão acentuada para um Meia. Tem atacante aí que marca 4 gols por ano. 

VELOCIDADE: Nota 6
Atleta tem problemas  físicos e de lesões, já vai completar 34 anos e isso influencia em sua velocidade. Não é seu forte

MÉDIA: 8.8

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Cleiton Xavier não suporta disputas de ombro a ombro e não costuma chegar primeiro em bolas divididas. Vejo muita dificuldade para ele no primeiro semestre do Vitória, gramados ruins e marcação muito forte pelo nome que tem e o clima quente. O atleta tem muita qualidade no ultimo passe, faz muitas assistências pra gol. É um jogador que despensa apresentação, e todos sabem o porque Cuca não o deixou como titular absoluto, primeiro pelos motivos que já citei e segundo porque o modelo de marcação era encaixe individual por setor, pressing e perseguição, situações de jogo que Xavier não suportaria. Com isso, minha intenção nessas considerações finais é chamar a atenção do departamento físico e técnico do clube para não estourar o atleta antes da hora e ao torcedor é de dar um desconto ao jogador pela dificuldade técnica que será o primeiro semestre. É provável que seja caçado nos jogos. Com um plano de estrategia bem traçado esse Colunista estando na Presidência também contrataria o Professor Xavier, mesmo com os 34 anos de idade que vai completar, talvez não por dois anos e meio de contrato. Mas, teremos um baita REFORÇO! se bem utilizado por Argel.

Por Adson Piedade / @AdsonPiedade
Foto: Edição nossa / Ecvitória Divulgação.

Fiquem ai com uns vídeos do atleta. 







Leonardo Nicolás Pisculichi, ou só Pisculichi, nasceu em Rafael Castillo na Argentina. Atua como Meia Atacante, tem 32 anos, mede 1,75, e é Canhoto. Atleta revelado nas categorias de base do Argentinos Juniors, onde ficou até 2005. Foram 57 jogos e 18 gols anotados. Em 2006 se transferiu para o RCD Mallorca da Espanha onde fez 20 jogos com 3 gols, um deles contra o Real Madrid. De 2007 a 2012 fez 124 jogos atuando pelo Al Arabi do Qatar e fez 67 gols. De volta ao Argentinos Juniors em 2014, fez uma ponte e foi parar no River Plate onde esteve até junho de 2016. Suas principais características são, finalização, cobranças de faltas, infiltração. Rende bem jogando como Meia Atacante central. Joga também com facilidade como Meia Extremo na Esquerda e faz também os Extremos pela direita. Pisco trabalha mais as tabelas diretas e visa sempre o jogo vertical, arrisca muito o chute de fora da área e bolas alçadas. Ainda que o atleta mencione meia armador, em campo desempenha características diferentes de meia armador. Pois ele procura ser sempre agudo, aparece bastante de surpresa para tentar o cabeceio na área, mas esbarrou em 2016 numa queda física e perdeu a dinâmica de jogo e nunca foi titular absoluto no time de Gallhardo treinador do River. Sem contar que o River deixou de utilizar todo o potencial do atleta, a bola já não passava tanto nos pés dele como em 2014 e 2015.

Vamos evidenciar com capturas as faixas de campo mais exploradas por Pisculichi no River Plate.

POSICIONAMENTO

Pisculichi não é aquele meia que cadência e pensa o jogo, e apesar de ter qualidade para tal, prefere ser mais vertical e incisivo. Aparece muito na área atacando o espaço como atacante, também vindo por trás para arrematar. Suas bolas paradas funcionaram menos em 2016, mas é um exímio cobrador de faltas de todas as distancias. Dribles também não é seu forte, no entanto utiliza boas fintas para bater o oponente. Os dribles são compensados com seu poder de finalização.  





Na fase defensiva como bom Argentino combate o oponente que passa em sua zona, mas não faz perseguições como Dátolo.

Na fase de construção sabe achar o espaço para tentar ligar o meio ao ataque, ou se desvencilhar do adversário para arrematar a gol. 

Na fase ofensiva acompanha muito bem o desenrolar das jogadas e consegue antever as sobras de bolas. Seu senso de infiltrações sem a bola e de tabelas verticais é um diferencial. Sem contar a qualidade de decidir jogos nas bolas paradas e finalização a média distancia.


Agora, vamos pontuar questões individuais como: física, emocional, técnica, tática e características especificas.

Vamos ao que interessa. Pontuação de 1 a 10:

POSIÇÃO: MEIA ATACANTE   CARACTERÍSTICAS: Finalização, Cobranças de Faltas, Infiltração.

FÍSICO: Nota 7
Atleta aparenta estar um pouco acima do  peso ideal.

EMOCIONAL: Nota 9
Atleta experimentado e acostumado a grandes jogos.

TÉCNICA: Nota 8
Atleta de boas fintas, condução muito boa de bola, excelentes cruzamentos e de bons fundamentos.

TÁTICA: Nota 10
Atleta pode executar até quatro funções no campo, a novidade é poder ser um segundo atacante.

FINALIZAÇÃO: Nota 9
Atleta que trabalha muito o chute de longa distância e que também tem boa precisão dentro da área.   

VELOCIDADE: Nota 7
Atleta surpreende na velocidade quando com a bola, talvez por se poupar e respirar certo quando sem a bola. Consegue boas arrancadas.

MÉDIA: 8.33

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pisco se desmarca pouco quando atuando centralizado, pelo menos em 2016 foi assim. O atleta precisa voltar a ter um ganho muscular, pois tem perdido muitas bolas no ombro a ombro, corpo a corpo, e é visível que ganhou massa gorda, quando comparo 2015 e 2016. É um atleta que parece ser lento, mais ganha ritmo quando conduzindo a pelota, por conta da qualidade de controle de bola. No River atuou nas três faixas de campo, esquerda, direita e centralizado. Sem a bola o River fazia 4-4-2 as vezes e Pisco descansava como atacante pela direita, com a bola meia central no 4-2-3-1. Aqui vou sugerir a Argel o utilizar como Meia Extremo pela esquerda, uma vez que temos dificuldades no setor, e pelo fato de o atleta pensar pouco para atuar centralizado. Espero que Pisco venha muito motivado e se dedique bastante na parte física, pois é essencial para desempenhar bem suas características que são diferentes de Douglas do Grêmio, atleta altamente técnico que pouco utiliza a vitalidade. Não pretendemos nessa análise esgotar toda pesquisa sobre as características a cerca do atleta, estamos apenas contribuindo para o torcedor conhecer melhor o novo jogador do clube, principalmente para os que não acompanham tanto o River Plate. O nome desse atleta esteve na mesa do clube desde a lesão de Escudero em 2014, pois apesar de ter características um pouco diferente e ser mais velho, serviria para substituir o mesmo aqui, por isso, chega com DELAY de 2 anos, mas esse colunista estando na Presidência do clube também faria essa contratação uma vez que se fala muito dentro do clube que o modelo de jogo e esquema tático vai mudar em relação a 2016. Pisculichi ainda é REFORÇO! Mas tem que provar no campo! A parte física do atleta está em sinal de alerta!

Por Adson Piedade / @AdsonPiedade
Foto: Edição nossa / Ecvitória Divulgação.

Fiquem ai com um vídeo completo do atleta