Vitória e Avaí se enfrentaram no Barradão em jogo válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017.
A derrota do rubro-negro foi um banho de água fria, freando a reação que vinha acontecendo após a chegada do técnico Vagner Mancini.  Surpresa para alguns, mas um resultado que não surpreende quem analisa friamente o futebol.

Sem poder contar com o zagueiro Wallace suspenso, Mancini promoveu a estreia do garoto Bruno Bispo, que fez uma partida segura, mostrando calma e técnica com a bola nos pés. Para o lugar do suspenso Yago, Patric foi o escolhido.  A equipe foi à campo com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Bruno Bispo e Juninho; Ramon, Correia, Patric e David; Neílton e Tréllez.


Na imagem acima o Vitória atuando no 4-4-2 em linhas, bem organizado, realizando uma marcação por zona e por setor, com a primeira linha adiantada, evitando que o Avaí se aproximasse do gol de Fernando Miguel.

A equipe rubro-negra fez um bom primeiro tempo, conseguindo não ser muito incomodada, e chegando com perigo algumas vezes, além de ter conseguido um pênalti desperdiçado por Neílton, o mesmo jogador desperdiçou outra oportunidade de cara com o goleiro Douglas.

O Avaí é um time que tem como proposta o jogo reativo, ou seja, esperar o adversário, e depois sair no contra golpe. Com essa estratégia já havia conseguido conquistar pontos surpreendentes fora de casa, até diante do Grêmio.

A boa partida do Vitória no primeiro tempo se deu muito pelo fato do rubro negro não ter ido pra cima propor o jogo a qualquer custo, com muita calma e consciência, a equipe também atuou de forma reativa, esperando o momento certo para roubar a bola e atacar com velocidade, numa transição....

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O Vitória trouxe do Rio de Janeiro um belo e heroico triunfo ao vencer o Flamengo por 2 x 0 no estádio Ninho do Urubu, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Vagner Mancini manteve a mesma disposição tática da equipe, atuando no 4-4-2. As novidades foram as presenças de Felipe Soutto na vaga do suspenso Correia; Geferson no lugar de Juninho, que estava com gripe; e Fernando Miguel de volta ao gol, após rodízio com Caíque.


A equipe rubro negra entrou em campo com: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Geferson; Ramon, Felipe Soutto, Yago e David; Neílton e Tréllez.

Acertadamente, a proposta do Vitória era reativa, marcar a partir do meio campo e explorar o contra golpe, já que a grande falha do time carioca vinha sendo a lentidão na transição defensiva. 
No entanto, em campo as coisas não aconteciam como planejado. O Flamengo atuava no 4-1-4-1, com Arão entre as duas linhas de quatro;  Everton Santos e Geuvânio pelas pontas, Diego e Everton Ribeiro como interiores, formando a segunda linha; com Felipe Vizeu no ataque. Os cariocas conseguiam preencher bem o campo ofensivo e utilizando bastante movimentação levou perigo em alguns lances contra o gol de Fernando Miguel. Enquanto isso o Vitória não conseguia jogar quando tinha a bola, tendo sérios problemas para encaixar uma boa transição ofensiva. Foram apenas dois chutes do rubro-negro baiano durante o primeiro tempo.  

Creio que um fator preponderante foi a ausência de Correia. Principalmente pelo fato de Ramon não possuir características para manter uma dinâmica no meio campo. Neste quesito se esperava mais de Felipe Soutto, que não correspondeu.

A equipe ficava com dois volantes mais fixos, alguém para desempenhar a função que Correia vinha fazendo, protegendo bem a bola, a fazendo rodar, e até arriscando mais a jogada vertical.
O Vitória passa a entrar de vez na partida quando Arão erra um passe dentro da área, entregando a bola nos pés de Yago, que acertou um belo chute. 

Durante a segunda etapa o Vitória teve mais tranquilidade por estar à frente do placar, enquanto o Flamengo precisava se expor para buscar o empate. Tal cenário contribuiu para o rubro negro baiano encaixar sua estratégia reativa, desta vez, conseguindo construir algumas jogadas ofensivas, utilizando, principalmente, a velocidade de David, Neilton e Caíque, com o apoio de Tréllez. 
O segundo gol veio após uma rebatida, Tréllez foi inteligente, ganhou na proteção para Réver, sofrendo pênalti em seguida, convertido por Neílton.

Momento Defensivo

É fato que Mancini mudou sua concepção sobre o momento defensivo de sua equipe nesta passagem pelo Vitória. Além de......


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O Vitória reencontrou o caminho do triunfo ao vencer a Ponte Preta por 3 x 1 no Barradão, em jogo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em nosso Papo Tático de hoje vamos evidenciar o que contribuiu para o resultado e a boa atuação do rubro-negro.

A Ponte Preta, do técnico Gilson Kleina, veio ao Barradão com uma proposta de jogo reativa, ou seja, visando esperar o Vitória para depois sair no contra – ataque.


A estratégia da Ponte caiu por água abaixo devido ao gol muito cedo marcado pelo Vitória aos dois minutos. Não tinha mais sentido esperar em seu campo defensivo.  Aos 12 minutos o Vitória já estava vencendo por 2 x 0, então Kleina abriu mão de um volante para por o meia Renato Cajá e tentar sair de trás. 

Esquema Tático

O Vitória que atuava no 4-4-2, foi escalado pelo técnico Vagner Mancini com: Caíque; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon, Correia, Yago e David; Neílton e Tréllez. Abrir o placar com dois minutos ajudou na postura do time, marcando a partir do meio campo, esperando a Ponte se expor.


Momento Defensivo

Apesar do gol aos dois minutos ter contribuído para dar tranquilidade, diria que o momento defensivo do Vitória no primeiro tempo foi fundamental..... 


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O Vitória voltou a campo neste último domingo (30) para o duelo diante do Cruzeiro, no Mineirão, partida que marcou a reestreia de Vagner Mancini no comando do rubro-negro.
O empate sem gols acabou sendo lucro devido às chances desperdiçadas pelo adversário, graças à boa atuação do goleiro Fernando Miguel. Por outro lado, se observarmos um pênalti claro não marcado a favor do Vitória, o resultado poderia ter sido diferente.
Mas enfim, nosso Papo Tático é para discutir a atuação da equipe dentro das quatro linhas.

Esquema Tático

Com Mancini o Vitória atuou no 4-2-4 variando para o 4-4-2 sem a posse de bola. A equipe rubro-negra marcava a partir do meio campo, deixando os zagueiros do Cruzeiro com a bola, e apertando a marcação a partir dos volantes.


Na imagem o Vitória postado no 4-2-4. A escalação inicial foi formada por: Fernando Miguel; Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon e Correia; Yago, David, Carlos Eduardo e Tréllez.

Modelo de jogo

Sobre modelo de jogo as diferenças foram poucas em relação ao início e meio do trabalho de Gallo, por dois motivos. Primeiro que algumas ideias e conceitos de utilizados por ambos os treinadores são semelhantes. Segundo, o pouco tempo de trabalho seria difícil uma mudança muito drástica.


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Ele está de volta. Demitido em agosto de 2016 por deixar o clube numa situação complicada no Campeonato Brasileiro, o Vitória confirmou a contratação do técnico Vagner Mancini.

Em nosso Papo Tático de hoje vamos destacar os principais aspectos do modelo de jogo adotado por Mancini, e analisar o que podemos esperar desta nova passagem do treinador no rubro-negro baiano.

Situação delicada

A situação do Vitória no Campeonato Brasileiro é bastante delicada. São 4 derrotas consecutivas, onde o clube ocupa a penúltima colocação da competição, com apenas 12 pontos conquistados em 16 rodadas.

Qualquer treinador que aceitasse esta missão estaria com um sério problema pela frente. Isso pelo fato da equipe já ter tido quatro treinadores este ano (Argel, Wesley Carvalho, Petkovic e Gallo), todos eles com suas peculiaridades e forma de trabalhar. Além disto, já estamos praticamente em agosto, difícil implantar um modelo de jogo mais elaborado, ainda mais com o pouco tempo para treinamento e a necessidade por resultados positivos.

Modelo de jogo

Momento Defensivo

O momento defensivo do Vitória é um grande problema. A equipe rubro-negra chegou a levar 11 gols em apenas três partidas sob o comando de Alexandre Gallo, possuindo a pior defesa do Brasileirão com 29 gols sofridos ao lado do lanterna Atlético-GO.

E pela lógica não é Mancini quem vai resolver essa situação, pois seu modelo de jogo nunca foi um primor em relação a sistema defensivo, inclusive foi a grande queixa para a demissão dele na Chapecoense, e fato de grande questionamento deste colunista que vos escreve durante o ano passado, onde o Vitória só não levou gol em dois jogos dentro de casa sob seu comando.

Observo que um dos fatores que fazem com que Mancini não tenha um bom aproveitamento defensivo é o fato do mesmo utilizar a marcação por encaixes individual no setor gerando curtas e longas perseguições.


Na imagem acima temos Vitória x Cruzeiro, onde observamos Cada jogador tendo como referência o adversário, e Victor Ramos abandonando a primeira linha para perseguir, abrindo espaço para infiltração adversária.


Mais um flagrante do mesmo erro....

Além disto, era constante ver o time de Mancini marcando apenas com 6 ou 7 jogadores. Um dos fatores que pode influenciar tal aspecto também é a marcação individual por setor, pois devido as longas perseguições os jogadores acabam se deslocando muito do seu posicionamento inicial, aumentando o desgaste físico e dificultando a recomposição, ou seja, prejudicando a transição defensiva. Onde muitos torcedores colocam a culpa no sistema de três atacantes, ao invés de observar qual é a verdadeira raiz do problema. 

As vezes Mancini pede para seu time adiantar a marcação. Porém, ano passado, o que chamamos de pressing, não era bem executado. Apesar dos jogadores buscarem apertar a saída de bola adversária com cada um pegando um, cortando assim as opções de passe, alguns jogadores adversários ficavam livres, e a bola continuava saindo com tranquilidade.


Na imagem acima a partida entre Vitória x Corinthians. São oito jogadores do Vitória em campo ofensivo, mas existem três jogadores do Corinthians livres para sair jogando.

Momento Ofensivo

A ideia de Vagner Mancini é trabalhar uma rápida transição ofensiva, ou seja, ao retomar a posse de bola os times de Mancini sempre tentam atacar com velocidade apostando nas peças mais velozes, tentando pegar o adversário com seu sistema defensivo ainda desarrumado. 


Costuma utilizar sistemas de jogo como o 4-2-3-1 ou 4-2-1-3, sistemas estes que possuem dois pontas verticais e um meia central.

Uma jogada que é sempre treinada por Mancini em seu momento ofensivo é tentar surpreender o adversário ao inverter a bola num passe longo buscando o ponta do lado oposto para tentar utilizar o espaço deixado daquele lado.

Outro detalhe das equipe de Mancini é a dificuldade para se iniciar a construção das jogadas. Faltam recursos para o treinador criar mecanismos de sair com uma bola limpa pelo chão. Onde a preferência dele é o chutão para o centroavante raspar de cabeça, tentado a ultrapassagem do ponta.

Em resumo, os times de Mancini não gostam de ter a bola, preferem deixa-la com o adversário para roubar e sair com velocidade. Vale destacar que, na Chapecoense, observei nos jogos assistidos uma preocupação maior de Mancini com relação ao sistema defensivo, realizando a marcação em bloco médio baixo contra adversários superiores tecnicamente, coisa que não fazia aqui no Vitória. 

Mas será que vai ser o suficiente? Só o tempo dirá! 

Por Cassio Santos/@CassioNSantos

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Evanildo Borges Barbosa Júnior

Para o futebol, apenas Juninho. Baiano, nascido em Salvador, atua como Lateral Esquerdo, tem 27 anos, altura 1,71cm e é canhoto.  Em 2007, o atleta iniciou na base do Pão de Açúcar, hoje chamado de Grêmio Osasco Audax, clube paulista. Logo em 2008, chegou por empréstimo ao Figueirense e participou bem da campanha de acesso do clube à Série A do brasileiro em 2009. Ficou por lá até 2011, fazendo 92 jogos e marcado 6 gols. Viveu seu melhor ano em 2011, ganhando o troféu bola de prata como Lateral Esquerdo.
Chegou ao Palmeiras e atuou de 2012 a 2014, com 155 jogos e 12 gols. Em 2015, retornou ao Figueira por empréstimo, jogando por 13 partidas. Em 2016, já no Goiás, fez 35 jogos e marcou 1 gol. Se transferiu para o Cazaquistão para atuar no Aktobe, fazendo 7 partidas no primeiro semestre de 2017 e marcando 1 gol.

Juninho é baiano de Salvador, mas, assim como vários outros, não atuou em nenhum clube da capital, fazendo carreira fora e voltando consolidado como profissional.

Suas principais características são: posicionamento na linha, visão de jogo, passe.

Rende bem atuando como ala esquerdo. Pode fazer também a função de extremo pela esquerda.


Vamos evidenciar, com capturas, as faixas de campo mais exploradas por Juninho.

POSICIONAMENTO


Juninho preferencialmente atua como ala, porém, pode jogar como lateral defensivo, pois guarda bem a primeira linha e faz muito bem a compensação no balanço defensivo.

O jogador tem alguns gols ao longo da carreira, pois......

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Com a demissão do técnico Alexandre Gallo, coube a Flávio Tanajura a missão de comandar o Vitória diante da Chapecoense no Barradão, em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.


Diferente do que vinha fazendo Gallo, Flávio optou por colocar em campo um time mais leve, formando o Vitória com: Caique; Caique Sá, Wallace, Kanu e Geferson; Felipe Soutto, Correia, Yago, Carlos Eduardo e Neilton; Tréllez.


Flávio optou por atuar no 4-2-3-1, os dois volantes sendo Correia e Felipe Soutto, Neilton e Yago pelas pontas, Carlos Eduardo centralizado, com Tréllez no comando de ataque.
O Vitória chegou a ter 67% de posse de bola no início da partida, era quem tomava as rédeas e tentava propor o jogo. Por outro lado a Chape veio com uma proposta reativa marcando em bloco médio baixo e esperando o Vitória, que apesar da posse, criava muito pouco.

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Pouco mais de um mês foi a passagem de Alexandre Gallo como treinador do Esporte Clube Vitória. Em nosso Papo Tático de hoje vamos evidenciar como foi a passagem do técnico no rubro-negro baiano.

* Lembrando que nossos assinantes são privilegiados por receber todo nosso conteúdo com exclusividade, já estando totalmente inteirados com relação aos aspectos táticos aplicados por Gallo no Vitória. Se você ainda não é assinante não perca tempo e nos ajude a manter esse projeto no ar (instruções ao final do texto)!

Pois bem, dia 03/06 era anunciado Alexandre Gallo no comando técnico do Vitória. O susto foi geral, tanto da imprensa como dos torcedores, pois Gallo era um nome que não estava sendo ventilado externamente. Ao todo foram 11 partidas com 3 triunfos, 2 empates e 6 derrotas, aproveitamento de 33,3%.

De início Gallo não mexeu muito na estrutura da equipe que atuava num 4-4-2 com a bola, variando para um 4-1-2-3/4-2-3-1 com a posse de bola, mantendo também as peças de velocidade pelos lados de campo.

A primeira diferença notada era que o treinador armava sua equipe e sua estratégia de jogo baseado no adversário. Então era comum o time ser mudado de uma partida para outra por opção técnica.

No clássico BaxVi Gallo surpreendeu a todos armando uma equipe teoricamente mais lenta, contendo no meio campo Yago, Calos Eduardo e Cleiton Xavier, porém, a estratégia de jogo consistia em marcar o rival em seu campo defensivo dificultando sua saída de bola, além de boa movimentação e troca rápida de passes no momento ofensivo, fez a equipe ter sua melhor exibição, apesar do empate sem gols. A partir daí Gallo passa a tentar manter a mesma forma de jogar, alterando apenas a proposta de jogo, em alguns reativo, em outros tentando propor.

No entanto, o treinador passa a se equivocar dentro da própria estratégia ao continuar optando pelas peças mais lentas, porém com a proposta de jogo reativa, ou seja, dando campo ao adversário para explorar o contra ataque, mas sem força e velocidade suficientes na equipe para executar tal função, foi assim contra Palmeiras e Grêmio, demonstrando estar perdido com suas ideias.

Momento Defensivo

Não quero nem imaginar como deve estar a cabeça dos jogadores do Vitória este ano após a passagem do quarto técnico (Argel, Wesley Carvalho, Petkovic, Gallo) no clube em pouco mais da metade de uma temporada.

Argel iniciou o ano com o estilo de marcação individual por setor com longas e curtas perseguições, que vinha desde 2017. Quando Argel caiu Wesley deu início ao trabalho de marcação por zona, onde a referência da marcação é a bola, visando fechar espaços. Petkovic quando assumiu deu continuidade a marcação zonal, adiantou a primeira linha de marcação, encurtando o campo de jogo para o adversário. Até ali, o problema do Vitória não era o sistema defensivo. A equipe rubro-negra, desde o início do ano, tinha dificuldades em propor o jogo.

Quando o grupo já entendia a marcação por zona e passava a aplicar muito bem em campo, tendo como ápice a partida diante do Corinthians na Arena Fonte Nova, Alexandre Gallo chega e começa a mudar novamente a forma da equipe realizar a marcação, retornando novamente para a marcação individual por setor com curtas e longas perseguições ao adversário, e chegando a utilizar a marcação individual pura no clássico BaxVi, onde Farias perseguia Régis em qualquer parte do campo.


Notem na imagem acima como os jogadores do Vitória estão preocupados em perseguir o jogador adversário.... Isso vai abrindo espaço no sistema defensivo a depender da movimentação do oponente.


O sistema de marcação virou uma bagunça. Não existia mais a montagem das linhas, eram os famosos encaixes "lateral com ponta, meia com volante" que transformou o time numa bagunça. Não a toa a equipe levou 11 gols nos três últimos jogos.

O melhor momento defensivo do Vitória sob comando de Gallo foi no clássico BaxVi. Naquela partida, mesmo escalando o time com peças mais lentas, o treinador montou uma boa estratégia, adiantando a marcação e sufocando o rival no seu campo defensivo, como na imagem abaixo.


Nos momentos em que a equipe recuava um pouco a marcação, pois ninguém consegue marcar alto os 90 minutos, a primeira linha estava posicionado mais a frente, encurtando o espaço de jogo do rival e o mantendo longe da meta de Fernando Miguel (Imagem abaixo).


Momento Ofensivo

Se existe um ponto em que podemos elogiar o trabalho de Gallo era o momento ofensivo de alguns jogos da equipe sob seu comando. Na atual temporada, ele foi o que melhor conseguiu fazer o time atacar sem medo, utilizando as vezes até os 10 jogadores de linha no campo ofensivo.


Na imagem, partida Vitória 0 x 0 Bahia, os 10 jogadores de linha ocupam o campo ofensivo, laterais apoiam ao mesmo tempo, time ocupa bem os espaços gerando aproximação e possibilidades maior de triangulações.


No flagrante acima, mais uma vez os laterais apoiando, e o meia pela direita Carlos Eduardo flutuando para o lado oposto visando criar superioridade naquele setor e surpreender a marcação adversária.

Conclusão

Como dito antes, a partida contra o Bahia foi o ápice da equipe sob o comando de Gallo, parecia que o treinador havia encontrado a fórmula do equilíbrio. Porém, as decisões equivocadas em continuar utilizando peças mais lentas para um jogo reativo acabou deixando o time lento, previsível, tendo como cúmulo a partida diante do Grêmio, onde mesmo atuando em casa o Vitória não tinha forças para levar perigo ao adversário.


Atuando num 4-4-2 diante do Grêmio o meio campo do Vitória foi formado por Renê Santos e Correia por dentro, com Cleiton Xavier e Carlos Eduardo pelos lados, Trelléz e André Lima a frente. Com uma transição ofensiva bastante lenta, o rubro-negro baiano recuperava a bola e não tinha força e velocidade suficiente para atacar.

Na imagem acima Caíque Sá possui a bola, porém suas duas únicas opções são Trelléz e André Lima isolados... Lembrando que nesta partida Gallo optou por deixar David e Neilton no banco de reservas.

No futebol atual que prioriza cada vez mais a força, como conseguir vencer alguém se abdicando de ter este requisito?

Defendo o tempo de trabalho para o treinador de futebol implantar suas ideias e estratégias, porém, Alexandre Gallo já se mostrava perdido em suas ideias, e não tinha mais condições de livrar o Vitória da situação que se encontra. Não sei se no estágio atual algum outro treinador ainda poderá ajudar, mais certo que Gallo não era essa pessoa.

Por Cassio Santos/@CassioNSantos


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Danilo Veron Bairros

Para o futebol, apenas Danilinho. Mato-grossense, nascido em Ponta Porã, atua como Meia Atacante, tem 30 anos, altura 1,70cm e é destro. Atleta revelado na base do América de São José do Rio Preto no ano de 2003. No final de 2008, foi negociado para atuar no México pelo Jaguares de Chiapas. Foram 85 jogos até 2010, com 13 gols. Em 2011, foi vendido ao gigante Tigres, também do México, fez 63 jogos e 7 gols. Em 2012, voltou ao Atlético Mineiro por empréstimo e teve um bom desempenho novamente: 35 jogos e 9 gols. Por empréstimo, também foi ao Querétaro, do México, e ficou de 2014 a 2015. Começava aí o seu declínio. Foram 59 jogos e apenas 1 gol. Em 2016, foi emprestado ao Chiapas e ao Fluminense, com 25 jogos no total e apenas 1 gol marcado pelo time mexicano. O último jogo completo que Danilinho fez foi em 21/08/2016 pela Série A, Santa Cruz vs Fluminense e a última partida em 27/11/2016 frente ao Figueirense, saindo aos 23 minutos do segundo tempo.

Suas principais características eram: dribles, velocidade, passe e finalização.

Rendia bem atuando como atacante pelos lados. Pode fazer também a função de meia atacante central.


Vamos evidenciar, com capturas, as faixas de campo mais exploradas por Danilinho.


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